"O Príncipe e a Vilã: Um Jogo de Sedução e Poder" Capítulo 1
Prólogo
Meu primeiro pai me ensinou a buscar o lucro e evitar o perigo. Já o cassino, parte da herança deixada pelo meu segundo pai, transformou-me na "Dama de Diamante", o centro de todas as atenções.
Ao lado do Príncipe Herdeiro, formamos o casal mais invejado do Império; eu estava destinada a ser a mulher mais poderosa do futuro.
No entanto, eu me cansei.
Matei o mago para roubar seu poder, sequestrei a Santa para controlar a Igreja e, por fim, transformei a Família Real em meros fantoches em minhas mãos.
Vossa Alteza, o Príncipe Ían, você trouxe tudo isso sobre si mesmo.
De agora em diante, os laços que nos prendem serão eternos.
Através das grades da gaiola, encarei os olhos azuis do homem mais nobre do Império. Cobri sua boca e o pressionei contra o chão.
Enquanto ouvia sua respiração ofegante, deixei que a papelada oficial voasse e caísse por todos os lados. Sob o efeito do vinho tinto, aqueles documentos perderam todo o valor, tornando-se nada mais que lixo.
Ele jurou que me mataria com as próprias mãos.
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Capítulo 1: A Bela e o Apostador
O inverno no Império era tão rigoroso que as ruas da Cidade Baixa estavam cobertas por corpos de mortos, todos vestidos em trapos e com rostos famélicos.
Solana e sua mãe caminhavam abraçadas, lutando contra o vento cortante enquanto cambaleavam de volta para casa.
Tap, tap...
As notas das dívidas de jogo de seu pai voavam pelo ar, espalhando-se por toda parte, cada uma delas um testemunho do peso esmagador de seus débitos.
Em roupas de pano grosseiro e manchadas de sangue, o tecido era incapaz de absorver o líquido que insistia em brotar, escorrendo silenciosamente pelo chão.
Dentro da casa, havia uma pilha de lenha que seu pai trouxera de algum lugar desconhecido.
Solana olhava atônita para a pequena faca nas mãos dele — uma peça refinada, a única herança que seu avô havia deixado.
A lareira emanava um calor suave, transformando aquele interior minúsculo em um refúgio acolhedor, em um contraste absoluto com o frio mortal do lado de fora.
Sem demonstrar qualquer emoção, sua mãe arrastou o corpo do pai para fora da porta.
— Morreu tarde! Finalmente teve um pouco de consciência. Só sabia apostar! Teve o fim que mereceu!
Com um baque seco, a porta foi fechada com força. Solana tentou limpar o sangue no chão, mas por mais que se esforçasse, aquele vermelho vibrante parecia impossível de apagar.
Sua mãe ocupou-se na cozinha preparando o jantar; a partida do pai parecia ter tornado aquele inverno um pouco mais quente.
Toc, toc, toc. Alguém bateu à porta de repente.
Do lado de fora, veio o chamado de um homem: — Senhorita Liliana!
Era o nome de sua mãe.
Solana reuniu forças e se levantou para abrir a porta.
Sua mãe saiu com um sorriso radiante no rosto, claramente tendo se dado ao trabalho de lavar o rosto antes de aparecer.
A beleza de Liliana era extraordinária: possuía uma pele alva como o jade e traços delicados como uma pintura, destacados especialmente por seus raros olhos dourados e longos cabelos loiros.
Embora Solana fosse magra e debilitada pela fome, herdara perfeitamente a aparência da mãe; os olhos de ouro pálido e os cabelos dourados conferiam-lhe um ar belo e sagrado.
O guarda à porta, claramente enviado por algum nobre, fixou o olhar em Liliana, com os olhos transbordando admiração.
Solana soltou um suspiro baixo, pensando que, se a família de seu pai não tivesse caído em desgraça, as coisas seriam diferentes.
Seu pai também fora um nobre, um pequeno conde, mas desde que sua mãe se casara com ele, a linhagem entrou em rápido declínio. Naquela época, ela era apenas uma criança inocente.
Solana foi levada pela mão por sua mãe até uma carruagem luxuosa.
Uma única joia incrustada naquela carruagem seria suficiente para sustentar a vida delas por um inverno inteiro.
Dentro do veículo, sua mãe organizava apressadamente alguns pertences, enquanto Solana a observava com confusão.
— Não vamos mais voltar? — perguntou a menina de dez anos, com a ingenuidade estampada no rosto.
Seu coração estava cheio de dúvidas que não conseguia compreender.
— Não voltaremos, Solzinha. De agora em diante, nunca mais passaremos frio — respondeu a mãe com uma voz doce, porém firme, carregando um certo tom teatral.
Havia um compartimento separado na carruagem, e atrás de uma cortina, alguém estava sentado.
O interior era adornado com fios de ouro e prata, pedras preciosas que brilhavam como estrelas em cada canto, assentos macios e um suave perfume de rosas.
— Mas a lenha que o papai trouxe ainda não terminou de queimar... — Os olhos de Solana se encheram de lágrimas, que rolaram como pérolas de um colar partido.
Gentilmente, sua mãe limpou as lágrimas da filha, mas seu olhar carregava um aviso silencioso, embora suas palavras permanecessem ternas: — Não chore. Não está bem quentinho aqui dentro?
— Sim — Solana assentiu.
Apesar do conforto, seu coração estava mergulhado em medo e ansiedade.
Aquele foi o inverno mais quente que ela já viveu.
Foi seu pai quem providenciou aquele calor.
Lá fora, o som dos cascos dos cavalos ecoava, acompanhado pelo leve roçar das espadas nas bainhas e pela respiração profunda e vigorosa dos guardas.
Então era esse o som que os nobres costumavam ouvir.
Solana apertava com força suas roupas de pano simples; os pontos da costura eram irregulares, mas tinham sido feitos um a um pelas mãos de sua mãe, e ela os valorizava imensamente.
Era difícil acreditar que sua mãe partiria com um nobre, já que Liliana sempre demonstrara um desprezo profundo pela aristocracia.
O Império era vasto, muito além do que ela jamais imaginara.
Limpando as lágrimas, ela se aninhou nos braços da mãe e caiu em um sono profundo.
A jornada até a próspera Cidade Alta ainda levaria algum tempo.
Após uma longa espera, Solana despertou de seu sonho e abriu os olhos; elas finalmente cruzavam os portões monumentais.
Solana se perguntava por que a Cidade Alta precisava de muralhas tão grandiosas para se isolar da Cidade Baixa.
Ela afastou discretamente um canto da cortina para espiar o exterior.
A visão era de uma beleza indescritível, deixando-a maravilhada.
Ela não reconhecia nenhuma das letras escritas nos muros, e um desejo de entender o que diziam brotou em seu peito. Se ao menos pudesse ler...
Aquelas letras pareciam fundidas em ouro puro, cercadas por véus coloridos, flores deslumbrantes e colunas de um branco imaculado, esculpidas com padrões complexos e refinados.
Era simplesmente mágico!
Em comparação, na favela da Cidade Baixa, os mercados de escravos e os cassinos eram os únicos lugares que se pretendiam luxuosos. Mas aqui, cada centímetro da Cidade Alta tirava o fôlego.
A pessoa atrás da cortina pareceu não aguentar mais a espera e revelou-se. Um homem de cabelos negros profundos e olhos penetrantes inclinou-se para sair do compartimento.
Ele vestia roupas magníficas que acentuavam perfeitamente seu porte elegante.
Seus acessórios refinados balançavam levemente com o movimento, e Solana presumiu que cada um deles valeria uma fortuna.
O homem retirou um colar com uma enorme gema cor-de-rosa e o colocou delicadamente no pescoço de Liliana.
Seu olhar transbordava ternura: — Liliana, você finalmente é minha. Você sempre deveria ter sido minha.
Sua voz era grave e magnética; Solana achou que soava muito melhor do que a dos cantores que o governo enviava para se apresentar aos pobres da Cidade Baixa.
A beleza de sua mãe harmonizava-se perfeitamente com a joia, mas o homem parecia insatisfeito ao examinar as roupas simples dela. Ele tocou gentilmente uma mecha do cabelo de Liliana.
— Você sofreu muito, minha querida.
Ele olhou com pesar para aquele fio de cabelo ressecado. Solana sentiu uma alegria silenciosa; parecia que aquele homem realmente cuidaria bem de sua mãe.
Quando a carruagem chegou à praça central, o homem tomou Liliana nos braços e a levou de volta para trás da cortina.
Sons abafados de respiração ofegante e sussurros íntimos vinham de lá. Os guardas do lado de fora desviaram o olhar, envergonhados, mas Solana, sem entender o que acontecia, permaneceu sentada comportadamente.
Ela não queria se mexer, pois sentia-se suja e a carruagem era tão limpa e bonita; qualquer movimento poderia manchá-la.
Se ela a sujasse, certamente seria repreendida. Ela precisava deixar uma boa impressão naquele homem; não queria mais passar fome ou frio.
Ela virou-se levemente e puxou a cortina de seda. O toque era requintado, a textura do veludo era macia e quente.
Enquanto a carruagem avançava lentamente pela praça, a visão de Solana capturou um grupo de pessoas vestidas de forma peculiar: usavam mantos pretos e seguravam bastões de madeira incrustados com pedras preciosas.
No centro desse grupo, estava um menino que parecia ter a mesma idade que ela.
Ele possuía cabelos loiros brilhantes e olhos azuis claros como as joias do brasão de Alvânia, límpidos e puros.
O menino sorria enquanto ordenava que os guardas ao redor buscassem algo; as mãos dos soldados já estavam carregadas de pacotes.
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