"Adeus, Meu Jovem Mestre: A Liberdade de Sofia" Capítulo 8
O mordomo disse cautelosamente. Leonardo murmurou um "hum", com o olhar fixo nas nuvens que rolavam do lado fora da janela.
A perseguição da última semana o deixara exausto, mas o que mais o consumia era a pergunta de Isadora.
O que ele sentia por Sofia, afinal?
Memórias vieram como uma maré: Aos treze anos, ele foi cercado por alguns estudantes mais velhos em um beco e foi Sofia quem invadiu o lugar com um tijolo na mão para salvá-lo; No seu aniversário de quatorze anos, ele fugiu de casa e foi Sofia quem o carregou nas costas por três quilômetros para casa; Aos vinte anos, na sua primeira desilusão amorosa, ele chorou como uma criança abraçado a Sofia, enquanto ela apenas dava tapinhas gentis em suas costas sem dizer uma palavra...
Durante todos esses anos, não importava o quão mimado ou ridículo ele fosse, Sofia sempre esteve lá, como um farol que nunca desmorona.
De repente, ele lembrou da última vez que viu Sofia. Naquele dia chovia muito. Ela estava parada em frente à empresa, olhando para as costas dele enquanto ele partia para encontrar Isadora, e disse apenas um "adeus".
Naquele momento, ele estava com a mente focada apenas em Isadora e nem sequer olhou para trás. Pensando agora, aquelas foram as últimas palavras que ela lhe dirigiu.
"Mais rápido." Leonardo falou de repente.
O piloto disse com dificuldade: "Senhor, esta já é a velocidade máxima..."
Leonardo não disse mais nada, apenas ficou olhando fixamente para frente, como se isso pudesse fazer o avião voar ainda mais rápido.
Capítulo 16
Quando Sofia acordou, a luz do sol já atravessava as cortinas de gaze, preenchendo todo o quarto.
Ela se espreguiçou, sentindo uma leveza como nunca antes. Durante este mês, ela percorreu sete países; viu a aurora boreal na Islândia, sentiu o romance de Paris e vivenciou a imensidão das savanas africanas.
Aquelas emoções reprimidas por doze anos pareciam estar sendo lavadas, pouco a pouco, por essas belas paisagens.
Ela estava prestes a se levantar para abrir as cortinas quando, de repente, um braço surgiu debaixo das cobertas e a puxou de volta para a cama.
"Ainda é cedo", uma voz masculina, grave e preguiçosa, soou ao seu ouvido. "Durma mais um pouco."
Sofia congelou inteira. Virou a cabeça bruscamente e deu de cara com um rosto atraente e muito próximo — traços bem definidos, nariz reto e olhos cativantes com um leve sorriso. Ele era absurdamente bonito, nada inferior a Leonardo.
"Ah!", ela deu um grito, empurrando-o com força. "Este é o meu quarto! Quem é você?"
O homem, agora desperto pelo empurrão, escorou-se devagar, revelando um torso robusto. Ele arqueou uma sobrancelha: "Seu quarto? Tem certeza? Olhe em volta de novo".
Só então Sofia percebeu que algo estava errado. Pulou da cama e correu para fora do quarto.
Ao olhar ao redor, parou estática. Aquele não era, de forma alguma, o quarto com vista para o mar que ela havia reservado, mas sim uma suíte presidencial extremamente luxuosa. Ela bebeu demais na noite anterior e acabou entrando no quarto errado!
"Lembrou-se?", o homem disse, encostado no batente da porta, olhando para ela com um sorriso irônico.
Sofia tentou manter a compostura: "Então por que você não me acordou?"
"Acordar você?", o homem soltou uma risada baixa e abriu um pouco o decote do roupão. "Assim que entrou, você me usou como travesseiro, abraçando-me sem soltar. Eu bem que tentei, mas você..." Ele apontou para algumas marcas vermelhas visíveis em seu peito. "Isso aqui foram suas unhas ontem à noite. Não sei se você me confundiu com um urso de pelúcia ou se achou que meu abdômen era uma parede de escalada."
O rosto de Sofia ficou vermelho instantaneamente. Em todos esses anos, ela já havia passado por muitas situações, mas agora estava tão envergonhada que desejava que o chão se abrisse. Ela notou que o homem falava em mandarim com ela o tempo todo, o que a deixou aliviada. Pelo menos era um compatriota, o que facilitava a comunicação.
"Sinto muitíssimo", ela se desculpou sinceramente. "Eu pagarei a diária de ontem e também arcarei com qualquer custo médico se precisar ir ao hospital."
Enquanto falava, ela pegou um bloco de notas para escrever seu número: "Meu nome é Sofi...".
"Sofia", o homem a interrompeu de repente, pronunciando seu nome com precisão absoluta.
Sofia levantou a cabeça, surpresa: "Você me conhece?"
O homem ergueu a sobrancelha: "Nós nos vimos uma vez, esqueceu?"
Ela o observou com atenção. Ele parecia familiar, mas ela não conseguia se lembrar de onde o conhecia.
"Rio de Janeiro, no jantar da família Samuel", ele deu a dica. "Em março do ano passado."
Sofia lembrou-se subitamente — Samuel! O herdeiro da poderosa família Samuel do Rio, alguns anos mais velho que Leonardo e da mesma idade que ela. Naquela vez, ela compareceu como secretária de Leonardo, passando o tempo todo cuidando daquele "jovem mestre" mimado, sem chance alguma de interagir com o herdeiro Samuel.
"Senhor... Senhor Samuel?", ela perguntou incerta.
Samuel sorriu: "Que bom que a secretária Sofia ainda se lembra de mim".
"Eu já me demiti", Sofia corrigiu instintivamente.
"Isso apenas me dá a chance de te contratar", Samuel levantou-se da cama e vestiu o roupão casualmente. "Que tal trabalhar na empresa Samuel? O dobro do salário."
O leve aroma de cedro que emanava dele se aproximou. Sofia recuou um passo: "Sinto muito, Senhor Samuel, mas não pretendo trabalhar por enquanto. Estou em uma viagem ao redor do mundo".
"Sinto muito pelo ocorrido de ontem. Se precisar de qualquer compensação, pode entrar em contato comigo." Dito isso, ela se preparou para fugir o mais rápido possível.
Samuel, porém, bloqueou seu caminho, olhando-a fixamente: "Você sabe que não me falta nada".
"Então, o que o senhor quer?"
"Falta-me uma namorada", Samuel disse olhando nos olhos dela. "Que tal se você me compensasse com sua presença?"
Sofia ficou atônita: "O senhor deve estar brincando".
"Parece que estou brincando?", Samuel suavizou o riso, mas seu olhar era tão sério que fez o coração dela vacilar.
"Com tantas mulheres da alta sociedade por aí, por que me escolheria?"
Samuel deu um passo à frente e sorriu levemente: "Não é óbvio? Porque eu gosto de você".
Capítulo 17
Sofia encarava Samuel, e naqueles olhos geralmente calmos, surgiu um raro traço de pânico. "O senhor deve estar brincando", repetiu ela.
Samuel soltou um riso baixo: "Sofia, eu, Samuel, nunca brinco com sentimentos".
"Mas nós só nos vimos duas vezes..."
"Três", Samuel corrigiu. "Houve uma que você esqueceu."
"A primeira foi naquele jantar no Rio, em março passado. Você usava um vestido verde escuro e passou o tempo todo cuidando daquele pirralho do Leonardo. Ele ficou bêbado, você bebeu por ele e acabou tendo uma crise alérgica."
"A segunda foi na conferência em Tóquio. Você estava no palco fazendo uma apresentação e eu estava na plateia. Você vestia um terno preto profissional e explicou os casos de fusão com uma lógica brilhante. Depois, alguns representantes tentaram te forçar a beber, e você os cortou com uma elegância impressionante. Eu fiquei muito impactado."
"E a terceira é agora."
Sofia ficou paralisada. Não esperava que ele se lembrasse de tantos detalhes, nem que descrevesse aquelas situações com tanta precisão. O tom dele era tão sincero que ela não encontrava motivos para duvidar.
"Sempre houve boatos de que você amava perdidamente o Leonardo", continuou Samuel, "por isso eu nunca agi. Mas agora que você se demitiu e o deixou, significa que finalmente posso agir".
As palavras dele eram tão diretas que ela não sabia como resistir. De repente, ela percebeu algo. Um CEO ocupadíssimo como Samuel não viria para as Maldivas de férias do nada, nem para fazer negócios em um lugar como este.
Ela olhou nos olhos dele: "Você me seguiu até aqui?"
Samuel ergueu as sobrancelhas: "'Seguir' é uma palavra feia. Digamos que eu soube que você deixou o Leonardo e vim atrás de você até o exterior". Ele riu baixo: "Só não esperava que você viajasse tão rápido. Tive que percorrer sete países para te encontrar aqui".
"Mas o ocorrido de ontem foi puro acidente. Eu pretendia me reapresentar de uma forma mais digna, mas não esperava..." Ele olhou significativamente para a cama bagunçada, "que você invadisse o meu quarto".
O rosto de Sofia esquentou. Ela tentou mudar de assunto: "Sinto muito, mas não pretendo namorar agora".
"Sem pressa", Samuel sorriu com calma. "Você pode recusar ficar comigo, mas não pode me tirar o direito de tentar te conquistar."
Ele falou com tanta convicção que Sofia ficou sem palavras e apenas deu uma desculpa para sair às pressas.
...
Uma hora depois, Sofia trocou de roupa e estava saindo para o restaurante. Ao abrir a porta, viu Samuel encostado na parede oposta, brincando com um par de óculos escuros.
"Que coincidência", ele sorriu. "Vamos almoçar juntos?"
Sofia ia recusar, mas Samuel foi mais rápido: "Estamos indo para o mesmo restaurante, você não vai me expulsar, vai?"
Sem saída, ela aceitou a companhia dele. Os dois caminharam lado a lado pela areia. O vento soprava os longos cabelos de Sofia, e uma mecha grudou em seus cílios. Quando ela ia levar a mão ao rosto, Samuel inclinou-se: "Não se mexa".
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