"O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato" Capítulo 32: O bebê precisa repor as energias
— Eu errei! — Alice implorou com a voz embargada pelo choro. — Eu não deveria...
Antes que pudesse terminar a frase, o fôlego ficou preso em sua garganta, sem subir nem descer.
Se ela soubesse que aquela frase no restaurante provocaria tamanha loucura em Gabriel, ela teria costurado a própria boca! Infelizmente, não existe remédio para o arrependimento.
Desde que voltaram do jantar até agora, ela fora virada de um lado para o outro. Sentia-se como se tivesse sido desmontada e remontada; da cabeça aos pés, restava apenas exaustão e fraqueza.
Suas pernas escorregaram sem força, apenas para serem puxadas de volta por ele e presas firmemente em sua cintura.
Alice lambeu os lábios secos, a voz entrecortada: — Eu... estou com sede... quero água... você pode sair um pouco, por favor?
Gabriel, no entanto, a pegou no colo e, mantendo-a assim, caminhou direto para o purificador de água.
Com o corpo subitamente suspenso, ela sentiu as pernas fraquejarem, sendo obrigada a envolver o pescoço dele com força para não cair. Diante do aparelho, ele soltou uma das mãos, inclinando-se levemente para encher o copo.
Alice repousou a cabeça no ombro dele, imóvel.
— Por que não bebe? — Gabriel tinha um sorriso de satisfação plena nos lábios. Ele olhou para o chão, onde pequenas poças de água se formavam, e sussurrou com a voz rouca: — O bebê precisa repor os líquidos.
A resposta dele foi um arranhão sem força nas costas.
— Bebê, está sem energia? Então eu te dou na boca. — Ele tomou um gole de água e a transferiu lentamente para ela através de um beijo.
Alice recuperou um pouco de fôlego e, de repente, mordeu o pescoço dele com força, acusando-o com os olhos marejados: — Você não prometeu?
— O quê? — ele perguntou, com um olhar inocente.
Ela rangeu os dentes ao dizer: — MODERAÇÃO!
— Eu disse que "entendi" — Gabriel riu baixo. — E agora estou provando a você, com fatos, o quanto eu entendi.
Alice queria chorar, mas não tinha mais lágrimas.
Só podia implorar humildemente: — Eu errei, eu não acho você velho! Aquela mulher estava errada, você é incrível, você é bom demais!
— Obrigado pelo elogio, bebê. — Ele beijou seus lábios, carregando-a pelo imenso quarto enquanto seus braços poderosos a apertavam contra si...
Do lado de fora da janela, a noite era brilhante; do lado de dentro, silhuetas entrelaçadas em um transe de entrega absoluta.
Pela primeira vez, Alice achou aquele quarto grande demais, tão grande que a deixava desesperada.
O prazer a envolveu rapidamente, da ponta dos pés à base da coluna...
A consciência se dissipou, e diante de seus olhos restou apenas uma luz branca ofuscante.
A neve branquíssima refletia o brilho intenso do sol.
Alice cerrou os olhos e deu uma ordem ao homem que a seguia: — Tire uma foto minha, e faça ficar bonita!
Gabriel pegou o celular e disparou vários cliques.
— Deixe-me ver. — Alice pegou o aparelho e sua expressão desmoronou instantaneamente. — O que é isso?!
Ela tinha um metro e sessenta e oito, mas na foto parecia uma batata anã!
Gabriel coçou o nariz. — Vou tirar outra.
Ele recuou dois passos, buscando um ângulo melhor.
Alice observava as manobras dele com uma ansiedade crescente.
Ao ver o resultado final, ela ficou sem palavras.
— Não ficou bom? — Gabriel não entendia. Ele achou que ela estava linda.
— Esquece — ela acenou, desanimada. — Não quero mais fotos.
Felipe, que estava por perto, interveio sorrindo: — Patroa, eu tentei tirar algumas agora pouco. Querem ver?
Alice olhou para a tela e seu sorriso voltou no ato. — Ficou ótimo! Eu amei! Pode me mandar?
— Claro. — Felipe enviou o arquivo original para ela e para Gabriel.
Gabriel teve que admitir: Felipe era um fotógrafo melhor.
Na foto, Alice usava um traje de esqui rosa, olhando para as montanhas nevadas ao longe.
O sol beijava a ponta de seu nariz, e uma mecha de cabelo voava ao vento. Ela parecia um elfo das montanhas.
Ele salvou a imagem e virou-se para o assistente: — Apague a foto do seu celular.
— ...Sim, senhor. —
Capitalista ingrato
, pensou Felipe.
— Onde aprendeu a fotografar? — perguntou Gabriel.
— Minha namorada me deu muitas broncas. Sempre que eu tirava uma foto ruim, eu apanhava verbalmente. Acabei aprendendo na marra.
Gabriel silenciou. Alice não o xingou pela foto ruim, apenas desistiu. Isso significava que ela ainda tinha consideração por ele?
— Quando voltarmos para o Brasil, use suas horas extras para me ensinar fotografia.
— ...Tudo bem — Felipe sorriu com a humildade de um trabalhador.
— Considerarei como hora extra com pagamento dobrado.
— Pode deixar! — Felipe celebrou internamente. — Vou ensinar tudo o que sei!
Gabriel guardou o celular e seguiu Alice pela pista de esqui. Em certo ponto, ela parou e sentou-se na neve.
— O que houve? — Gabriel parou diante dela.
— Estou cansada, não quero me mexer.
Gabriel agachou-se. — Quer voltar para o chalé descansar?
— Não. — Alice não queria ficar trancada no quarto em plena St. Moritz, na Suíça. Era um desperdício. Mas ela estava com preguiça de esquiar. Após pensar um pouco, estendeu os braços para ele: — Me carrega enquanto esquia.
Gabriel deu um sorriso de adoração. — Tudo bem.
Ele a pegou no colo com facilidade, em estilo "noiva", e desceu a pista em alta velocidade. O vento assobiava e a adrenalina corria solta.
Felipe, seguindo atrás como fotógrafo oficial, pensou:
O chefe está se exibindo como um pavão hoje.
Um homem alto em um traje de esqui preto levantou o olhar e, ao ver a silhueta rosa passar rapidamente, paralisou.
— Marcos, o que foi? Estão todos te esperando.
— Nada, já vou. — Marcos balançou a cabeça. Deve ter sido impressão sua. Alice jamais estaria nos braços de outro homem daquele jeito.
Alice desceu do colo de Gabriel com um sorriso radiante. Gabriel suspirou de alívio; tivera medo de derrubá-la, mas correu tudo bem.
Ao saírem do vestiário, Alice cruzou com um homem de capacete e óculos escuros. Ela parou e olhou para trás, mas o homem já havia entrado no vestiário masculino.
— Nini, o que foi?
— Nada. — Ela correu de volta para Gabriel. — Vamos.
No vestiário, Marcos tirava o casaco, olhando para o nada. Será que ele tinha ouvido errado?
De volta à vila de luxo, Alice e Gabriel encontraram Thales e sua namorada, e também Artur e Pequena Ci. Alice notou algo estranho entre Artur e Ci e, ao ir ao banheiro, aproveitou para fofocar com a amiga.
— Ci, o que houve? Vocês dois... estão juntos?
Pequena Ci massageou as têmporas, frustrada. — No Natal eu bebi demais e acabei dormindo com ele. Agora ele está me perseguindo querendo um compromisso oficial e me arrastou para cá.
Alice quase borrou o batom. — Mas você não tem um noivado com o irmão mais velho dele?
— É exatamente isso que me irrita... — Ci suspirou. — Tentei cancelar o noivado com o Lucas, mas ele se recusa e agora simplesmente desapareceu!
Alice consolou a amiga, sugerindo que aproveitassem a viagem. Mais tarde, as mulheres foram para a piscina termal sozinhas.
Alice, Ci e a namorada de Thales, (Clara), ficaram juntas. Clara, uma atriz famosa, era divertida e expansiva.
— Alice, você é a mais nova, mas tem as curvas mais bonitas — Clara brincou. — Com esse corpo, eu usaria decote profundo em todos os tapetes vermelhos.
Ci foi além: — Alice, posso tocar?
Alice ficou vermelha e virou de costas, fazendo as amigas rirem.
Clara começou a contar fofocas bombásticas do mundo das celebridades, e logo o assunto voltou para os relacionamentos delas.
— Clara disse que ela e Thales eram apenas conveniência. Ci disse que sempre viu Artur como um irmão mais novo e não sabia como agir agora.
— E você, Alice? Sua relação parece a mais tranquila.
— Nem tanto — Alice admitiu. — Gabriel e eu temos um acordo: nada de sentimentos.
Clara ficou chocada. — Sério? O jeito que vocês se olham... eu sou atriz, sei reconhecer verdade de atuação. Vocês têm certeza que não há sentimento?
Alice tentou responder, mas não conseguiu. Ela tinha apenas 20 anos e só vivera um amor platônico sofrido no passado.
Mas Gabriel... apenas pensar no nome dele criava ondas em seu coração. Ela não conseguia mais dizer "eu não o amo" com a mesma facilidade de antes.
O tempo era assustador; fazia você se acostumar, se apegar e, finalmente, não conseguir mais viver sem o outro.
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