"O CEO Gélido e a Herdeira Rebelde: Um Casamento por Contrato" Capítulo 8: O Beijo na Cintura
Assim que o pensamento surgiu, a mão pesada de Gabriel na cintura de Alice apertou-se involuntariamente.
Alice franziu o cenho.
"Dói."
Gabriel cerrou os dentes, lutando para controlar seus impulsos.
Momentos depois, ele finalmente relaxou a força, mantendo apenas um apoio possessivo em sua cintura.
Pouco depois, Alice murmurou baixinho: "Que sede... quero água."
Gabriel estendeu a mão, pegou uma garrafa de água no frigobar do carro e abriu a tampa com uma mão, levando-a aos lábios dela.
Quando Alice abriu a boca por instinto, ele afastou a garrafa e perguntou com um tom ríspido: "Alice Guimarães, quem sou eu?"
Alice não respondeu.
"Quem sou eu?", insistiu Gabriel. "Só tem água se acertar."
Alice apoiou as mãos no peito dele, levantou a cabeça e riu como uma boba, com os olhos semicerrados. "Você é bobo? Nem sabe quem você é?"
"Você é o Gabriel."
A névoa de irritação no peito de Gabriel finalmente se dissipou um pouco.
Ele esboçou um leve sorriso e encostou a garrafa nos lábios dela.
"Acertou. Pode beber."
Alice deu dois goles e empurrou a garrafa.
Um pouco de água derramou, escorrendo por seus lábios e molhando o decote do vestido.
Gabriel largou a garrafa e pegou um lenço, limpando-a de baixo para cima.
Quando chegou aos lábios, ele parou. O olhar fixou-se na boca vermelha e úmida. No segundo seguinte, seu polegar deslizou pelos lábios dela, esfregando-os com força.
Na penumbra do carro, o rosto gélido do homem foi tomado pelo desejo. O Bentley entrou na Mansão Aurora e o motorista retirou-se em silêncio.
Gabriel permaneceu encostado, segurando Alice, até que ela acordasse e perguntasse: "Chegamos?"
Gabriel não respondeu. Alice levantou a cabeça, insatisfeita. "Por que você não fala nada?"
O silêncio persistiu. Embriagada, Alice moveu-se no colo dele, ajoelhando-se entre suas pernas.
Ela encarou os olhos dele e desabafou: "Você é muito frio. Personalidade fria, aura fria, expressão fria... até o olhar é frio."
O olhar dela desceu dos olhos para o nariz, parando na boca dele.
"Quando você beija, seus lábios também são frios?"
Ela não viu os olhos intensos do homem, apenas ouviu o sussurro rouco: "O que você acha?"
Alice observou os lábios dele por um momento. Eram bem desenhados e pareciam... muito convidativos.
Movida por um impulso inexplicável, ela segurou o rosto dele e o beijou.
Foi um toque rápido.
"São quentes," ela disse com uma expressão inocente, como se estivesse apenas provando um copo d'água.
Ela tentou abrir a porta para descer, mas foi puxada de volta.
A mão do homem envolveu sua nuca, quente e dominante. O rosto dele desceu bruscamente. "Feche os olhos."
Era quase uma ordem. O coração de Alice saltou e, assim que as pálpebras caíram, seus lábios foram tomados com voracidade.
No início, eram mordidas desajeitadas, seguidas por uma sucção intensa. Logo, a língua dele pediu passagem, explorando cada canto da boca dela.
Alice sentiu a língua formigar e perdeu o fôlego. Tentou empurrá-lo, mas teve as mãos presas contra o peito dele, dedos entrelaçados com força. Gabriel, com a respiração pesada, apertava a cintura dela contra si.
Alice soltou um gemido baixo. O beijo tornou-se ainda mais opressor, como se ele quisesse devorá-la por inteiro.
O ar no carro ficou denso e quente. No escuro, as batidas aceleradas dos dois corações se fundiam.
Alice abriu os olhos por um segundo e viu o rosto sempre calmo de Gabriel transformado pelo desejo — perigoso e fascinante. O mundo perdeu o foco, e ela mergulhou na escuridão.
Gabriel levou Alice para o quarto e a deitou na cama com delicadeza. Ele permaneceu ali, observando-a sob a luz suave, com as emoções à flor da pele.
O desejo gritava, mas a razão resistia por um fio. Por fim, ele chamou Dona Maria para ajudá-la a se trocar.
Maria entrou e viu Alice dormindo, mas notou os lábios inchados e o rosto corado.
O patrão conseguiu se controlar mesmo assim?
, pensou ela, preocupada.
Após trocar Alice por um pijama de seda rosa, Maria saiu.
Gabriel entrou com água e mel, mas ao ver Alice no pijama de alcinha, com o decote revelador, sentiu a garganta secar.
Ele a cobriu rapidamente, deu-lhe a água e fugiu para o banheiro.
Após um longo banho gelado, ele voltou ao quarto.
Ver Alice dormindo tranquilamente o irritou.
Como ela pôde atear esse fogo e simplesmente dormir?
Ao ver que ela abraçava o patinho de pelúcia novamente, ele o tirou dela com ciúmes, jogando-o longe antes de se deitar ao seu lado.
O momento mais constrangedor após a bebedeira é lembrar o que fez.
Alice acordou e percebeu que estava agarrada a Gabriel como um coala. As imagens da noite anterior voltaram como uma onda: o carro silencioso, o beijo... Ela o beijara primeiro! Ela queria desaparecer.
Ela tentou fugir da cama silenciosamente, mas sentiu a cintura ser apertada. Encarou os olhos profundos de Gabriel.
"Acordou?"
"Bom dia," ela riu, sem jeito.
"Lembra do que aconteceu?"
"Lembro," sussurrou ela, ficando vermelha. "Desculpe... eu estava bêbada, não foi por querer... que eu te desrespeitei."
O olhar de Gabriel esfriou.
Bêbada? Foi só isso?
"E se aninhar nos meus braços a noite toda," ele disse friamente, "também foi o álcool?"
Alice, achando que ele estava bravo, explicou-se: "Desculpe, eu tenho o hábito de abraçar algo para dormir. Geralmente é o meu patinho..." Ela olhou em volta. "Ué, cadê ele?"
Ao vê-lo no parapeito da janela, suspirou aliviada. "Como não achei o pato, devo ter abraçado você sem querer..."
Gabriel sentiu uma fúria contida. Ele era apenas um "substituto" para uma pelúcia?
"Chega. Não precisa dizer mais nada," ele disse, saindo da cama direto para o banheiro.
O café da manhã transcorreu em um silêncio absoluto e estranho. Alice finalmente disse: "Vou ver meu vovô."
Gabriel largou os talheres. "Venha ao escritório. Precisamos conversar."
Lá dentro, a atmosfera era de pressão. "Estou muito irritado com o que aconteceu ontem," ele começou. "Sua conduta violou nosso acordo."
O coração de Alice murchou. "Eu entendo. Vou chamar os advogados para o divórcio e levo minhas coisas hoje mesmo—"
"O que você disse?", ele sibilou, com um brilho perigoso no olhar. "Divórcio?"
Alice travou. "O que você quis dizer, então?"
"Alice, você não deve beber até perder os sentidos em um bar sem segurança. É irresponsável com você e com nossa família."
"Meu amigo estava comigo!", ela rebateu.
"Aquele magrelo?", Gabriel soltou uma risada fria. "Ele mal se aguentava em pé, que proteção ele te daria?"
Alice sentiu a raiva subir. "Pode falar de mim, mas não fale do meu amigo!"
"Você está brigando comigo por causa dele?", o peito de Gabriel subia e descia com força.
"Ele é meu amigo de infância, alguém muito importante para mim!", ela explicou seriamente.
O silêncio no escritório tornou-se sufocante. Lucas era o amigo de infância, importante. E ele? O que ele era após sete dias?
Alice suspirou. "Acho que não estamos em condições de conversar. Vou para casa para nos acalmarmos."
Quando ela chegou à garagem, encontrou Gabriel esperando no carro.
"Entre," ele ordenou.
"Você... vai comigo?"
"Eu prometi, e não volto atrás na minha palavra," ele disse, sério.
Alice entrou e, ao olhar para ele, achou aquela teimosia quase... fofa. Ela acabou rindo.
"Do que está rindo?"
"De você. Você é fofo," ela disse, direta.
Gabriel travou as mãos no volante.
Fofo?
Aos 28 anos, era a primeira vez que ouvia aquilo. Foi um choque, mas trouxe um batimento estranho ao seu coração.
"Coloque o cinto," ele resmungou.
No caminho, Alice pegou uma bala de limão e ofereceu a ele. "Quer uma?"
"Estou dirigindo."
Ela descascou a bala e a levou aos lábios dele. Gabriel baixou a cabeça e a pegou. O sabor doce e cítrico invadiu sua boca.
Alice recolheu a mão, sentindo a ponta dos dedos levemente úmida do toque dos lábios dele.
Pela janela, a luz do sol dançava entre as árvores, e o ar no carro agora cheirava a limão e a algo novo que começava a florescer entre os dois.
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