"Casei com o Irmão do Meu Ex" Capítulo 9
— Alguém venha aqui! Levem essa filha rebelde para a sala de descanso!
Apliquem o castigo da família! Ela perdeu o juízo, ousando conspirar contra a própria irmã mais velha!
— Pai! Mãe! Eu já disse, não fui eu! — Leticia ainda tentava argumentar.
— Cale-se! — O Sr. Augusto rugiu de fúria. — As evidências são claras e você ainda tenta dar desculpas! Batam nela! Batam até que ela admita o erro!
Os seguranças avançaram imediatamente e, ignorando a luta e os gritos de Leticia, arrastaram-na à força para uma sala de descanso vazia ao lado e a jogaram no chão. Uma vara de vime pesada e cheia de farpas atingiu violentamente suas costas e pernas!
Um golpe, dois, três...
Ela perdeu a conta de quantas vezes foi atingida. Sentia apenas que a dor em seu corpo tornava-se cada vez mais entorpecida e sua consciência, cada vez mais turva.
Por quê...?
Por que seus próprios pais nem sequer se davam ao trabalho de investigar? Por que não queriam ouvir nem uma palavra de sua explicação? Só porque Valentina parecia mais frágil? Porque ela se encaixava melhor no padrão de "boa filha" deles?
E quanto a ela? Ela, Leticia, merecia ser injustiçada, merecia ser espancada, merecia... não ser amada? Suas lágrimas já haviam secado, restando apenas um entorpecimento frio e um ódio que penetrava até a medula dos ossos.
Não se sabe por quanto tempo durou o castigo, mas a vara finalmente parou quando ela estava prestes a desmaiar. A voz fria e dura do Sr. Augusto ecoou:
— Escreva uma confissão! Garanta que nunca mais machucará sua irmã! Reflita bem sobre o que fez!
Leticia estava caída no chão, coberta de sangue, sem forças sequer para levantar a mão. Contudo, ela se levantou lentamente, pegou a caneta e começou a escrever no papel. O Sr. Augusto pensou que ela finalmente havia cedido e sua expressão suavizou-se levemente. Mas quando ele viu o conteúdo do papel, seu rosto mudou bruscamente.
— Uma declaração de rompimento de laços?! — Ele rasgou o papel violentamente. — Leticia, o que significa isso?!
Leticia ergueu a cabeça e olhou para ele; seus olhos eram calmos como águas paradas.
— Significa exatamente o que está escrito — disse ela. — A partir de hoje, eu rompo todos os laços com a família Xu!
— Você... — A Sra. Helena tremia de raiva. — Leticia, nós te criamos por tanto tempo, e é assim que você nos retribui?!
— Me criaram? — Leticia riu, e lágrimas voltaram a cair enquanto ela ria. — Vocês alguma vez me criaram? Desde pequena, seus olhos só viam a Valentina! Quando ela ficava doente, vocês vigiavam a noite toda; quando eu ficava doente, vocês nem olhavam! Quando ela tirava o primeiro lugar, vocês faziam um banquete; quando eu tirava o primeiro lugar, diziam que eu havia colado! O que ela queria, vocês davam; o que eu queria, diziam que eu não merecia!
Ela falava com uma agitação crescente, a voz rouca e os olhos vermelhos.
— Às vezes eu realmente duvidava se era filha biológica de vocês! Fiz um teste de DNA e o resultado foi positivo... mas e daí? O sangue não compra amor. Eu não sou amada, e ponto final!
Ela respirou fundo e disse pausadamente:
— Por isso, a partir de hoje, não sou mais filha de vocês. Finjam que nunca me tiveram, e eu fingirei que não tive pais como vocês.
— Ótimo! Ótimo! — O Sr. Augusto ficou com o rosto pálido de fúria. — Já que quer romper os laços, então suma! Suma daqui! Nunca mais volte para esta casa!
— Não se preocupe — Leticia virou-se e começou a caminhar passo a passo para fora. — Eu nunca mais voltarei nesta vida.
Já estava escuro quando ela saiu do hotel. Leticia vestia apenas um vestido fino, estava coberta de sangue e sem um centavo no bolso.
Sem saber para onde ir, ela apenas se agachou à beira da estrada, como uma gata abandonada. Seu corpo doía, sua cabeça girava e sua visão escurecia em ondas.
Justo quando ela estava prestes a desmaiar, um carro parou à sua frente. Bernardo desceu do veículo e, ao vê-la naquele estado, franziu profundamente a testa. Ele aproximou-se dela:
— Ouvi dizer que você rompeu laços com a família?
Leticia não respondeu.
— Leticia, até que ponto você pretende levar essa confusão? — A voz de Bernardo continha uma fúria reprimida.
Usando suas últimas forças, ela afastou a mão que ele estendeu para ajudá-la, sua voz saindo rouca e quebrada:
— Não preciso que cuide de mim... Bernardo... vá embora...
Bernardo viu a mão dela escorregar da sua palma e olhou para sua figura moribunda, porém ainda obstinada. O abafamento e a dor aguda que ele sentira o dia todo atingiram o ápice naquele momento.
— Venha comigo — disse ele sem aceitar recusa. Curvou-se e a pegou nos braços!
— Me solte! Bernardo, solte-me! — Leticia lutava sem forças.
Bernardo, porém, a segurava firme, sem permitir resistência, e a colocou diretamente no banco traseiro do carro, ordenando ao motorista com voz grave:
— Volte para a minha casa.
Ao chegarem à mansão de Bernardo, ele a carregou para fora do carro e foi direto para um quarto de hóspedes no segundo andar. Leticia conhecia bem aquele quarto.
Antigamente, sempre que ela brigava com os pais ou se metia em confusão e não ousava voltar para casa, Bernardo sempre a trazia para cá para deixá-la ficar temporariamente.
Naquela época, ela sentia que ali era seu porto seguro, um dos poucos momentos de calor e indulgência que ele lhe concedia.
Bernardo a deitou cuidadosamente na cama e chamou o médico da família para tratar seus ferimentos.
Leticia já não tinha forças para resistir, apenas mantinha os olhos fechados, permitindo que o médico fizesse o necessário.
Desinfecção, aplicação de remédios, bandagens... cada toque trazia uma dor aguda, mas ela não emitiu som algum.
Bernardo permaneceu o tempo todo ao lado observando.
Via as cicatrizes novas e antigas sobrepostas em suas costas em carne viva.
Via a cicatriz deixada pelos pontos em sua testa e o novo ferimento de hoje. Via seu rosto pálido como papel e sem vida...
Uma emoção forte e estranha chocava-se em seu peito, tornando difícil até para ele respirar.
Seria culpa?
Ou... algo mais?
Ele não conseguia entender.
Quando o médico terminou, deu as instruções necessárias e partiu.
Bernardo aproximou-se da cama, olhando para Leticia que ainda parecia dormir de olhos fechados.
Ele falou em voz baixa, com uma suavidade que ele mesmo não percebera:
— Como antes, até que você pense com clareza, fique instalada aqui.
Leticia não deu resposta. Bernardo parou por um momento, finalmente virou-se e saiu do quarto, fechando a porta.
Nos dias seguintes, Leticia permaneceu silenciosamente naquele quarto de hóspedes recuperando-se.
Comia, dormia, trocava os curativos e observava o nascer e o pôr do sol pela janela.
Bernardo, por sua vez, estava ocupado com os preparativos do casamento, saindo cedo e voltando tarde todos os dias.
Até que, na noite anterior ao casamento, Bernardo voltou. Ele bateu à porta do quarto de hóspedes.
— Amanhã é o meu casamento com a Valentina.
Leticia olhou para ele em silêncio, esperando que ele continuasse.
— Não cause confusão. Quando o casamento terminar, volte com seus pais. Já combinei tudo com eles.
Leticia continuou sem dizer nada, apenas assentiu levemente com a cabeça.
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