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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 15

正文开头

Imediatamente, uma horda de repórteres invadiu o hospital onde Gabriel Duarte se recuperava, ansiosos por uma notícia exclusiva.

Contudo, o primeiro jornalista que conseguiu se infiltrar sorrateiramente no quarto soltou um grito ensurdecedor.

Gabriel Duarte estava morto.

De acordo com a perícia forense, o próprio Gabriel aproveitara o cair da noite para desconectar todos os aparelhos de suporte à vida, cometendo suicídio.

Assim que a notícia se espalhou, as forças que antes se aliavam à família Duarte dispersaram-se como cinzas ao vento, e o clã Duarte foi completamente aniquilado.

Somente um mês depois, Beatriz Lacerda, que já havia deixado o país, recebeu uma carta vinda de sua terra natal.

A carta fora escrita por Gabriel; a caligrafia era trêmula e desleixada, e o canto do papel exibia uma mancha de sangue seco.

Beatriz soube, naquele instante, que aquelas eram as palavras escritas por ele antes de morrer.

Na carta, ele dizia que pensava frequentemente no Vovô Ricardo, lembrava-se dos dezoito anos que passou ao lado de Beatriz e recordava-se das feridas que causara a ela.

Ele não implorava pelo perdão de Beatriz; desejava apenas que ela vivesse feliz. Ao final da carta, sua caligrafia tornava-se cada vez mais etérea:

"Bia, obrigado por ter surgido em minha vida e por ter me ensinado o significado do amor. Nesta vida, falhei miseravelmente com você, e só posso compensar meus erros com a morte, como você desejou. Se houver uma próxima vida, espero encontrá-la mais cedo para amá-la da forma correta e protegê-la por toda a eternidade".

Beatriz terminou de ler a carta e permaneceu em silêncio por um longo tempo.

Ela dobrou o papel cuidadosamente e o lançou às chamas de uma lareira.

Embora as dores do passado não desaparecessem por completo, ela já havia aprendido a deixar para trás o que se foi.

Agora, Beatriz não precisava da compensação de ninguém.

Em uma próxima vida, ela também não desejava ter qualquer envolvimento com Gabriel Duarte.

O destino cruel entre eles encerrava-se ali. Ela caminhou até a janela, observando a luz do sol lá fora, e um leve sorriso surgiu em seus lábios.

Thiago Santos aproximou-se e entregou-lhe um copo de água morna. — Em que está pensando?

Beatriz pegou o copo e balançou a cabeça levemente.

— Em nada demais. Apenas pensando que o passado ficou para trás e que devemos olhar para frente.

Thiago olhou para ela com ternura.

— Sim, olhar para frente. Bia, eu sei que você está saindo lentamente das sombras do passado, e eu...

— Ele hesitou por um instante, fechou os punhos e finalmente tomou coragem.

— Eu gosto de você. Não é um capricho momentâneo, mas uma decisão tomada após muita reflexão. Não posso prometer que farei você esquecer o passado instantaneamente, mas estou disposto a passar a vida inteira ao seu lado, ajudando-a a superar tudo e dando-lhe felicidade. Você me daria uma oportunidade?

Beatriz olhou para Thiago e viu a sinceridade em seus olhos; um calor suave floresceu em seu coração.

Ela permaneceu em silêncio por um breve momento e, por fim, assentiu.

— Eu aceito.

Thiago olhou para ela com surpresa e alegria, estendendo a mão para segurar a dela com delicadeza. Beatriz não se afastou, permitindo que ele a envolvesse.

O Sr. Augusto Lacerda, ao ver os dois parados lado a lado, sorriu tanto que seus olhos quase se fecharam.

Com um gesto discreto, ele dispensou a governanta que trazia doces e retirou-se silenciosamente, deixando-os a sós.

A luz do sol atravessava a janela, banhando Beatriz e Thiago com um calor dourado e brilhante.

(Fim)

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