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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 14

正文开头

— Como pode haver policiais aqui? — Isabela gritou, olhando em pânico para a porta enquanto comandava os capangas:

— Vão rápido! Impeçam-nos!

Seu olhar transbordava veneno ao cair sobre Gabriel, cujos olhos brilhavam com esperança.

— Você acha que, porque a polícia chegou, vocês estão salvos? Está enganado, Gabriel. Eu farei você experimentar a dor de perder o seu grande amor.

Dizendo isso, ela soltou os cabelos de Gabriel e avançou com a faca em punho na direção de Beatriz.

— Não! Pare! — Gabriel, suportando a dor dilacerante nos joelhos, levantou-se bruscamente e cravou os dentes na barra da roupa de Isabela.

Os dois caíram juntos no chão. Isabela, com o rosto retorcido de fúria, puxava a roupa com força, mas Gabriel, mesmo com as gengivas sangrando, não soltava.

Ele se arrastou, usando o peso do próprio corpo para imobilizá-la, e gritou com a voz rouca para Beatriz:

— Corra! Bia! Não se preocupe comigo, corra agora!

Isabela, com um olhar assassino, virou a mão e enterrou a faca profundamente no abdômen de Gabriel.

— Uhg! — Gabriel soltou um gemido abafado, resistindo ao grito para não preocupar Beatriz.

Ela girou a lâmina com força na ferida, encarando Gabriel com olhos injetados.

— Vá para o inferno! Vá fazer companhia ao meu filho na tumba!

O sangue jorrava freneticamente, transformando Isabela em uma figura macabra. Ela tentava empurrar Gabriel, mas ele, com o último rastro de consciência, mantinha-se sobre ela para prendê-la.

Isabela, furiosa, arremessou a faca para perto de um dos guardas e berrou:

— Acabe com isso! Matem a Beatriz Lacerda!

O guarda inclinou-se diante do olhar desesperado de Gabriel.

Lágrimas salgadas misturavam-se ao sangue e escorriam para a boca de Isabela; ela sentiu o gosto e soltou uma gargalhada insana e debochada.

— Veja como você é inútil, Gabriel. Seja o seu avô, a Beatriz ou o bebê, você não conseguiu proteger ninguém. Você é um amaldiçoado; quem se aproxima de você só tem azar. Se eu fosse você, preferiria morrer logo a continuar destruindo a vida dos outros.

Gabriel ignorou as ofensas, com os olhos fixos em Beatriz, que estava a poucos metros. Ele chorava desesperadamente, com a voz falhando:

— Bia, me perdoe... eu errei... eu imploro a vocês, não a machuquem... matem-me no lugar dela, mas libertem-na...

Sob o olhar desesperado de Gabriel e os gritos histéricos de Isabela, o guarda ergueu a faca e desferiu o golpe contra as costas de Beatriz.

— NÃO!!!

— Hahahaha! Morram todos! Morram! Um por dois, valeu a pena! O que... o que vocês estão fazendo?!

Isabela quase enlouqueceu ao ver Beatriz levantar-se ilesa, amparada pelos dois guardas.

Gabriel, embora sem entender o que acontecia, sentiu um alívio profundo ao ver que Beatriz estava bem, caindo em um estado de semicoma.

Isabela aproveitou para empurrá-lo e levantar-se, gritando para os dois guardas:

— Vocês são traidores! Foi a Beatriz Lacerda quem pagou vocês? Quanto ela deu? Eu dou dez vezes mais! Matem-na agora!

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Os dois guardas permaneceram imóveis e retiraram as máscaras.

Ao ver o rosto de um deles, Isabela ficou estática. Gabriel soltou um som de surpresa:

— Tio Augusto!

Ao ver Thiago Santos ao lado dele, Gabriel empalideceu e calou-se.

— O que está acontecendo? Onde estão os homens que meu pai deixou?

Beatriz disse calmamente: — Nunca existiram "homens do seu pai".

————————————

Isabela franziu a testa, olhando para Beatriz com ódio. Beatriz sorriu levemente.

— Se ninguém te libertasse, como você cometeria esses crimes? E como eu poderia garantir que você fosse condenada sem qualquer chance de escapar?

Isabela cambaleou, com a mente em caos. — Tudo isso foi uma armadilha sua?

Beatriz balançou o dedo indicador, com um sorriso suave, mas palavras que gelavam a alma:

— Tudo isso foi consequência dos seus próprios atos. Se você tivesse sido libertada e vivesse honestamente, apenas a acusação de matar o Vovô Ricardo não seria suficiente para uma pena de morte. Mas agora, o seu destino está selado.

Isabela tentou avançar, mas foi derrubada e imobilizada por Thiago Santos. As portas do armazém foram escancaradas pela polícia.

Luzes ofuscantes iluminaram o local, revelando toda a cena. Policiais cercaram Isabela imediatamente.

Ela urrava de ódio, tentando alcançar Beatriz, mas foi pressionada contra o chão e algemada.

— Beatriz Lacerda! Sua maldita! Eu vou te matar! Nem como fantasma eu vou te deixar em paz!

Os gritos de Isabela foram rapidamente abafados pelas sirenes. Com o perigo dissipado, o Sr. Augusto aproximou-se para proteger Beatriz e retirá-la dali. Gabriel teve as cordas cortadas, mas seus ferimentos eram graves demais para que pudesse se levantar.

Qualquer movimento brusco pioraria seu estado, então os policiais tiveram que aguardar a maca.

Caído em uma poça de sangue, ele olhava para Beatriz com ternura. Seus olhos estavam cheios de expectativa, mas ele não ousava chamá-la, temendo irritá-la novamente.

No entanto, o frio que começava a tomar seu corpo venceu o seu temor. Sua voz saiu fraca e embargada:

— Eu sei... que te causei muitos danos... não peço o seu perdão. De agora em diante... não vou mais te incomodar. Cuide-se bem... esqueça-me, esqueça o passado e recomece...

O corpo de Beatriz hesitou por uma fração de segundo, mas ela continuou a caminhar sem dar qualquer resposta.

Gabriel a viu sorrir e agradecer a Thiago Santos, observando as costas dos dois desaparecendo pela porta do armazém.

Lágrimas finalmente correram por seu rosto. Ele sabia que, desta vez, havia perdido Beatriz para sempre.

Sendo colocado na ambulância para os primeiros socorros, Gabriel tirou trêmulo uma fotografia do bolso interno do paletó.

Era uma foto de Beatriz aos dezoito anos. Na imagem, ela sorria de forma radiante, com olhos puros.

Ele acariciou a foto com um sorriso amargo, mas de certo modo aliviado.

Alguns dias depois, Isabela Castro foi condenada à morte por sequestro e diversos outros crimes, com execução imediata.

A exposição de seus crimes causou um enorme escândalo. Surgiram fotos na internet de Gabriel com ela, além de uma imagem do Sr. Mendes preso no porão da casa de Gabriel, sugerindo que ele também estava envolvido.

A polícia foi imediatamente à casa de Gabriel para resgatar Mendes.

Contudo, Gabriel estivera focado inteiramente em Beatriz naquele período e, após ser sequestrado por Isabela, Mendes ficou sem água e comida por muito tempo.

Quando a polícia chegou, ele já havia falecido.

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