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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 12

正文开头

O olhar de Gabriel estava fixo no rosto de Bia, ignorando completamente a fúria do Sr. Augusto, enquanto seu peito subia e descia pesadamente.

— Bia, você não pode vê-lo! Você sabe muito bem que eu...

— Eu sei o quê sobre você?

Bia afastou o cobertor e saiu da cama, pisando descalça no chão frio; cada passo parecia esmagar o coração de Gabriel. Ela parou diante dele, olhando nos olhos injetados de sangue com uma calma absoluta.

— Sei que você armou uma cilada para transformar meu pai em um miserável? Ou sei que você matou meu filho? Ou talvez que você me leiloou como mercadoria? Gabriel, você não consegue nem salvar sua própria empresa agora, e ainda quer controlar minha vida?

Cada palavra era como um espeto de gelo cravado no coração de Gabriel.

Ele recuou cambaleante, os lábios tremendo em uma tentativa de se defender, mas as palavras travaram em sua garganta.

Tudo o que Bia dizia eram fatos incontestáveis.

O Sr. Augusto deu um passo à frente, empurrou Gabriel e desferiu um tapa violento em seu rosto.

— Suma daqui! Você não tem o direito de se meter na vida da minha filha!

O rosto de Gabriel inchou instantaneamente; ele foi empurrado contra o batente da porta, sentindo uma dor aguda na região lombar.

No entanto, ele parecia não sentir nada, apenas olhava fixamente para Bia.

— Bia, eu sei que errei. Me dê mais uma chance, eu vou compensar você, eu...

— Compensar?

Bia de repente riu, um riso carregado de deboche.

— Gabriel, você sabe o que eu mais gostaria de compensar agora? Gostaria de voltar ao dia em que você me entregou ao Sr. Mendes e te esfaquear até a morte.

Ela limpou uma lágrima que escapou do canto do olho e disse com determinação:

— Mas, na verdade, eu preferia voltar ao dia em que descobri a gravidez e abortar aquela criança imediatamente, para poupá-la de sofrer por sua causa!

Essa última frase foi como uma marreta atingindo o coração de Gabriel.

Suas pernas fraquejaram e ele caiu de joelhos pesadamente, o som do impacto contra o chão foi assustador.

Gabriel levantou a cabeça, o rosto coberto de lágrimas.

— Bia, eu sei que mereço a morte, mas eu realmente não posso viver sem você. Farei qualquer coisa que você pedir, desde que você se sinta aliviada...

— Tudo bem.

Bia o interrompeu, com um olhar frio como o gelo do inverno.

— Vá agora mesmo e pule deste prédio. Talvez assim eu consiga me lembrar que você já teve um pingo de sinceridade por mim.

Gabriel ficou estático. Ele olhou para os olhos sem brilho de Bia e percebeu que ela realmente desejava a sua morte.

Ele abriu a boca, mas não conseguiu articular mais nenhuma palavra. Só pôde observar, impotente, enquanto o Sr. Augusto amparava Bia e passava por ele carregando a mala, sem lhe conceder sequer um olhar.

正文1

No momento em que a porta do quarto se fechou, o mundo de Gabriel desmoronou completamente. Ele ficou ali sentado no chão, deixando as lágrimas caírem.

Somente quando ouviu os passos de uma enfermeira no corredor é que ele se levantou bruscamente e saiu apressado do hospital, cambaleando.

À noite, conforme o arranjo de seu pai, Bia foi a um restaurante francês no centro da cidade para se encontrar com Thiago Santos.

Thiago era mais gentil do que Bia imaginara, vestindo um terno impecável.

Ele falava com uma educação equilibrada, sem ser excessivamente bajulador ou invasivo sobre o passado dela.

Assim que terminaram de fazer o pedido, a porta do restaurante foi escancarada.

Gabriel invadiu o local. Seu cabelo estava desgrenhado e seus olhos injetados de sangue, denunciando que ele não havia descansado desde que saíra do hospital.

Ele caminhou direto até a mesa de Bia e agarrou seu pulso.

— Bia, venha comigo!

Bia tentou se soltar com força, e marcas vermelhas surgiram instantaneamente em seu pulso.

— Gabriel Duarte, me solte!

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Thiago levantou-se e colocou-se diante de Bia, com uma calma tingida de firmeza inquestionável.

— Senhor, por favor, solte-a, ou eu chamarei a polícia.

Gabriel encarou Thiago como uma fera acuada.

— Isso é entre eu e ela, não tem nada a ver com você!

— Ela é minha acompanhante neste encontro, então tem tudo a ver comigo.

Thiago moveu-se levemente, protegendo Bia com mais empenho.

— Sr. Duarte, eu conheço o seu passado com a Bia, mas o passado ficou para trás. Agir assim só fará com que ela sinta ainda mais repulsa por você.

— Repulsa?

Gabriel de repente riu, um riso histérico e lacrimoso.

— Ela sente repulsa por tudo o que eu faço de qualquer maneira! Mas não posso suportar vê-la com outro homem! Ela é minha, só pode ser minha!

Dizendo isso, ele tentou arrastar Bia à força. Thiago foi ágil e segurou o braço de Gabriel; os dois começaram a lutar corporalmente.

Os clientes do restaurante gritaram assustados, e os garçons correram para separá-los, mas Gabriel parecia possuído e não soltava de jeito nenhum.

Bia, observando a cena caótica, sentiu um profundo nojo. Ela pegou o copo de água sobre a mesa e atirou o conteúdo no rosto de Gabriel.

— Gabriel Duarte! Recupere a sanidade! Isso só me fará odiar você ainda mais!

A água gelada fez Gabriel recobrar a consciência instantaneamente. Ele viu o asco nos olhos de Bia e olhou para o próprio estado deplorável.

Subitamente, ele soltou o braço dela e recuou alguns passos, cambaleante. Ele tentou falar, mas apenas balbuciou um "me desculpe" e saiu correndo do restaurante.

Bia observou o vulto dele desaparecer, sem sentir qualquer prazer, apenas um vazio absoluto.

Thiago entregou-lhe um lenço e perguntou suavemente se ela estava bem. Bia aceitou o lenço, limpou os respingos de água no rosto e balançou a cabeça negativamente.

— Desculpe por fazer você passar por isso.

— Não se preocupe.

Thiago sentou-se novamente, mantendo o tom gentil.

— Se você não quiser continuar, podemos ir embora.

Bia hesitou por um momento e assentiu.

— Sim.

Ao saírem do restaurante, Thiago a levou para casa. Antes de Bia descer do carro, ele disse subitamente:

— Srta. Lacerda, eu sei que você está sofrendo muito agora e que não está pronta para um novo relacionamento. Se precisar de ajuda, seja com assuntos aqui no país ou com os preparativos para o exterior, pode contar comigo.

Bia viu sinceridade nos olhos de Thiago e sentiu um leve calor no peito. Ela agradeceu com um aceno de cabeça.

Em casa, o Sr. Augusto percebeu o abatimento de Bia e perguntou o que havia ocorrido. Bia relatou o incidente no restaurante, e seu pai, furioso, bateu na mesa.

— Esse Gabriel Duarte é um louco varrido! Bia, não vamos mais adiar, saia do país comigo imediatamente. Eu cuidarei do restante.

Bia silenciou por um instante e respondeu:

— Pai, eu ainda quero esperar o desfecho do caso da Isabela Castro antes de ir. Quero ver com meus próprios olhos ela pagar por tudo o que fez.

O Sr. Augusto suspirou, conhecendo a determinação da filha, e concordou. Ele pediu apenas que ela não tivesse mais nenhum contato com Gabriel.

Bia assentiu, sabendo internamente que, enquanto Gabriel não desistisse, aquele ciclo não terminaria facilmente.

Enquanto isso, após fugir do restaurante, Gabriel vagava sem rumo pelas ruas. Ele não sabia para onde ir ou o que fazer.

O telefone tocou repetidamente; era o segurança, e Gabriel atendeu mecanicamente.

— Sr. Duarte, algo deu errado. Fomos dopados e a Isabela Castro desapareceu.

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