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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 11

正文开头

Na bandeja, repousavam um bisturi e uma pinça hemostática. O brilho do metal sob a luz fraca era de cegar os olhos.

— Gabriel, você finalmente veio me ver!

Isabela atirou-se em sua direção como se agarrasse uma tábua de salvação, com a voz rouca, mas foi puxada pelas correntes e caiu pesadamente no chão.

Ao levantar a cabeça, seu rosto ainda exibia uma expressão de excitação.

— Você sabia? Eu estou grávida. Em breve, uma criança com os seus olhos e a minha boca nascerá neste mundo. Gabriel, você não era quem mais ansiava por afeto familiar? Agora você terá um novo parente.

Aquelas palavras familiares despertaram abruptamente as memórias de Gabriel Duarte.

Naquela noite de sonhos, a figura de Beatriz fora substituída pelo rosto artificial e afetado de Isabela.

Gabriel olhou com total repulsa para a mulher que exalava mau cheiro no chão.

Ele esboçou um sorriso frio, e seu olhar afiado perfurou a máscara de falsidade dela.

— Parente? Meu único parente não foi morto por você há muito tempo?

Isabela não demonstrou nenhum remorso.

— Isso é diferente, Gabriel. Aquele velho era apenas um catador de lixo, mas o filho no meu ventre é o único parente de sangue que lhe resta neste mundo.

Cada vez mais animada, Isabela começou a contar nos dedos:

— Eu sou a herdeira do Grupo Castro, e você é o detentor do poder no Grupo Duarte. Nosso filho será, sem dúvida, um líder entre os homens.

Gabriel não disse nada. Apenas se agachou e, usando os dedos enluvados, apertou o queixo dela, forçando-a a olhar para os instrumentos na bandeja.

Sua voz não tinha calor algum, como um espeto de gelo cravado no coração de Isabela.

— Esqueci de te contar: as provas de que seu pai desviou fundos públicos já o levaram para a prisão; ele não sairá de lá por pelo menos dez anos. A família Castro de hoje não serve nem para engraxar os sapatos da Bia.

O rosto de Isabela empalideceu instantaneamente, e seus lábios tremeram ao perguntar: — Como isso aconteceu? Quem prejudicou meu pai?

Gabriel soltou um riso de escárnio: — Fui eu.

Isabela arregalou os olhos, encarando Gabriel com total incredulidade.

— Por que você fez isso? Meu pai não sabia de nada do que eu fiz, ele é inocente.

— E quando você empurrou meu avô, pensou se ele sabia de algo ou se era inocente?

Gabriel a encarou friamente, deixando-a sem palavras. Ele soltou o queixo dela e fez um sinal para que o guarda-costas se aproximasse.

— Você não gosta de imitar a Bia? — Ele pegou um bisturi e o girou entre os dedos. — A partir de hoje, farei um corte por dia, até que você não consiga mais se lembrar da aparência dela.

O guarda-costas imobilizou a relutante Isabela.

Quando a lâmina fria tocou sua bochecha, ela finalmente entrou em colapso e gritou: — Gabriel Duarte! Você enlouqueceu? Eu estou carregando o seu filho!

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Gabriel pareceu se lembrar de algo, estalou os dedos e olhou para Isabela com um sorriso sombrio.

— Não se preocupe, eu não vou poupar esse bastardo. Beba isso.

O guarda-costas aproximou-se segurando um copo com um líquido marrom. Isabela mudou de cor ao ver o conteúdo.

— O que é isso? Eu não vou beber!

— É um remédio abortivo. — A voz de Gabriel era totalmente linear, sem oscilações. — Esse bastardo não deveria vir ao mundo. Se você não beber por vontade própria, farei os guardas forçarem goela abaixo.

Isabela recuou aterrorizada, mas foi segurada pelos guardas. — Gabriel Duarte! Seu carrasco! Você vai se arrepender!

Ela gritava e lutava desesperadamente, mas o remédio foi forçado em sua garganta.

O líquido morno desceu, trazendo uma sensação de queimação.

Isabela jogou-se ao chão, começando a enfiar os dedos na garganta freneticamente.

Quando conseguiu vomitar quase tudo o que bebera, ela ficou caída, ofegante, murmurando para o próprio ventre: — Bebê, a mamãe vai te proteger com certeza.

Ela se arrastou de joelhos, curvando-se na direção de Gabriel: — Gabriel, eu errei. Me perdoe, eu prometo desaparecer da frente de vocês para sempre, só peço que não machuque meu filho.

————————————

Ao ver o estado deplorável de Isabela, Gabriel pareceu ver a imagem de Beatriz Lacerda tentando proteger o filho com todas as forças no passado. Seu coração doeu novamente.

— Realmente, eu não posso deixar as coisas tão baratas para você. A dor que a Bia passou, você terá que pagar mil vezes mais.

Isabela viu com horror Gabriel erguer uma barra de ferro prateada.

Antes que pudesse emitir um som, os golpes pesados começaram a cair, um após o outro, até deixá-la quase inconsciente.

Logo em seguida, uma dor dilacerante surgiu em seu baixo ventre, como se mil facas estivessem girando lá dentro.

Ela se encolheu no chão, vendo o sangue escorrer entre suas pernas, com os olhos cheios de desespero e loucura.

— Aah!!! Beatriz Lacerda... Gabriel Duarte... eu não vou perdoar vocês! — Ela urrava com a voz rouca. — Eu farei vocês pagarem com sangue!

Gabriel ouvia os gritos de Isabela sem qualquer alteração na fisionomia.

Ele aplicou ainda mais força até ter certeza de que o aborto havia ocorrido e então parou.

Pegou o celular e enviou uma mensagem para Beatriz: "O filho de Isabela Castro se foi, você não precisa se preocupar".

Um ponto de exclamação vermelho apareceu na tela. Gabriel sorriu amargamente, com um rastro de desolação no olhar.

Aquele já era o décimo oitavo número de celular que ele tentava após descobrir o novo contato de Beatriz e ser bloqueado.

Ele sabia que, mesmo resolvendo Isabela, Beatriz não o perdoaria.

Mas ele não queria desistir. Ele devia a ela, e não poderia pagar nesta vida; só lhe restava tentar compensar o restante de seus dias.

Ele jogou o celular no lixo sem se importar e estendeu a mão para o guarda-costas.

正文2

O homem prontamente lhe entregou um aparelho novo.

Gabriel, com certa satisfação, inseriu novamente o número de Beatriz e salvou como "Meu Grande Amor".

Durante esse tempo, Gabriel ainda tentou ir ao hospital cuidar de Beatriz.

No entanto, o hospital já o havia marcado, e ele tinha dificuldades até para passar pelo portão principal.

O secretário também não parava de ligar, perguntando sobre os assuntos da empresa. Gabriel não queria saber de nada.

Ele já nutria aversão pela família Duarte, e só aceitara o comando do grupo para se vingar de Beatriz.

Agora que sabia a verdade, o Grupo Duarte não tinha mais utilidade para ele; não havia por que se envolver naquela confusão.

Após desligar mais uma chamada do secretário, Gabriel aproveitou uma brecha para entrar no hospital.

No quarto, a saúde de Beatriz já estava quase recuperada. O Sr. Augusto estava ocupado arrumando as malas para a alta dela.

Ao se aproximar da porta, Gabriel ouviu Augusto elogiando exageradamente um pretendente:

— O rapaz da família Santos é alto, inteligente, e a empresa deles está indo muito bem. O melhor é que a sede fica no exterior. Ele veio ao país hoje para inspecionar a filial, seria bom marcarem um encontro. Quando tudo aqui acabar, você poderá se afastar deste lugar de sofrimento.

Beatriz sentia a cabeça latejar. Acabara de se recuperar e a vingança pelo filho estava apenas começando; ela não tinha energia para encontros.

Mas, para não desapontar o pai, ela apenas assentiu: — Tudo bem, vou me encontrar com ele à noite.

Augusto deu uma risada alegre, prestes a elogiar a obediência da filha. Nesse momento, Gabriel Duarte irrompeu no quarto como um touro enfurecido.

— Não! Eu não permito! Bia, você não pode se encontrar com outro homem!

O rugido de Gabriel ecoou no quarto como um trovão.

A mala nas mãos de Augusto caiu pesadamente no chão.

Ele se virou, colocando-se à frente de Beatriz, e encarou Gabriel com fúria:

— Gabriel Duarte! Como você entrou aqui? Onde estão os seguranças?!

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