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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 19

正文开头

 

Gabriel Duarte oscilou, quase perdendo o equilíbrio.

Ele sabia.

Como poderia não saber que ele próprio era quem mais a havia ferido?

Contudo, mesmo quando acreditava erroneamente que Beatriz Lacerda havia matado seu avô, ele não a libertou.

Agora que sabia do seu erro, como poderia deixá-la ir?

Ele queria ficar ao lado de Beatriz para pagar por seus pecados.

Mesmo que ela nunca o perdoasse, bastava que ele pudesse acompanhá-la. Beatriz olhou para Gabriel com frieza.

— Gabriel Duarte, meu filho se foi e minha dignidade foi pisoteada por você. Como você pretende compensar isso?

Gabriel ficou mudo, o rosto pálido como papel. O consumo excessivo de álcool nos últimos dias já o deixava em estado de torpor; ele parecia prestes a desabar.

O Sr. Augusto aproveitou a oportunidade para empurrar Gabriel para fora do quarto, fechando a porta e trancando-a.

Gabriel ficou do lado de fora, ouvindo a voz de Augusto confortando Beatriz. Seu coração parecia estar sendo rasgado.

Ele não foi embora; sentou-se no corredor do hospital, como um prisioneiro aguardando a sentença, e esperou por três dias e três noites.

Na manhã do quarto dia, Augusto abriu a porta e sua expressão piorou ao vê-lo.

— Gabriel Duarte, não perca seu tempo aqui. A Bia nunca vai te perdoar. Se não sair agora, chamarei os seguranças.

— Eu não vou embora — disse Gabriel com teimosia. — A menos que ela aceite me ver e me deixe terminar de falar.

O som da discussão acordou Beatriz. Ela saiu apoiando-se na parede, ainda com o rosto pálido.

— Gabriel Duarte, o que você quer afinal?

— Quero levar você daqui, para o melhor hospital no exterior — Gabriel levantou-se apressado, com a voz ansiosa. — Lá as condições médicas são melhores para a sua recuperação. Eu pagarei todas as despesas e cuidarei pessoalmente de você.

Augusto, furioso, desferiu um chute na perna de Gabriel.

— Suma daqui! Eu mesmo cuido da minha filha, não preciso que você finja bondade. Se tem tempo sobrando, vá cuidar da bagunça na sua empresa.

Gabriel não entendeu o comentário, sentindo-se confuso. Mas isso não o impediu de segurar o braço de Augusto para jurar lealdade. Beatriz sentiu a cabeça latejar com o barulho, sua visão escureceu e ela desmaiou.

— Bia!

Augusto a amparou rapidamente e a levou às pressas para a emergência. Gabriel, com seu corpo debilitado, seguiu-os apressadamente. Enquanto esperavam ansiosos do lado de fora, um toque de celular inoportuno ecoou no corredor silencioso.

— Sr. Duarte, algo terrível aconteceu. A empresa foi denunciada e interditada.

Gabriel franziu a testa e perguntou confuso: — O que aconteceu exatamente?

O secretário resumiu os pontos principais de forma concisa: — Alguém fez uma denúncia nominal contra o grupo por evasão fiscal e envolvimento em negócios ilícitos.

O rosto de Gabriel escureceu. Esses assuntos eram mantidos em segredo; poucos sabiam.

— Quem foi? — A voz do secretário fraquejou, tornando-se um sussurro quase inaudível. Mas Gabriel ouviu claramente o nome. — Foi a senhorita Beatriz Lacerda.

正文1

O telefone escorregou de sua mão, chocando-se contra o chão. Gabriel sentiu um gosto amargo na boca e suas mãos e pés ficaram gelados. Era verdade. No passado, ele pensou que Beatriz seria sua prisioneira para sempre, vivendo apenas naquele apartamento. Para poder vê-la mais vezes, ele chegara a levar seu computador de trabalho para lá.

Várias vezes, ao acordar, ele a vira sentada diante do computador, olhando seriamente para a tela. Gabriel havia colocado senhas em todos os arquivos. Por isso, nunca imaginou que Beatriz pudesse quebrá-las; o que ela via eram os segredos confidenciais da empresa. Ele sempre pensou que ela estava buscando notícias do Sr. Augusto. Ele realmente a subestimara.

Do telefone caído no chão, outra frase ecoou ao longe.

————————————

— Sr. Duarte, durante a cirurgia de Isabela Castro, os médicos descobriram que ela está grávida, por isso o procedimento foi interrompido às pressas.

Augusto ouviu a frase, soltou um riso de desprezo e manteve os olhos fixos na luz da sala de cirurgia. Assim que a luz se apagou, Beatriz foi levada para fora. O médico tranquilizou Augusto, dizendo que Beatriz estava bem; era apenas o trauma acumulado que ela ainda não havia superado.

Ao ouvir isso, Gabriel sentiu uma dor profunda. Ele não dedicou um único pensamento à gravidez de Isabela; pisou no celular, destruindo-o, e correu para o lado da cama querendo demonstrar preocupação. Beatriz fechou os olhos com nojo, sem querer vê-lo. Antes que ele pudesse se aproximar, Augusto o bloqueou.

— Vou dizer pela última vez: suma daqui. — Augusto murmurou para Beatriz. — Eu te disse que ele não é confiável. Enquanto diz que te ama, ele te fere e ainda engravida a mulher que armou contra você.

Gabriel, suando frio de desespero, tentou se explicar desesperadamente: — Não é isso, Bia. Eu não deixarei Isabela ter esse filho. Eu só quero ter filhos com você.

Beatriz soltou uma risada fria, olhando para Gabriel com um desprezo cortante.

— Nós já tivemos um filho, mas você o matou.

As lágrimas de Gabriel caíram instantaneamente. Aquela criança também era a dor de sua vida. Ele caiu de joelhos diante da cama de Beatriz.

— Bia, eu não sabia na época. Se eu soubesse, nunca teria deixado que acontecesse. — Ele arrastou-se de joelhos até ela, com os olhos marejados. — Beatriz, eu realmente errei, não posso te perder. Por favor, me dê outra chance. Não importa que tenhamos perdido aquela criança, podemos ter muitos outros filhos. Vamos esquecer o passado e recomeçar, sim?

Beatriz olhou com escárnio para o arrependimento de Gabriel. Ele falava com tanta leveza, como se um "recomeçar" pudesse apagar todas as feridas físicas e emocionais infligidas a ela. Ele era sempre assim: só ouvia o que queria ouvir e só via o que queria ver. Se a faca não o atingisse, ele não sentiria a dor.

— Realmente, ninguém deve viver apenas no passado. É preciso recomeçar — disse Beatriz.

Gabriel levantou a cabeça surpreso, com os olhos brilhando de alegria. Beatriz virou o rosto, encarou Gabriel nos olhos e disse pausadamente:

— No dia em que você morrer, eu te perdoarei.

O sorriso de Gabriel congelou. Ele percebeu que Beatriz falava a verdade. Ela realmente queria que ele pagasse com a vida. Vendo Gabriel estático, Beatriz continuou:

— Não consegue? Então pare com essas conversas inúteis. Gabriel Duarte, você acha que a interdição da empresa é o fim? — Beatriz sentou-se na cama com o olhar firme. — Não, é apenas o começo. Volte e diga à Isabela Castro: eu farei com que vocês paguem o preço.

A cama de Beatriz foi levada de volta ao quarto. Gabriel tentou seguir, mas Augusto perdeu a paciência. Com um sinal, dois homens corpulentos apareceram, seguraram Gabriel e o jogaram para fora do hospital sem piedade. Debilitado fisicamente e emocionalmente, Gabriel não foi páreo para eles.

Jogado ao chão como lixo, ele demorou a reunir forças para se levantar e caminhar cambaleante para casa. O cheiro de mofo do porão misturava-se ao de desinfetante, impregnando a pele de Isabela Castro. Ela estava acorrentada a um canto; duas de suas unhas, antes impecáveis, estavam quebradas e sujas de sangue seco.

A porta de ferro rangeu ao abrir. Gabriel entrou com seus sapatos de luxo, seguido por dois guarda-costas inexpressivos. Um deles carregava uma bandeja de metal.

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