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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 9

正文开头

— Por quê?

Gabriel Duarte levantou-se abruptamente, apertando o queixo de Isabela Castro com força. Seu olhar transbordava fúria, como se quisesse devorá-la viva ali mesmo.

— Sua maldita! Por que você fez isso?

Isabela sentiu que seu queixo estava prestes a ser esmagado pela força de Gabriel. De repente, ela começou a rir de forma frenética.

— Eu fiz tudo isso por sua causa! Gabriel, você nunca olhou para mim de verdade! No seu coração, do início ao fim, só existia a Beatriz Lacerda! Por que ela, a herdeira dos Lacerda, nasceu tendo tudo? Por que seus olhos só veem ela?

— Eu a invejo, eu a odeio! Por isso, eu quis destruir tudo o que ela possui, inclusive você!

O olhar de Isabela tornou-se cruel.

— Pensei que, se ela ficasse desmoralizada e na ruína, você finalmente me veria. Mas eu não imaginava que, mesmo odiando-a, você ainda a teria no coração!

— Gabriel, nós somos do mesmo tipo. Ambos amamos e não somos correspondidos, ambos somos ignorados e descartados por capricho. Você me chama de baixa? Então o que você é? Você é tão baixo quanto eu!

Gabriel apertava o queixo de Isabela, e o vermelho em seus olhos parecia prestes a consumi-la.

Ele soltou a mão bruscamente, e Isabela caiu no chão como uma boneca com os fios cortados, o canto da boca sangrando, mas ainda mantendo aquele riso insano.

— Do mesmo tipo?

A voz de Gabriel era fria como gelo cortante.

— Por mais desprezível que eu seja, jamais usaria métodos tão perversos para ferir inocentes. Você e eu nunca fomos do mesmo caminho.

— Continuem mantendo-a presa. Tenham cuidado para que ela não morra facilmente.

Um brilho súbito surgiu nos olhos de Isabela.

— Gabriel, você ainda tem sentimentos por mim, não tem? Você finalmente se apaixonou por mim?

Gabriel soltou um riso de escárnio e deu tapinhas sarcásticos no rosto de Isabela, com uma voz sombria.

— Quando eu encontrar a Bia, vou usar você para pedir desculpas a ela.

Isabela arregalou os olhos, lutando para se afastar de Gabriel.

— Eu não quero! Gabriel Duarte, se você fizer isso, eu vou te odiar para sempre!

Gabriel fixou o olhar naquele rosto tão parecido com o de Beatriz por um longo tempo.

Havia um rastro de nostalgia que logo se tornou gélido. Ele sorriu levemente.

— Muitas pessoas me odeiam, você será apenas mais uma. Chamem um cirurgião plástico e troquem o rosto dela. Não quero mais ver esse rosto que se parece com o da Bia na minha frente.

Isabela sentiu-se como se tivesse sido atingida por um raio. Ela cobriu o próprio rosto, chutando freneticamente as pessoas ao redor.

— Por que? Este é o meu rosto, eu não vou trocar! Gabriel! Você não pode fazer isso comigo!

Sem qualquer força para resistir, Isabela foi arrastada pelos guarda-costas. Gabriel virou-se e deu instruções à secretária.

正文1

— Continue procurando pela Beatriz Lacerda. Mesmo que tenha que virar esta cidade do avesso, encontre-a.

Ao sair do porão, a luz do sol do meio-dia era ofuscante, mas Gabriel sentia um frio pelo corpo todo.

Ele dirigiu até o apartamento onde Beatriz fora mantida prisioneira; o lugar ainda guardava o perfume dela, mas já estava vazio.

As câmeras ainda estavam montadas no mesmo lugar, e a tela exibia a imagem congelada do rosto dela, indignado e obstinado.

Gabriel tocou a tela; o contato frio fez seu coração doer intensamente.

— Bia, eu errei.

Ele escorregou pela parede até sentar-se no chão. Pela primeira vez diante de alguém, ele deixou cair todas as máscaras, com a voz embargada.

Ele pegou o celular e vasculhou todos os contatos, mas não encontrou nenhuma forma de falar com ela.

A antiga mansão dos Lacerda fora confiscada, as contas da empresa do Sr. Augusto estavam congeladas; pai e filha pareciam ter evaporado sem deixar vestígios.

Durante o mês seguinte, Gabriel parou todos os projetos de expansão do Grupo Duarte, concentrando todo o seu foco em encontrar Beatriz.

Em cada noite que não a encontrava, ele era incapaz de dormir.

Só conseguia deitar-se na cama que um dia fora dela, usando o álcool para anestesiar a si mesmo.

————————————

Acordando de mais uma ressaca, Gabriel recebeu uma ligação dos guarda-costas.

Eles informaram que descobriram um registro de pagamento em um hospital particular nos subúrbios, feito há meio mês pelo Sr. Augusto sob o pseudônimo de "Sr. Castro".

O coração de Gabriel disparou, e ele dirigiu imediatamente para aquele hospital.

Ao encontrar o diretor do hospital e revelar sua identidade, Gabriel perguntou ansiosamente pelo paciente registrado como "Sr. Castro".

O diretor pareceu hesitante, dizendo que a privacidade dos pacientes não poderia ser revelada. Gabriel quase implorou.

— Diretor, a pessoa que procuro é muito importante para mim. Sei que ela ficou gravemente ferida. Só quero vê-la, garantir que ela está bem.

Talvez pelo tom desesperado de sua voz, ou pelo peso da influência do Grupo Duarte, o diretor finalmente cedeu e informou o número do quarto.

Gabriel correu para lá, mas seus passos pararam diante da porta. Ele respirou fundo e a abriu suavemente.

Na cama do hospital, Beatriz dormia profundamente.

Seu rosto estava pálido como papel, com hematomas arroxeados ainda visíveis, e seus braços estavam envoltos em bandagens espessas.

O Sr. Augusto sentava-se ao lado da cama, ajeitando o cobertor com cuidado.

Ao ouvir o movimento, Augusto levantou a cabeça.

Ao ver Gabriel, seu olhar tornou-se instantaneamente gélido. Ele levantou-se, bloqueando o caminho para a cama.

— Quem te deu permissão para entrar? Saia daqui!

A voz de Augusto era baixa, mas carregada de fúria.

— Tio Augusto, eu sei que errei. Vim para pedir perdão. — Gabriel mantinha uma postura extremamente humilde. — Eu já descobri a verdade. A morte do meu avô não teve nada a ver com a Bia, foi a Isabela Castro.

正文2

— E daí que você descobriu? — Augusto soltou um riso amargo. — O filho da minha filha se foi. Todo o sofrimento que ela passou... você acha que um pedido de desculpas pode compensar isso? Foi você quem a entregou nas mãos daquele Mendes, foi você quem assistiu enquanto ela era torturada. De que adianta dizer isso agora?

As palavras de Augusto eram como facas cravadas no coração de Gabriel. Ele olhou para Beatriz, sem vida na cama, com os olhos marejados.

— Sei que meu crime é imperdoável. Não peço que ela me perdoe, apenas quero ficar ao lado dela para cuidar dela e compensar meus erros.

— Não precisamos de nada!

A voz de Beatriz soou subitamente. Ela abriu os olhos devagar; seu olhar era tão calmo que não demonstrava nenhuma emoção, como se estivesse olhando para um estranho.

— Por favor, saia. Eu não quero ver você.

— Bia... — A voz de Gabriel embargou, sua estatura imponente tremia levemente. — Sei que você me odeia, mas eu realmente entendi meu erro. Faço qualquer coisa que você quiser, apenas peço que não me mande embora.

— Qualquer coisa? — Beatriz esboçou um sorriso de puro sarcasmo. — Então devolva o meu filho. Devolva tudo o que você destruiu em mim. Você consegue fazer isso?

Gabriel ficou mudo. Ele sabia que algumas coisas, uma vez perdidas, nunca mais voltam. Após um longo silêncio, ele disse em voz baixa:

— Não consigo fazer isso, mas passarei a vida inteira compensando você. Já transferi metade das ações do Grupo Duarte para o seu nome. O Sr. Mendes e a Isabela estão sob meu controle; se você quiser, eu os entrego para você agora mesmo.

Gabriel buscava desesperadamente palavras que pudessem agradar a Beatriz, como uma criança implorando por aprovação.

— Além disso, aquelas pessoas que participaram do leilão dos vídeos... eu já fiz com que pagassem o pre...

— Chega. — Beatriz interrompeu-o, com um olhar carregado de desdém. — Não preciso do seu dinheiro e não preciso que você se vingue por mim. Você puniu todos os que me humilharam, mas já parou para pensar que a pessoa que mais me feriu foi você? Gabriel Duarte!

 

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