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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 7

正文开头

Ao ver quem chegava, Isabela mudou de expressão instantaneamente e avançou, tentando empurrar o Sr. Mendes para fora.

No momento em que Gabriel viu Mendes, sua inquietação atingiu o ápice. Ele se antecipou a Isabela, parando diante do homem com uma aura gélida.

— Onde está a Beatriz Lacerda?

Mendes cuspiu no chão. — Aquela maldita da Beatriz quebrou minha cabeça e ainda se imolou na minha casa! Gabriel Duarte, você tem que pagar pelo meu prejuízo. Se não fosse para abortar o filho dela por você, como aquela mulher, depois de tudo o que eu fiz, teria forças para reagir assim que perdeu o bebê?

A cada palavra de Mendes, o rosto de Gabriel escurecia.

Ao ouvir "bebê" e "imolou", sua expressão já estava sombria como o fundo de um poço. As palavras saíram entre seus dentes:

— Que bebê? Quem se imolou?

— Quem mais seria? A Beatriz! Ela estava grávida de um filho seu. Depois que eu tirei o bebê, ela enlouqueceu e se matou na minha casa... Egh!

O filho de Beatriz morreu? Beatriz também morreu? Um estrondo ecoou na mente de Gabriel.

O mundo começou a girar. O desespero avassalador quase o fez desmaiar.

Antes que Mendes terminasse de falar, Gabriel, furioso, agarrou-o pelo pescoço, suspendendo-o no ar contra a parede.

O olhar de Gabriel era mortal, como se visse um cadáver.

— Quem te deu permissão para tocá-la?

As juntas dos dedos de Gabriel ficaram brancas pela força. Mendes chutava o ar inutilmente, o rosto ficando arroxeado e a língua projetada para fora enquanto tentava balbuciar: — Foi... foi a Isabela... ela disse... para eu me livrar da criança...

Bum!

Gabriel jogou Mendes violentamente no chão de mármore, produzindo um baque surdo.

Mendes segurou o peito, tossindo desesperadamente enquanto sangue escorria pelo canto da boca.

Gabriel olhou para ele de cima, pisando no dorso de sua mão com uma ferocidade que parecia querer consumi-lo.

— Onde está o corpo? — Gabriel forçou as palavras.

Mendes gritava sem parar: — No hospital! No hospital!

Gabriel correu em direção à garagem. Antes que Mendes pudesse respirar aliviado, guarda-costas jogaram ele e a aterrorizada Isabela dentro de um carro, partindo em direção ao hospital.

Ao chegar ao necrotério, as mãos de Gabriel tremiam.

Ele hesitou várias vezes antes de criar coragem para levantar o lençol branco.

Seus olhos ardiam e sua garganta estava seca; ele não conseguia dizer uma palavra. Um médico aproximou-se e disse com pesar:

— Sr. Duarte, a pessoa que morreu não foi a Beatriz Lacerda.

Gabriel virou-se, surpreso. Isabela, que antes estava em pânico, gritou ao ouvir o resultado: — Impossível! Se não é a Beatriz, quem é esse corpo? Foi ela quem matou! Chamem a polícia agora!

Gabriel lançou um olhar gélido para Isabela.

O médico balançou a cabeça: — Beatriz não matou ninguém. Isso é um manequim realista. Se não fosse pela autópsia, ninguém perceberia que é um boneco.

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O coração de Gabriel voltou ao lugar. Ele respirou aliviado e voltou seu olhar para Mendes. — Conte tudo. O que a Isabela te disse?

Isabela, já tremendo de medo, tentava manter a compostura segurando o braço de Gabriel. — Gabriel, não acredite nele. Ele enlouqueceu depois que a Beatriz o agrediu, quer me incriminar...

— Cala a boca! — Gabriel desvencilhou-se dela com tanta força que Isabela caiu no chão. O olhar dele estava fixo em Mendes. — Vou perguntar mais uma vez. Detalhes!

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Mendes, sofrendo com a dor, começou a falar rapidamente:

— Meio mês atrás... a Isabela me procurou. Disse que me ajudaria a recuperar meus negócios se eu arrematasse a Beatriz no leilão para torturá-la.

Ele parou para recuperar o fôlego, observando cautelosamente a expressão de Gabriel. Temendo que ele não acreditasse, tirou do bolso registros de transferência amassados. — Veja, este foi o adiantamento que ela me enviou...

Gabriel arrancou o celular da mão dele. A tela mostrava claramente as transferências da conta de Isabela.

A data era exatamente o dia anterior ao que ele entregara Beatriz a Mendes. Memórias daquele dia voltaram: Beatriz agarrando sua calça, implorando, enquanto era levada.

A cabeça de Gabriel latejava.

Ele exigiu: — Continue.

As palavras seguintes de Mendes quase fizeram o coração de Gabriel parar.

— Depois, a Beatriz disse que estava grávida de você. Eu a deixei ligar. Mas naquela noite você estava com a Isabela... e disse com as suas próprias palavras que não queria nenhum filho que não fosse dela.

No dia seguinte, a Isabela me ligou dizendo que, antes que a Beatriz voltasse, o bebê teria que sumir, ou ela me levaria à falência de novo.

Gabriel lembrou-se imediatamente daquela noite em que foi embriagado deliberadamente. Foi a noite em que ele e Isabela ficaram juntos.

Ele sempre teve boa resistência ao álcool; se não fosse pelo fato de ter acordado com Isabela ao lado, teria percebido a estranheza da situação.

Ele fora drogado, e Isabela continuou a drogá-lo todas as noites seguintes.

Por isso ele dormia assim que encostava na cama; por isso não teve chance de salvar Beatriz.

Desde o início, tudo fora um plano meticuloso de Isabela. Mendes agarrou as pernas de Gabriel, implorando: — Sr. Duarte, não tive culpa. Só segui as ordens da Isabela.

— Isabela! — Gabriel chutou Mendes e virou-se bruscamente. A frieza em sua voz fez a temperatura do escritório despencar. Isabela, pálida como papel, balançava a cabeça.

— Não, Gabriel, isso é falso! Ele me obrigou!

Mendes tirou o celular do bolso e ergueu-o bem alto.

— Não estou mentindo! Eu tenho gravações! Sr. Duarte, é tudo verdade.

Isabela mudou de expressão, mas não teve tempo de impedir. Mendes deu o play. A voz de Isabela na gravação não tinha a doçura de sempre; era carregada de uma crueldade infinita.

Quanto mais ouvia, mais Gabriel esfriava. Isabela, vendo o olhar dele tornar-se cada vez mais feroz, tentou correr, mas foi barrada pelos seguranças que chegavam.

— O que pensam que estão fazendo? Soltem-me! Sou a noiva do Gabriel Duarte!

Isabela lutava freneticamente, mas os seguranças não se moveram. — Tranquem-na. Ela só sairá quando eu encontrar a Beatriz Lacerda — ordenou Gabriel, sem qualquer emoção.

— Gabriel Duarte, você não pode fazer isso comigo! Nosso casamento é amanhã!

Gabriel pronunciou apenas duas palavras frias: — Casamento cancelado.

Tanto Isabela quanto Mendes ficaram atônitos.

Isabela começou a gritar histericamente: — Eu não aceito o cancelamento! Por que faria isso? Gabriel, você ainda a ama, não é? Que piada! Ela matou seu avô e você ainda ama uma assassina!

O rosto de Gabriel alternava entre o pálido e o rubro, mas ele não contestou.

No momento em que soube que o bebê de Beatriz se fora, seu coração pareceu parar também.

Ele finalmente reconheceu seus sentimentos.

Isabela estava certa.

Ele odiava Beatriz amargamente, mas, ao mesmo tempo, a amava com a mesma intensidade.

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