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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 2

正文开头

Beatriz protestou com uma greve de fome, mas o Sr. Augusto Lacerda nem sequer levantou a cabeça da pilha de documentos; apenas lançou uma bomba.

— Aquele moleque tem um avô que cata lixo, não tem? Se você se encontrar com ele de novo, eu garanto: ele nunca mais verá o avô nesta vida.

Aquela frase matou as esperanças de Beatriz. Por isso, ela deu aquele tapa em Gabriel em público e o insultou com palavras cruéis, pensando que assim faria o jovem desistir.

Mas, no dia seguinte, Gabriel apareceu diante dela com um olhar determinado e uma voz suave.

— Beatriz, eu gosto de você. Sei que você também gosta de mim. Você deve ter feito aquilo ontem por pressão do seu pai. Acredite em mim, eu ainda vou vencer na vida. Vou te dar um dia para pensar na resposta.

O coração de Beatriz disparou; a semente chamada "amor" brotou em seu peito. Ela decidiu ser corajosa por aquele sentimento. Mas não agora. No mínimo, teria que esperar até ter forças para enfrentar o Sr. Augusto e garantir que Gabriel não fosse mais ameaçado. Só então poderia ficar com ele em paz.

Por isso, ela disse a Gabriel com o rosto sério:

— Tudo bem, te dou a resposta amanhã. Mas hoje à noite, volte para casa e cuide bem do seu avô.

Beatriz não sabia que essa frase faria Gabriel acreditar erroneamente que ela era a culpada pela morte do avô dele. No dia seguinte, cheia de alegria, Beatriz foi recebida por um Gabriel gélido como o gelo.

Ele jogou uma cópia das imagens de segurança no rosto dela, com os olhos injetados de sangue.

— Que cego eu fui por gostar de você, Beatriz. Já sei a sua resposta. Espere, eu farei você pagar o preço!

Beatriz viu a "si mesma" no vídeo empurrando o idoso com força e indo embora, ignorando as súplicas do velho. Quando Gabriel chegou em casa, o avô já não respirava mais.

— Essa pessoa não sou eu! Eu fui ver seu avô, mas nunca o empurrei! — Beatriz tentou explicar desesperadamente, mas Gabriel apenas soltou um riso de escárnio e um olhar de ódio.

— Então quem é essa pessoa no vídeo?

Ela ia explicar, mas a voz do Sr. Augusto, vinda de trás dela, travou as palavras em sua garganta.

— Se você disser mais uma única palavra para esse pirralho, a próxima pessoa a morrer será o Gabriel.

Beatriz admitiu para si mesma que sentiu um medo real. Por isso, só pôde fechar a boca e ver, com os próprios olhos, Gabriel ser espancado pelos guarda-costas da família até ficar coberto de feridas e ser jogado para fora do condomínio de luxo. Quando ele se levantou cambaleante, o olhar que lançou para ela carregava um ódio infinito.

Pouco tempo depois, Gabriel Duarte transformou-se no herdeiro do Grupo Duarte. Beatriz foi questionar o Sr. Augusto, que não deu a mínima importância.

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— O velho Duarte ficou gagá, o filho era um doente que não conseguia ter herdeiros. Então ele se lembrou de uma mulher que apareceu grávida na porta dele anos atrás, por uma aventura do filho, e que ele tinha mandado embora com dinheiro. Quem diria que esse bastardo era o Gabriel.

Augusto Lacerda nunca imaginou que aquele Gabriel, a quem ele não dava valor, armaria uma cilada que o forçaria a fugir durante a noite.

A lembrança terminou. Beatriz fechou os olhos, contendo as lágrimas. Quando foi forçada a humilhar Gabriel, ela não chorou. Quando o pai a abandonou à própria sorte, ela não chorou. Se chorasse agora, seria a sua verdadeira derrota.

De herdeira arrogante a uma prisioneira escondida das luzes. Gabriel estava certo: a morte seria o seu alívio. Já que viver era tão difícil, por que não desejar o fim? Se Gabriel Duarte queria transformá-la em uma mulher desprezível aos olhos do mundo, ela lhe faria a vontade.

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Ela abriu os olhos e olhou provocadoramente para Gabriel, com um sorriso de autodepreciação.

— O Sr. Duarte está certo. Então, por favor, transfira cada centavo desse dinheiro para mim depois.

O rosto de Gabriel escureceu totalmente, e uma aura gélida emanou dele. Ele desligou a câmera e falou com uma voz que parecia pingar gelo:

— Beatriz, você realmente não tem vergonha na cara.

Beatriz assentiu, aceitando a humilhação. Seus dedos finos deslizaram de forma ambígua sobre as marcas vermelhas em seu corpo enquanto ela lançava um olhar sedutor para Gabriel.

— Se eu tivesse vergonha, não estaria na sua cama todos os dias. Que sorte que este meu corpo ainda agrada aos seus olhos, senão eu já estaria morta.

Sem vestir sequer uma peça de roupa, ela caminhou nua até ele, encostando-se suavemente no braço de Gabriel e soprando em seu ouvido:

— Gabriel, que horas você vem amanhã? Vou me preparar. Empregada ou professora, qual você prefere?

A expressão de Gabriel tornou-se ainda mais sombria, seus punhos estalaram ao lado do corpo e ele empurrou Beatriz brutalmente no chão. Agachou-se, apertou o queixo dela com força, com olhos frios e voz cortante:

— Não chame o meu nome. Hoje é a última vez que venho aqui. Falta meio mês para completar um ano do nosso acordo, que é também o dia do meu noivado com a Isabela. É melhor rezar para seu pai aparecer, ou garanto que sua vida será cem vezes pior do que agora.

Ele soltou o rosto dela, e as pontas dos seus dedos ásperos roçaram a pele macia de Beatriz.

— O sabor de uma herdeira arruinada... tenho certeza de que muitos homens vão querer provar.

Beatriz congelou, seus olhos tremeram em choque. Gabriel limpou as mãos como se estivessem sujas, levantou-se e olhou para ela de cima com desprezo.

— Beatriz Lacerda, eu já disse: farei você pagar o preço. — Ele avaliou o corpo dela com um olhar malicioso e tom leviano. — Aproveite seus últimos momentos de liberdade. Depois disso, não terá muitas chances de sair da cama.

Somente após a partida de Gabriel, Beatriz deixou cair sua máscara e desabou no chão. Ela ficou deitada no piso frio, ofegante. Após um longo tempo, suportando a dor lancinante no corpo, levantou-se e pegou o celular escondido sob o colchão.

O telefone tocou apenas uma vez antes de ser atendido. A voz firme do Sr. Augusto veio do outro lado:

— E então? Já viu que tipo de lixo é o homem que você ama?

Beatriz estava exausta física e mentalmente.

— Pai, eu errei. Aceito o casamento arranjado. Por favor, organize uma morte falsa para mim.

— Que bom que entendeu. Sou seu pai, nunca te prejudicaria. Já te disse que o Gabriel não presta. Esqueça isso. De quanto tempo você precisa para resolver o que falta?

— Meio mês.

Após desligar, Beatriz mergulhou na banheira. Em sua mente, ecoava a conversa antiga com o Sr. Augusto:

"Beatriz, não diga que seu pai não te deu chances. Vamos fazer uma aposta. Alguém armou um golpe para nos levar à falência. Se não for o Gabriel, eu permito que fiquem juntos. Se for ele, você me obedece e corta relações com esse sujeito."

Beatriz discutira com ele na época:

"Mesmo que tenha sido o Gabriel, foi para vingar o avô! Para me fazer desistir, o senhor contratou alguém para fingir que era eu e matou o avô dele, a única pessoa que era boa para ele! Por que ele não faria isso?"

O Sr. Augusto soltou um riso de desdém, olhando para ela com decepção:

— Aquele Gabriel não vale o meu esforço. Ele mesmo vive se envolvendo com mulheres por aí e criando inimigos. Não jogue a culpa em mim.

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