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"O Preço da Vingança: Entre o Ódio e o Desejo" Capítulo 1

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O dono do Grupo Lacerda, gigante do setor, fugiu com todo o dinheiro. Incontáveis famílias foram destruídas por ele; uns entraram em colapso, outros enlouqueceram. Todos os dedos apontavam para a herdeira da família, Beatriz Lacerda, que fora deixada para trás no país e insistia em limpar a bagunça do pai.

No momento em que Beatriz quase foi despida e jogada em uma praça pela multidão furiosa para servir de bife de descarga, Gabriel Duarte apareceu. Ele usou o patrimônio de milhões de sua própria família como garantia, prometendo encontrar o dono do Grupo Lacerda em um ano e fazer justiça a todos, para só então levar embora a Beatriz, que estava coberta de feridas.

Todos pensavam que Gabriel amava Beatriz perdidamente. Que, para salvá-la, ele fora capaz de abrir mão até dos negócios que a família Duarte levou gerações para construir. Apenas Beatriz sabia que Gabriel não a amava profundamente. Ele a odiava com todas as suas forças.

No quarto mal iluminado, Beatriz, aos vinte e quatro anos, olhava para o sofá onde estava Gabriel, agora um homem maduro, elegante e imponente. Em sua mente, não paravam de surgir imagens do Gabriel de cinco anos atrás, aquele que corava involuntariamente só de olhar para ela.

— Gabriel Duarte, ouvi dizer que você gosta de mim? A Beatriz de dezoito anos parou na frente de Gabriel e perguntou friamente. O rosto ruborizado do jovem dizia mais do que qualquer palavra.

Slap! Um tapa sonoro estilhaçou toda a timidez e o nervosismo do rapaz. Os sussurros dos transeuntes fizeram o sangue sumir instantaneamente do rosto de Gabriel.

— Alguém como você se acha no direito de gostar de mim? Não diga algo tão nojento. Você é só um vira-lata que ninguém quer, não ouse aparecer na minha frente de novo. Beatriz pegou o lenço entregue pelo motorista, limpou os dedos um por um, jogou o lenço com desprezo no rosto de Gabriel e falou com nojo.

A maldição cruel que ela lançou contra Gabriel na juventude acabou voltando como um bumerangue, atingindo-a bem entre os olhos. Agora, Beatriz também se tornara a criança que ninguém queria.

— Tire a roupa. Uma única palavra, desprovida de qualquer emoção, perfurou o peito de Beatriz, arrancando-a de suas lembranças. Ela franziu a testa, tentando ignorar o aperto estranho no coração.

Diversas câmeras montadas ao redor estavam apontadas diretamente para Beatriz, deixando-a sem lugar para se esconder. Beatriz apertou a própria gola, com o rosto cheio de vergonha e indignação, e fixou seus olhos de corça, furiosos, no homem sentado calmamente no sofá.

— Gabriel Duarte, se você me odeia tanto, por que não me mata logo? Por que se dar ao trabalho de me humilhar dessa forma? Sua voz tremia, carregando um traço sutil de determinação.

Gabriel soltou um riso leve, batucou os dedos na mesa e levantou o olhar friamente. — Tentar me provocar não adianta. Você é alguém que eu comprei com o meu dinheiro. Enquanto eu não deixar você morrer, você não morrerá nesta vida.

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Beatriz baixou o olhar, escondendo a decepção, e zombou de si mesma: — Gabriel, não diga coisas assim, ou vou acabar pensando que você ainda me ama.

Gabriel reagiu como um gato que teve o rabo pisado, ficando eriçado. Seu rosto, antes relaxado, cobriu-se instantaneamente de nuvens sombrias. Ele se levantou, agarrou Beatriz pelo pescoço e a pressionou contra a cama. Com as veias da testa saltadas, ele disse entre dentes:

— Beatriz Lacerda, você acha que eu ainda sou aquele idiota de antigamente que só pensava em romances? Pare de sonhar. Você matou o meu avô. Se não fosse pelo fato de você ainda ter algum valor utilitário, eu já teria te despedaçado em mil pedaços para oferecer em sacrifício ao meu avô.

Beatriz ficou com o rosto vermelho pelo aperto, o oxigênio em seu peito diminuindo rapidamente. Contudo, ela não fez menção de resistir; seus olhos injetados de sangue olhavam fixamente para Gabriel sem piscar. Deixando que ele apertasse cada vez mais seu pescoço, ela soltou uma frase entrecortada:

— Se eu dissesse que já te amei... você acreditaria?

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O choque brilhou nos olhos de Gabriel e seu corpo congelou. De repente, como se tivesse tocado em algo imundo, ele soltou o pescoço de Beatriz e se afastou, ficando de pé ao lado da cama.

— Beatriz Lacerda, não diga algo tão nojento — disse ele, em tom de vingança.

Beatriz tossiu violentamente enquanto segurava o pescoço, lágrimas surgindo nos cantos dos olhos.

Ao ouvir aquelas palavras tão familiares vindas dele, seu coração doeu e um gosto amargo inundou sua boca.

Era verdade; no passado, fora exatamente assim que ela humilhara a sinceridade de Gabriel.

Ele estava apenas lhe devolvendo na mesma moeda.

Que direito ela tinha de ficar triste?

Limpando as lágrimas, ela disse com um sorriso:

— Que pena, parece que não consegui te enganar.

Gabriel franziu a testa profundamente, suas pupilas escuras fixas em Beatriz como se quisessem atravessar seu corpo.

Subitamente, como um leão enfurecido, ele a pressionou novamente contra a cama, rasgou suas roupas e a possuiu brutalmente, sem qualquer preliminar.

A dor aguda fez a visão de Beatriz escurecer, mas ela não se deu por vencida e cravou os dentes no braço de Gabriel.

Somente quando a dor em seu corpo começou a se transformar em prazer e o gosto de sangue atingiu sua boca, é que Beatriz soltou o aperto.

Ela suportou em silêncio todas as sensações que Gabriel lhe impunha.

No último momento, Gabriel se afastou bruscamente, deixando uma onda de calor atingir o rosto dela.

O corpo de Beatriz doía como se tivesse sido atropelado por um caminhão.

Ela mordeu o interior da bochecha e fechou os olhos com força, desejando morrer ali mesmo.

Podia sentir claramente o olhar gélido e palpável de Gabriel sobre ela.

Gabriel já estava impecavelmente vestido novamente; seus olhos haviam recuperado a calma, sem rastro de luxúria, como se o homem que acabara de possuí-la não fosse ele.

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— Você é apenas uma ferramenta de cama de baixo nível, não ouse sonhar em engravidar de um filho meu.

A última centelha de luz nos olhos de Beatriz desapareceu completamente. Sua mão subiu instintivamente para sua barriga ainda lisa, mas antes que Gabriel visse, ela a recolheu rapidamente, recuperando a expressão vazia.

Ajustando os punhos da camisa, Gabriel caminhou até atrás das câmeras, apreciando pausadamente a imagem de Beatriz no vídeo.

Por fim, seu olhar pousou nela, nua e vulnerável.

— Agora há pouco você estava com essa cara de quem suportava a humilhação e preferia morrer a gravar, mas foi você quem gemeu mais alto. Embora não seja mais uma herdeira rica, esses vídeos ainda podem render algum dinheiro para suas necessidades urgentes, não acha?

Ao ouvir aquilo, Beatriz sentiu como se tivesse caído em um abismo de gelo.

Ela abriu os olhos bruscamente, olhando para Gabriel com total incredulidade.

O homem que ela amara durante toda a juventude, que corava só de vê-la, tornara-se um completo estranho.

Seu coração parecia estar sendo retalhado; a dor era insuportável.

Ondas de calor subiram aos seus olhos.

No primeiro dia de faculdade, Beatriz se apaixonara à primeira vista por Gabriel.

Ele era o gênio que entrara com pontuação máxima no vestibular.

Beatriz conhecia sua história: abandonado pelos pais ao nascer, fora criado pelo avô, que sobrevivia coletando recicláveis para pagá-lo os estudos.

Mais tarde, ela percebeu que Gabriel aparecia frequentemente ao seu redor.

Ao descobrir que ele também gostava dela, Beatriz ficou tão animada que não conseguiu dormir.

Justo quando ela se preparava para se declarar, o Sr. Augusto Lacerda a encontrou com o rosto fechado.

— Ouvi dizer que você gosta daquele pobretão, o Gabriel? Nossas famílias não estão no mesmo nível, eu não permito. Já organizei seu casamento; você vai casar assim que se formar.

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