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"A Fuga da Esposa Morta: O Desejo do CEO Obsessivo" Capítulo 23: O Despertar Tardiio

正文开头

A voz de Bernardo sumiu no instante em que Lívia terminou de falar.

Ele não queria mostrar um rosto amargurado diante dela, mas os cantos de sua boca simplesmente não conseguiam se erguer.

— Livi, o que quer dizer com... você mesma quis partir? Não tenha medo, agora, mesmo na família Medeiros, ninguém mais ousa te ameaçar, me diga...

— Bernardo! Acorde, eu já disse: eu escolhi partir por vontade própria.

— Quanto ao motivo exato, creio que não preciso dizer; você sabe muito bem no fundo do seu coração.

Bernardo, é claro, sabia muito bem — por causa de Sthefany, por causa de Luquinhas e, acima de tudo, por causa de sua cegueira momentânea.

Fora a sua complacência com as maldades de Sthefany que fizera com que Lívia perdesse as esperanças nele, vez após vez.

Mas agora ele já sabia que errara, ele realmente nunca mais faria aquilo.

Contudo, o olhar de Lívia era gélido, um gelo que resfriava o seu coração.

Um pânico imenso subiu subitamente no peito de Bernardo, como se algo estivesse escorrendo, algo que ele não conseguia segurar mesmo fechando os punhos com força.

Ele ficou tão ansioso que até seu pescoço ficou vermelho; aquele jeito desamparado, como o de um cãozinho, despertaria pena em qualquer um.

Exceto em Lívia.

Ele tentou segurar a mão de Lívia, mas recuou ao ver o sangue em sua própria mão.

Então, ele esfregou a mão repetidamente em seu terno de alta costura que valia milhões, antes de segurar a mão dela com todo o cuidado.

— Livi, não importa. Se foi voluntário ou não, não importa; o que importa é estarmos bem agora, eu não ligo para nada do passado.

— Solte-me.

Lívia não conseguia entender.

Naquela época, Bernardo claramente amava Sthefany, amava-a ao ponto de não hesitar em ferir o próprio filho deles apenas para abrir caminho para Luquinhas.

Por isso ela desistira, disposta a deixá-los serem felizes.

Por que agora Bernardo a amava a ponto de quase morrer, tendo até mandado Sthefany para a prisão?

Após refletir por um tempo, ela chegou a uma conclusão.

— Bernardo, na verdade você nunca me amou. Você apenas não consegue aceitar que alguém que te amava tanto um dia deixou de te amar, não importa quem seja essa pessoa.

Não havia emoção na voz de Lívia, apenas uma constatação direta.

Mas foi justamente esse tom que fez o coração de Bernardo doer ainda mais: — Não é isso, não é...

Ele tentou se levantar para explicar, mas seus lábios tremeram por muito tempo sem que ele conseguisse dizer o que exatamente "não era".

Lívia não tinha disposição para esperar que ele encontrasse uma lógica e virou-se para abrir a porta.

Assim que tocou na maçaneta, veio a voz embargada de Bernardo atrás dela.

— Livi, não vá, eu te imploro...

Enquanto falava, ele apertava com força o cabo da faca: — Será que eu preciso morrer aqui para que você aceite me ouvir até o fim, para que aceite me dar mais uma chance?

正文1

Bernardo não tinha mais recursos.

Até hoje, ao lembrar do período mais doloroso após a suposta morte de Lívia, quando recebeu sua própria certidão de divórcio, ele ainda sentia o coração sufocar de dor.

Naquele momento, ele teve um presságio vago de que Lívia talvez não quisesse mais amá-lo.

Mas pensar nisso era uma coisa; ouvi-la admitir agora era outra bem diferente.

Ele não sabia como ela escapara da explosão e sobrevivera, nem por que ela não o procurara nesses três anos.

Mas ele já não se importava, ele só queria que sua Livi estivesse viva.

Contanto que ela olhasse para ele mais uma vez, contanto que lhe desse uma chance.

Contudo, aquela pessoa diante dele, que antes o tinha como o centro de seu mundo, não mudou de expressão nem mesmo ao vê-lo encostar a faca no próprio peito.

Bernardo apertou a mão que segurava a faca, e um rastro de desespero surgiu em seus olhos.

Ele ainda queria dizer mais algumas palavras, mas Lívia já se virara com determinação: — Bernardo, não seja tão infantil.

Essa frase, por ironia, sobrepôs-se àquela que ele dissera a ela três anos antes: "Livi, não seja tão mimada".

Nesse momento, Bernardo pareceu sentir a dor que Lívia sentira naquela época.

Ele não hesitou, largou a faca e a seguiu.

O sangue do braço esquerdo escorria pelo chão, assustando os funcionários no elevador que se entreolhavam.

Bernardo parecia ter usado toda a sua força; em alguns pontos, os cortes eram tão profundos que se via o osso.

Seu corpo começou a balançar, incapaz de se manter firme, mas ele ainda temia perder sua Livi se demorasse um passo sequer.

Assim, quando a porta do elevador abriu, ele saiu correndo impacientemente.

Mesmo correndo até ficar tonto e sentir náuseas incontroláveis no estômago, ele não parou.

Até que, ao cruzar o portão da empresa, ele finalmente viu aquela silhueta familiar novamente.

O pânico em seu coração se acalmou, e uma ideia diferente surgiu em sua mente.

Alguns segundos depois, seu olhar tornou-se firme.

Contanto que Livi ficasse ao seu lado, mesmo que fosse por ódio, ele aceitaria.

Pensando nisso, ele pegou o celular para mandar alguém interceptá-la, mas jogou o aparelho longe ao ver algo acima da cabeça de Lívia.

— Cuidado!

 

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