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"A Fuga da Esposa Morta: O Desejo do CEO Obsessivo" Capítulo 10: O Eco do Destino

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O som da explosão foi imenso, mas no hospital, a cinco quilômetros dali, tudo seguia como de costume.

Apenas Bernardo, que acalmava Sthefany com voz suave, teve um momento de distração; seu peito apertou-se com uma dor súbita e inexplicável.

Ao notar a interrupção repentina de Bernardo, Sthefany perguntou confusa: — O que houve, Bernardo?

Bernardo parecia não ouvir; seu olhar tornava-se cada vez mais gélido, e a aura ao seu redor pesava.

O coração de Sthefany afundou, temendo que ele tivesse descoberto algo, e ela intensificou o choro.

Bernardo voltou a si apenas na terceira vez que ela o chamou, e a envolveu nos braços com ternura.

— O que foi? Não tenha medo, estou aqui e ninguém mais ousará te maltratar.

Vendo que ele apenas se distraíra, Sthefany relaxou e começou a dengosa como de costume.

— Você parou de falar de repente, eu achei... achei que tivesse se arrependido, que me achava um fardo e não queria mais cuidar de mim...

Enquanto falava, Sthefany chorava de forma comovente, mas reprimindo os soluços, despertando piedade em quem ouvisse.

Mas desta vez, Bernardo estava distraído e não sentiu nada; pelo contrário, o comentário dela o fez mergulhar de volta em seus pensamentos.

A distração de agora foi porque ele se lembrou subitamente daquele casamento de seis anos atrás.

Aquele casamento doloroso onde a noiva foi trocada e a mulher amada desapareceu.

Até hoje, ao lembrar daquele dia em que estava cheio de expectativas, mas acabou como um morto-vivo, ele ainda sentia palpitações frenéticas.

Aquele dia, durante os três anos em que Lívia esteve sumida, tornou-se o pesadelo de suas noites.

Mas desde que Lívia voltara, ele se tornara gradualmente imune a essa lembrança, até nunca mais pensar nela.

Hoje, por algum motivo, sem estar sonhando, aquela imagem simplesmente invadiu sua mente do nada.

E a dor no peito era tão nítida como se tivesse acabado de acontecer.

Bernardo franziu o cenho involuntariamente, tentando entender o porquê, quando seus braços ficaram vazios.

Ele despertou abruptamente, segurando Sthefany que tentava sair da cama.

— Onde vai? Por que ficou triste de novo?

As lágrimas no rosto de Sthefany já haviam secado; ela virou o rosto, com um olhar de mágoa e teimosia.

— Me solte. Já que o Senhor Bernardo se arrependeu de ter me salvado, eu vou para longe. O melhor seria eu ter morrido logo, para não incomodar o presidente e sua esposa.

Dito isso, ela tentou soltar a mão com força, mas foi puxada de volta para o abraço de Bernardo.

Ele fingiu estar zangado, mas seu tom exalava uma adoração impossível de esconder.

— Chega, pare com esse gênio. É só porque estou exausto de tanto me preocupar com você que me distraí. Deite-se e não me dê mais trabalho.

Dito isso, ele a pressionou de volta na cama, focado apenas em fazê-la dormir, sem pensar em mais nada.

Mas, assim que Sthefany adormeceu, ele saiu do quarto e ligou para Lívia.

Do outro lado, ouviu apenas o aviso de que o celular estava desligado; tentou várias vezes e o resultado foi o mesmo.

Bernardo franziu a testa, o coração falhando algumas batidas, e ligou imediatamente para o assistente.

Mas, até o sinal terminar, ninguém atendeu, exatamente como no caso de Lívia.

O olho direito de Bernardo tremeu subitamente, um presságio que o deixou inquieto.

Seus passos aceleraram involuntariamente em direção ao quarto de Lívia.

Mas o hospital hoje parecia estranhamente agitado.

Do terceiro ao nono andar, fosse nos elevadores ou nos corredores, havia um burburinho constante, como se todos tivessem algo urgente a comentar.

Bernardo não tinha interesse no que diziam, mas, confinado no elevador, foi forçado a ouvir alguns trechos.

— Você viu no grupo? Teve uma explosão de carro lá na Rua Nova.

— Eu vi, tenho até os vídeos. Nenhum pedestre foi atingido, mas dizem que quem estava no carro foi reduzido a cinzas, não sobrou nem os ossos, apenas um documento de identidade.

Bernardo encostou-se ao fundo, com um sorriso de impaciência nos lábios.

Ele não entendia por que as pessoas não cuidavam das próprias vidas e preferiam gastar o dia falando da morte alheia.

Ele não queria mais ouvir; assim que o elevador abriu, ele não hesitou, afastou a multidão e seguiu caminho.

— Com licença, permitam-me passar.

Mas, logo ao sair, ouviu a voz excitada de uma mulher atrás dele.

— Ei, ei, é essa pessoa? Até a foto do documento é tão bonita, que pena. Deixe-me ver o nome... Lí... Lívia, não é?

 

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