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"O Preço do Seu Desprezo" Capítulo 22

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Cinco meses depois, em uma área luxuosa de Anápolis.

No escritório.

Bernardo Silva estava sentado à mesa de trabalho; os documentos diante dele faziam suas belas sobrancelhas se contraírem levemente.

De repente, a porta se abriu e o secretário aproximou-se devagar.

"Presidente, Felipe Souza está de volta", sussurrou o secretário ao seu ouvido.

Bernardo ergueu a cabeça, com as pupilas negras profundas como um abismo: "Conseguir voltar tão rápido é uma prova da capacidade dele."

"Além disso, assim que chegou, ele organizou um banquete na residência da família Silva. O convite foi feito exclusivamente para o senhor. O que devemos fazer—"

"É claro que iremos."

O olhar de Bernardo tornou-se subitamente afiado, e um sorriso desenhou-se em seus lábios: "Um banquete de 'Hongmen', eu gosto disso."

...

Ao entardecer, no quarto.

O pôr do sol caía sobre o meu rosto, de forma melancólica e solitária.

Com seis meses de gravidez, eu já sentia certa dificuldade de locomoção. Acariciei suavemente a barriga, com uma expressão de tristeza.

Até que a porta foi aberta e o homem entrou a passos largos.

"O seu Felipe Souza voltou."

A voz gélida do homem ecoou em meus ouvidos, deixando-me estática no lugar.

"E então?"

Falei com indiferença, embora meus belos olhos já estivessem levemente marejados.

Bernardo apenas lançou um olhar frio: "Você quer vê-lo?"

Meus dedos hesitaram; eu entendia bem o que Bernardo estava pensando.

Mesmo que meu sentimento por Felipe fosse apenas de amizade, nestes últimos meses sofri demais com o que ele decidiu considerar como traição minha.

"Não quero", respondi com o tom mais submisso possível.

Bernardo olhou para mim, com as pupilas negras profundas e insondáveis.

"Vista esta roupa."

O homem jogou um conjunto de luxo em minha direção, sem qualquer emoção no olhar.

Abri-o lentamente em silêncio e percebi que a roupa era um vestido de gala.

"O que significa isso? Você quer que eu o acompanhe a algum banquete?"

Meus olhos tremeram e minha voz soou rouca.

"Você é a Senhora Silva e carrega um filho meu. Não é natural que me acompanhe em um evento?"

Bernardo ergueu levemente o meu queixo, sua respiração quente atingindo o meu rosto.

Novamente "Senhora Silva"...

Fiquei atônita e, após um riso amargo, finalmente não consegui me conter: "Bernardo Silva, você sabia? Houve um tempo em que eu amava ser chamada de Senhora Silva, mas agora sinto aversão, a mesma aversão com que você olhava para mim antigamente."

Olhei para ele, e o brilho das lágrimas em meus olhos o deixou momentaneamente paralisado.

O título e a posição que eu mais desejei um dia, agora ele me dava sem qualquer custo.

E eu já não os queria mais; senti uma pontada de dor no coração.

Bernardo desviou o olhar, com as pupilas mergulhadas na escuridão.

Alice Torres poderia fazer o que quisesse, desde que permanecesse ao lado dele.

"Eu ainda prefiro o seu jeito obediente."

As pontas dos dedos de Bernardo deslizaram lentamente pela minha bochecha pálida, com a voz gélida.

Olhei para as pupilas negras e profundas do homem e, por um instante, senti que era algo trágico.

"Bernardo Silva, você já amou alguém? Você certamente nunca amou, não é?", eu disse.

"Por isso, você nunca soube como é amar uma pessoa. Que trágico."

Minha voz era suave, mas pesou no coração de Bernardo como uma rocha de mil toneladas.

Desde a infância, ninguém o ensinou o que era o amor.

A educação que ele recebeu parecia ser diferente de todas as outras.

Determinação, crueldade e autocracia foram as únicas coisas que Ricardo Silva lhe ensinou.

Olhei para o leve franzir de sobrancelhas do homem e sorri desolada.

"Você não acha que o que estamos fazendo agora é apenas torturarmos um ao outro? O que sente por mim não passa de desejo de posse, e nosso filho não será feliz por causa disso ao nascer."

Bernardo fixou o olhar em meu rosto: "Alice Torres, a criança não precisa de felicidade. Eu farei dele o único herdeiro da família Silva, exatamente como eu fui."

Dito isso, meus olhos tremeram e minhas mãos apertaram o vestido com força.

Por muito tempo não disse mais nada e, ao me virar, as lágrimas não puderam mais ser contidas.

Bernardo recolheu o olhar e lançou um brilho gélido em direção à escrivaninha.

E sobre a mesa, folhas de croquis de design amassadas e rasgadas repousavam silenciosamente.

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