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"O Preço do Seu Desprezo" Capítulo 21

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No dia seguinte, no hospital.

A luz fluorescente e fria incidia sobre o meu rosto pálido.

Olhei para o médico à minha frente, com os olhos trêmulos.

"Senhor Silva, sua esposa está realmente grávida, há pouco mais de um mês", disse o médico, observando a imagem do ultrassom no computador.

Ao ouvir aquilo, senti minha mente desfalecer em vertigem.

Olhei para Bernardo Silva ao meu lado; o homem mantinha os olhos semifechados e os lábios firmemente cerrados.

Eu pensava que estava destinada a ser solitária e sem família neste mundo, mas o destino subitamente me deu uma surpresa tão grande.

Contudo, que tipo de família esse filho enfrentaria ao nascer? O sentimento entre eu e Bernardo já estava em um beco sem saída.

As emoções lutavam e entravam em conflito no meu íntimo; o coração que antes ardia tornou-se gradualmente gélido.

"Doutor, eu não quero esta criança. Pode realizar o aborto para mim?", perguntei em voz baixa, com os olhos marejados.

Meus dedos finos acariciaram suavemente o ventre, sentindo uma desolação profunda.

Ao ouvir o pedido, o médico hesitou por um momento, olhando com dificuldade para o homem alto.

Bernardo não disse nada de imediato, mas suas belas sobrancelhas se contraíram e sua voz soou carregada de fúria:

"Alice Torres, quão cruel pode ser o seu coração?"

"Você acha que eu quero isso?!"

Olhei para Bernardo, sem conseguir mais me conter: "Este também é o meu filho, o meu sangue! Eu apenas não quero que ele nasça para enfrentar pais como nós!"

O quão doloroso é um lar sem amor, eu já senti o suficiente.

Não queria que meu filho passasse por isso novamente.

Bernardo viu o meu colapso, mas achou aquilo irracional.

Ele disse friamente: "Alice Torres, este é um filho da família Silva e está destinado a ser o herdeiro da minha família no futuro. Você não tem o direito de decidir sobre a vida ou a morte dele."

"Voltaremos ao país hoje à tarde. Você ficará quietinha na Mansão Silva cuidando da gravidez, não tem permissão para ir a lugar nenhum."

Dito isso, o homem virou-se e saiu a passos largos.

Caí desamparada no chão, observando com dor as costas gélidas daquele homem.

...

Aeroporto.

Vestindo um vestido longo de lã, fiz um esforço para sorrir ao me despedir da assistente.

"Alice, você ainda vai voltar?", a assistente perguntou em voz baixa.

Olhei através dos vidros do aeroporto; a luz do sol estava radiante.

Senti uma certa nostalgia, cerrei os olhos e disse: "Não voltarei mais."

"Estes foram os três anos mais felizes da minha vida. Obrigada."

A assistente olhou para a sua chefe e, por um instante, seus olhos se encheram de lágrimas.

Pelo visto, ser a dona de uma casa rica não era tão fácil assim...

"A senhora desejava tanto ser uma das melhores designers da Prada, por que..."

Vendo o brilho das lágrimas nos olhos da pequena assistente, acariciei sua cabeça com ternura.

"Neste mundo, há muitas coisas que somos forçados a fazer contra a vontade."

Meus olhos também se encheram de lágrimas enquanto eu passava para ela algumas instruções específicas sobre a continuidade do estúdio.

Espero que ela possa realizar esse sonho por mim.

Enquanto falávamos, uma voz de pressa surgiu.

"Está na hora de ir, Senhora", lembrou o secretário respeitosamente.

Recolhi o meu olhar e ergui a cabeça para conter as lágrimas.

Após um tempo, olhei para a silhueta imponente de Bernardo Silva à frente e disse baixinho:

"Vamos."

...

Vinte horas depois, Mansão Silva, em Anápolis.

Observando a mobília e a decoração que não haviam mudado quase nada em relação a três anos atrás, senti meu coração pesado.

Acariciei levemente o ventre e sentei-me devagar.

Não havia poeira acumulada; os criados da Mansão Silva mantinham a casa impecavelmente limpa.

Como se fosse para cuidar especialmente de mim, agora uma gestante, o chão do quarto fora coberto com camadas de tapetes de veludo para evitar que eu escorregasse.

Bernardo Silva realmente se empenhou por causa do herdeiro da família Silva em meu ventre.

Caminhei sem emitir som, indo da porta do quarto até o portão principal da mansão.

No momento em que ia dar um passo para fora, fui impedida por um criado ao meu lado.

"Senhora, o patrão ordenou que a senhora não pode sair da Mansão Silva sem permissão", disse o criado, curvando-se com uma atitude extremamente respeitosa.

Ao ouvir aquilo, soltei um riso autodepreciativo e não disse nada.

Os dias que viriam seriam muito longos.

Meu filho, apenas espero que sua vida futura não seja tão trágica quanto a minha.

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