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"O Preço do Seu Desprezo" Capítulo 16

正文开头

Duas semanas se passaram, e a lista dos selecionados para as preliminares estava prestes a ser definida.

Passei noites em claro trabalhando nos croquis, mas ainda não havia um sequer que agradasse àquela pessoa.

Através das conversas lentas desses dias, comecei a decifrar alguns elementos que ele apreciava.

Como a cor preta, padrões de nuvens, tons sombrios...

No quarto ao entardecer, o luar caía sobre o meu rosto, belo e solitário.

Eu rasgava página após página de desenhos, mas não conseguia alcançar a sensação certa.

Até que a porta foi aberta e o homem entrou a passos largos.

"Alice Torres, venha aqui."

A voz indiferente do homem ecoou em meus ouvidos. Ergui a cabeça, com as sobrancelhas levemente franzidas.

"Senhor Silva, não está vendo que estou ocupada?"

Nesse meio mês, a trajetória da minha vida resumia-se a ir ao estúdio ou ficar em casa acompanhando-o.

Qualquer movimento precisava da aprovação de Bernardo Silva; ele estava constantemente em guarda contra a minha fuga.

Mas, com Felipe ainda em suas mãos, como eu ousaria fugir...

Bernardo aproximou-se friamente e pegou os desenhos sobre a mesa com sua mão grande.

Um brilho quase imperceptível de satisfação passou por seus olhos.

Após um momento, ele olhou para mim e disse suavemente: "As preliminares da Prada estão quase decididas."

"E então? Veio me dizer que é impossível eu entrar?" Meus olhos tremeram.

Ao ouvir isso, Bernardo disse friamente: "Permitir que você faça design já é o meu limite."

Soltei um riso autodepreciativo: "Então eu ainda deveria agradecer ao Senhor Silva?"

Olhei para o rosto do homem, que escureceu alguns tons, e implorei baixinho: "Bernardo Silva, o que você sente por mim não passa de desejo de posse, e eu posso satisfazer isso."

"Não fugirei mais, contanto que você prometa libertar o Felipe e me deixe participar do concurso."

Bernardo olhou para o meu olhar suplicante e sentiu algo balançar em seu íntimo.

No entanto, quando as palavras saíram, tornaram-se frases gélidas: "Você não tem margem para negociar."

Em um instante, as palavras ficaram entaladas em minha garganta.

Após um longo silêncio, consegui falar com dificuldade: "Uma presa entorpecida pela coerção ou uma presa por livre e espontânea vontade... escolha uma."

Olhei para ele, com os olhos já inundados de lágrimas: "É apenas um concurso, considere como um pedido meu."

Meus dedos se cerraram. Ele sequestrou minha liberdade e queria privar até mesmo o meu direito de perseguir um sonho...

Usei todas as minhas forças para implorar novamente. Se Bernardo não aceitasse, eu não saberia como suportar os dias difíceis que viriam.

Bernardo olhou para o meu apelo, com as pupilas negras profundas como um abismo.

"É bom que você não pense em fugir."

Dito isso, o homem virou-se e saiu, sem olhar para mim nem mais uma vez.

Observando suas costas ao partir, não consegui mais me conter e as lágrimas rolaram pelo meu rosto.

Eu aceitei. Aceitei esse acordo absurdo.

...

No dia seguinte, na área mais luxuosa de Estocolmo.

Diante da janela do escritório, a silhueta de Bernardo Silva era imponente.

O secretário entrou lentamente, colocou uma caixa de presente sobre a mesa e disse respeitosamente: "Presidente, esta é a 13ª peça enviada pela Senhora. Devemos devolvê-la?"

Após um momento, Bernardo virou-se, abriu a caixa com sua mão grande e uma camisa preta com padrões de nuvens surgiu diante dele.

Seus dedos longos tocaram as linhas únicas da camisa, e o semblante de Bernardo permaneceu austero: "Não é necessário. Deixe-a aqui."

"Além disso, o responsável pela Prada me pediu para lhe perguntar se a qualificação da Senhora para o concurso deve..." O secretário observava com cautela o humor instável do presidente.

Acompanhando o presidente por tantos anos, ele ainda não conseguia decifrar a atitude dele em relação à Senhora.

Se dissesse que não a amava, há três anos, quando ela supostamente faleceu, o presidente recusou-se a acreditar e proibiu qualquer um de mencionar o nome dela.

Mas se dissesse que a amava, as coisas que ele fez com ela nesses anos eram realmente incompreensíveis.

Como, por exemplo, este concurso de design...

Enquanto pensava, Bernardo fixou o olhar no secretário, com as sobrancelhas levemente franzidas:

"Deixe seguir normalmente. Não precisa dar tratamento especial só por ela ser a Senhora Silva."

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