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"O Preço do Seu Desprezo" Capítulo 13

正文开头

Bernardo Silva desviou o olhar de seus pensamentos e caminhou a passos largos até parar diante de mim.

Só então recobrei os sentidos, olhando atônita para o homem à minha frente.

"Eu ainda não terminei de arrumar as coisas", eu disse, franzindo a testa. Bernardo não disse nada, apenas pegou lentamente os croquis espalhados sobre a mesa para examiná-los.

"A cor deste lugar deveria ser trocada por azul, as linhas ficariam mais evidentes", ele disse, apontando para uma parte do desenho com um tom de voz indiferente.

Olhei para ele, um tanto atordoada, e não pude mais conter as palavras: "Bernardo Silva, o que você realmente pretende com isso?"

Bernardo nunca havia me tratado dessa forma antes, e essa emoção inexplicável me causava medo.

Bernardo olhou para mim com um olhar de desprezo: "Alice Torres, você é minha esposa. Não há nada de incomum em eu ter quaisquer intenções."

Assim que ele terminou de falar, não consegui mais conter o questionamento, com um brilho úmido surgindo no canto dos meus olhos.

"Bernardo Silva, que tipo de esposa eu sou para você? Uma mulher abandonada que quase foi descartada por você? Por que tem que ser eu? Eu claramente já estou longe de você, por que não me deixa em paz!"

A luz do dia se desvaneceu e a noite caiu oficialmente.

Bernardo desviou o olhar, evitando ver a umidade em meus olhos, e disse friamente: "Eu já disse que você só pode ser minha."

Fiquei paralisada, observando o perfil rígido do homem.

Após um longo silêncio, limpei as lágrimas e soltei um riso de escárnio: "Isso tem algo a ver com você ter me impedido de participar do concurso de design?"

Bernardo olhou para mim, com o olhar levemente gélido: "A Annaveena te contou?"

Meus belos olhos tremeram; respirei fundo e disse: "Bernardo Silva, controlar minha liberdade e ainda querer me privar dos meus sonhos... você me faz sentir medo."

Ao ouvir isso, o corpo imponente do homem estremeceu levemente.

Ele se aproximou de mim, suas pupilas negras exalando um elemento perigoso: "Medo? Todos podem ter medo de mim, menos você, Alice Torres."

"Você é a Senhora Silva. Esse tipo de concurso não condiz com sua posição."

"Além disso, quanta confiança você tem de que pode vencer?"

As palavras gélidas atingiram meu coração. O homem não olhou mais para mim, virando-se para sair.

Eu sabia que Bernardo Silva sempre seria assim; o amor outrora humilde o fazia pensar que tudo em mim também era humilde.

Mas o que ele não sabia era que, longe dele, eu viveria melhor. Afinal, todo o meu sofrimento foi causado por ele...

"E se eu fizer questão de participar?"

Ergui a cabeça, olhando para ele com o olhar determinado. Bernardo parou seus passos e, de relance, viu o conteúdo da loja no computador ao lado.

As palavras que estavam na ponta da língua foram contidas por algum motivo, e ele disse calmamente:

正文1

"Como quiser."

Soltei um suspiro de alívio repentino, mas meu corpo ficou tenso novamente com a frase seguinte do homem. "Arrume-se logo, eu não tenho tanta paciência." Dito isso, ele não parou mais, saindo a passos largos.

...

O carro de luxo seguia lentamente pelo caminho em direção ao centro de vilas mais luxuoso de Estocolmo.

Eu e Bernardo Silva estávamos bem afastados no banco traseiro.

"Sente-se mais perto", a voz grave do homem soou ao meu ouvido. Franzi minhas belas sobrancelhas, permanecendo imóvel.

Bernardo estava prestes a falar novamente quando percebeu que a direção do carro estava errada.

Ele olhou friamente para o banco do motorista; o condutor mantinha o boné bem abaixado.

"Pare o carro."

Com uma ordem ríspida, o veículo foi freado bruscamente.

"Senhor Silva, por favor, comporte-se. Não resista. Nosso pessoal não tem más intenções, apenas queremos enviá-lo de volta ao país."

O motorista já havia sido trocado; sua voz rude e triunfante era nítida dentro do carro. Prendi a respiração, com os olhos trêmulos.

Vi que Bernardo Silva nem sequer piscou, dizendo com desdém: "Felipe Souza só tem essa capacidade?"

Em um instante, Alice Torres ficou paralisada no lugar.

"Volte e diga a ele: se eu for o oponente, eu o matarei com um único golpe sem piedade. Esta é a primeira lição que dou a ele: não superestime suas próprias capacidades novamente."

——————————

Dito isso, Bernardo Silva, com o rosto gélido, agiu num piscar de olhos e o motorista desmaiou instantaneamente.

Sua velocidade foi tamanha que eu nem sequer consegui ver com clareza.

Eu acreditava conhecer Bernardo o suficiente, mas nem sabia que ele dominava artes marciais.

Baixei o olhar, meus olhos transbordando preocupação por Felipe Souza.

Bernardo não se daria ao trabalho de mentir; aquelas pessoas certamente foram enviadas por Felipe.

E o motivo de Felipe ter feito isso, com certeza, era por minha causa.

Mas Felipe é apenas um médico, ele não é como Bernardo, que foi treinado de forma implacável por Ricardo Silva desde a infância.

Em termos de frieza e crueldade, ninguém se compara a ele.

"Por que ainda não fomos embora? O Felipe não pretendia te matar, ele só queria que você não interferisse na minha vida."

Minhas sobrancelhas estavam fortemente franzidas.

Bernardo olhou para o modo como eu defendia Felipe, e uma aura de violência tingiu seu semblante: "Interferir na sua vida, ou na vida de vocês dois?"

Não respondi, apenas olhei para fora da janela com o cenho franzido; dar explicações demais a Bernardo nunca adiantava, ele jamais acreditaria.

"Alice Torres, lembre-se: você é minha propriedade."

Bernardo olhou para mim, palavra por palavra.

Havia em seus olhos uma frieza e uma profundidade que eu nunca vira antes.

Em pouco tempo, uma multidão começou a cercar o local.

Bernardo desceu do carro, um brilho de ferocidade passando por suas pupilas negras.

Rapidamente, o grupo foi nocauteado, deixando um rastro de gemidos de dor.

正文2

Bernardo moveu o cotovelo dolorido, dirigindo-me um olhar gélido.

Sob a luz fraca do poste, os olhos negros e estreitos do homem eram afiados como os de um lobo solitário na noite; sua postura era fria e opressora.

Era como se estivesse me declarando que ninguém pode roubar o que pertence a Bernardo Silva...

Tarde da noite, na zona de vilas de Estocolmo.

Segui o homem com o olhar baixo.

"Você ficará temporariamente aqui. Quando meus assuntos terminarem, voltaremos juntos para o país; você ainda é a Senhora Silva." Bernardo abriu a porta do quarto.

Não respondi, apenas coloquei silenciosamente minha bagagem dentro do cômodo.

"...Eu não poderia não voltar? Pelo menos até eu terminar de participar do concurso." Minha voz era fraca, quase como um súplica.

Bernardo lançou-me um olhar frio: "O que você acha?"

Soltei um riso autodepreciativo, observando a decoração luxuosa.

Seria esta a gaiola que ele preparou para mim?

"O que a Camila Lins pensaria se soubesse disso, Senhor Silva?"

Após um tempo, ergui a cabeça e o encarei com um sorriso sarcástico.

Bernardo fixou o olhar em mim, suas mãos longas sob o paletó se agitando levemente: "Se o seu problema é a Camila Lins, ela já foi enviada por mim para o exterior."

Por um instante, fiquei atônita.

Eu lembrava que Camila Lins era o tesouro que ele mais protegia.

Agora, como ele teria coragem de mandá-la para fora do país?

Sem ânimo para pensar mais, esfreguei minhas palmas suadas e disse baixinho: "Quero ficar sozinha um pouco, por favor, saia."

Bernardo olhou para mim, a escuridão em seus olhos era profunda.

Sua mão grande acariciou meu rosto pálido, com palavras gélidas:

"Alice Torres, eu ainda preferia o seu jeito obediente de três anos atrás."

Dito isso, o homem retirou a mão e, sem hesitar, partiu a passos largos.

...

Observei a porta ser fechada e me agachei no chão, desamparada.

Sabendo de tudo o que Felipe fizera por mim, a culpa me consumia.

Se algo realmente acontecesse com Felipe, eu seria uma pecadora imperdoável...

Peguei o celular e, com os dedos trêmulos, encontrei o contato: Felipe Souza.

Insisti nas chamadas até que, finalmente, a ligação foi atendida.

"Felipe, você está bem? Sinto muito, eu te envolvi nisso", disse baixinho, com lágrimas brilhando nos olhos.

A voz masculina do outro lado soava visivelmente mais cansada: "Estou bem, Alice. Não se preocupe comigo, eu subestimei o Bernardo Silva, não imaginei que ele—"

De repente, com um estrondo, a porta do quarto foi aberta.

Vi nitidamente o rosto sombrio do homem contra a luz.

Meu coração afundou violentamente e o celular escorregou lentamente do meu ouvido.

Olhei estupefata para o homem na porta, as palavras presas na garganta.

Bernardo caminhou em minha direção com o rosto gélido; o quarto estava tão silencioso que se podia ouvir o cair de uma agulha.

Seus olhos negros pareciam querer me devorar instantaneamente—

"Alice Torres, quantas vezes você se encontrou com o Felipe Souza pelas minhas costas?"

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