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"O Preço do Seu Desprezo" Capítulo 7

正文开头

Fora do tribunal, a neve pesada caía sem parar.

Quando Felipe recebeu a notícia e chegou apressado, viu-me sendo levada sob custódia; o vazio mortal em meus olhos fez o coração dele estremecer.

"Alice, eu sei que você foi injustiçada, você—"

"Ela já se declarou culpada."

A voz gélida veio de trás de mim, e então Bernardo Silva saiu com o rosto rígido:

"Vida por vida. O jovem mestre Souza não tem medo de ter pesadelos à noite por se interessar por uma mulher tão cruel?"

Meus passos pararam, e senti um reviravir no peito; minhas entranhas pareciam se contorcer em agonia.

Bernardo realmente tinha o dom de saber exatamente como me ferir.

Felipe não aguentou mais, deu um passo à frente e agarrou com força o colarinho de Bernardo Silva:

"Bernardo Silva, sua consciência não dói por caluniar a Alice desse jeito? Ela é sua esposa! Você vai se arrepender um dia!"

Bernardo olhou com frieza para o homem que o ofendia:

"Arrependimento? A coisa de que mais me arrependo nesta vida foi ter casado com ela."

Dito isso, ele empurrou Felipe com força e olhou para mim com nojo:

"Mandarei entregarem o acordo de divórcio na prisão. A partir de hoje, você não é mais a Senhora Silva."

As vozes entravam nitidamente em meus ouvidos; cada sílaba de desconfiança espezinhava minha dignidade.

Contive o gosto metálico de sangue que subia à boca, incapaz de dizer uma palavra.

Apenas observei com um olhar vazio as costas implacáveis do homem até que ele entrasse no carro e partisse; só então desabei, vomitando sangue.

"Alice!"

"Ambulância! Chamem uma ambulância agora!"

Vi o Maybach preto se afastar e minha consciência começou a desaparecer, mas ainda pensava: que bom que Bernardo não viu isso, senão ele diria novamente que estou fingindo estar doente.

Desta vez, finalmente consegui preservar um pouco de dignidade...

Em um estado de torpor, senti-me ser erguida para dentro da ambulância.

Ao meu ouvido, a voz preocupada de Felipe parecia ora próxima, ora distante.

"Alice, acorde, não durma!"

"Aguente firme, eu vou dar um jeito de limpar seu nome..."

Tentei responder, mas assim que abri a boca, jorrou mais sangue.

Até respirar tornou-se exaustivo. Eu sabia que estava morrendo.

A sirene da ambulância soou e a neve em Anapolis caía cada vez mais forte. Quando os flocos densos bailavam com mais intensidade, finalmente abri meus olhos.

Virei a cabeça com esforço, olhando pela janela do carro; meu rosto pálido mostrava um alívio:

"Felipe, a neve lá fora está tão... animada."

Os olhos de Felipe ficaram vermelhos instantaneamente.

Quão solitária deve ter sido a vida dessa mulher para achar uma nevasca "animada"?

"Quando você melhorar, poderá ver a neve muitas vezes."

Felipe provavelmente já suspeitava de algo e continuou, contendo a emoção.

"No futuro, poderemos convidar muitos amigos para ver a neve juntos. Todos vão conversar, brincar e te acompanhar nas coisas que você gosta."

正文1

Sorri levemente, e minha voz ficava cada vez mais fraca:

"Essa vida que você descreveu... soa tão bem..."

Infelizmente, não poderei vivenciá-la.

Nesta vida, o amor e o calor que busquei nunca se realizaram.

Quando era pequena e excluída pelas crianças do orfanato, desejei enquanto disputava comida com cães de rua: se eu tivesse um pai e uma mãe, eles com certeza me protegeriam...

Ao ser levada de volta para a família Lins e ver o favoritismo para com a Camila, pensei se eu não era boa o suficiente; se eu me esforçasse mais, será que eles gostariam de mim?

Mas quanto mais eu me esforçava, mais era detestada.

Depois de casar com Bernardo Silva, dediquei-me inteiramente a ele, vivendo como uma serva disponível vinte e quatro horas por dia, esperando ordens.

Minha vida foi como se tivesse sido esquecida pela felicidade, sem fim.

Se houver uma próxima vida...

Estendi meus dedos, querendo tocar um floco de neve; imagens do passado passavam como um filme em minha mente, parando finalmente no rosto severo de Bernardo Silva.

"Se houver uma próxima vida, eu espero... que alguém... me acompanhe..."

Dito isso, minha mão caiu sem forças.

Ao mesmo tempo, a ambulância cruzou caminho com o Maybach preto. Dentro do Maybach.

O coração de Bernardo Silva pesou de repente, como se algo importante tivesse partido; uma angústia e opressão indescritíveis.

Ele olhou instintivamente para a ambulância ali perto, mas antes que pudesse ver direito, o celular tocou.

Atendeu com irritação; do outro lado vinha o relato urgente do assistente:

"Senhor Silva, houve um problema na cooperação com a Empresa H dos EUA, precisamos que você viaje a negócios imediatamente por três dias."

"Está bem."

Desligou o telefone, com as sobrancelhas franzidas. Fora da janela, o som barulhento da ambulância ficava cada vez mais distante.

...

Três dias depois, na Mansão Silva. Bernardo Silva retornou em um jato particular após resolver a cooperação urgente.

Foram apenas três dias, mas pareceram três anos; havia uma inquietação persistente em seu íntimo.

Ao abrir a porta de casa, o cheiro de incenso que o atingiu fez suas sobrancelhas se contraírem.

Entrou na sala e, ao erguer os olhos, deparou-se com o retrato fúnebre de Alice Torres bem no centro!

Vovô Ricardo virou-se ao ouvir o som e, ao ver quem era, gritou em luto e fúria:

"Seu infeliz, você ainda tem coragem de voltar!"

A bengala bateu pesadamente no chão, soando como um lamento fúnebre.

"Vovô, o que o senhor faz aqui?"

Bernardo franziu o cenho.

O que era tudo aquilo?

Ele não tinha enviado o avô para o exterior em férias?

Como ele voltou tão rápido?

Vovô Ricardo, ao ver Bernardo agindo assim, percebeu que seu "bom neto" nem sequer tinha consciência do erro.

Irritado, apontou para a foto em preto e branco:

"Você sabia que sua esposa, Alice Torres, morreu? Foi morta por você!"

O coração de Bernardo falhou uma batida por um instante; a inquietação dos últimos três dias tornou-se clara, mas logo foi substituída por uma sensação de absurdo.

Alice Torres estava bem no tribunal há apenas três dias; como ela poderia ter morrido em tão pouco tempo?

Aquela mulher adorava atuar, com certeza era mais um de seus planos.

Ele bufou e disse com desdém:

"Como alguém tão egoísta como a Alice Torres poderia morrer? Vovô, ela te implorou para voltar, com certeza querendo que o senhor a livrasse da culpa, não é?"

"Ela é realmente poderosa, conseguiu até mandar uma mensagem para o senhor de dentro da prisão. Mas, mesmo que o senhor tenha voltado, será inútil."

"No dia do acidente, às 19h47, o vídeo dela dirigindo para matar foi gravado. As provas são sólidas; ela deve ficar na prisão para pagar pelos seus crimes!"

Vovô Ricardo já estava sem palavras de tanta raiva. Bernardo, convencido de que sua suposição estava correta, olhou ao redor do andar de cima e gritou com o rosto sombrio:

"Alice Torres, saia já! A prisão é o lugar onde você deve estar!"

De repente, com um estrondo, a porta principal foi escancarada brutalmente!

Felipe Souza, vestindo um terno preto, entrou contendo a fúria e jogou um documento de transferência de testamento e o vídeo de vigilância da cafeteria na frente de Bernardo Silva—

"Bernardo Silva, tenha um pouco de decência! No dia do acidente, às 19h47, a Alice estava confirmando o conteúdo do testamento com o advogado! Ela deixou todos os bens dela para você!"

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