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"O Preço do Seu Desprezo" Capítulo 2

正文开头

Talvez o vinho da noite anterior fosse forte demais, ou talvez a noite estivesse inebriante além da conta.

Após três anos de casamento, finalmente me tornei esposa de Bernardo Silva de fato.

Foi uma noite de entrega total.

Quando os primeiros raios de sol da manhã iluminaram a cama impecável, acordei lentamente.

As dores no corpo me lembravam da intensidade da noite passada. Olhei para o lado e o homem já não estava lá; da varanda, vinham sons abafados de uma conversa.

Sob a luz forte do sol, Bernardo estava de pé, com sua silhueta imponente, e um celular no viva-voz sobre o parapeito da janela.

"Ouvi dizer que o seu velho sempre quis um neto. Você passou a noite inteira na Mansão Royal Garden e não saiu. Será que ela finalmente te conquistou?"

Prendi a respiração, agarrando os lençóis com nervosismo. Como Bernardo responderia? Haveria, ao menos, um pingo de afeição?

Segundos depois, veio uma resposta carregada de um sarcasmo familiar e cruel:

"Foi só diversão. Ela acha que está à minha altura?"

Naquele momento, senti como se mãos invisíveis estivessem apertando meu pescoço; respirar tornou-se um fardo.

Não conseguia mais ficar ali. Saí da cama às pressas, juntei minhas roupas espalhadas pelo chão e fugi, sentindo-me humilhada.

De volta ao quarto principal, não demorou muito para ouvir o som do motor do carro do lado de fora. Bernardo tinha ido embora novamente.

Envolvi-me em um roupão e parei junto à janela, observando a traseira do carro desaparecer na esquina.

Mesmo tendo consumado o casamento como eu desejava, e mesmo sabendo que ele não me amava... naquele instante, meu coração ainda doía.

Pela manhã, o Vovô Ricardo ligou.

Disse que, com toda aquela neve, eu não precisava visitá-lo, que deveria aproveitar para ficar com Bernardo e dar a ele um bisneto o quanto antes.

Senti meu nariz arder; o Vovô Ricardo era uma das poucas pessoas neste mundo que ainda me oferecia algum calor humano.

No entanto, temo que nesta vida eu vá decepcionar sua expectativa de ter um bisneto.

Desliguei o telefone e, antes que pudesse organizar meus sentimentos melancólicos, recebi uma mensagem de Camila Lins:

"Quer saber por que o Bê dormiu na sua casa ontem à noite? Venha ao café da Rua Antares, precisamos conversar."

Mensagens provocativas como essa eu recebi às dezenas nos últimos três anos.

O habitual seria apagar e ignorar, mas agora, a angústia no peito era impossível de conter.

Quanto Bernardo gostava de Camila para, logo após sair da minha cama, contar tudo a ela?

Uma hora depois, no café da Rua Antares.

Assim que me sentei, Camila me entregou um exame de ultrassom com um olhar triunfante:

"Estou grávida. É do Bernardo."

Por um instante, perdi os sentidos, meu corpo ficou rígido. Eles... iam ter um filho?

Cerrei os dentes, com os dedos tremendo sob a mesa:

"O Bernardo disse na noite de núpcias que não gostava de crianças. Você deve estar mentindo..."

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"Como você é estúpida. O Bê só não gosta de filhos gerados por você." Camila observou meu rosto empalidecer e sentiu-se ainda mais satisfeita: "Ele disse que logo dará um sobrenome oficial ao meu bebê. Se você não quiser ser odiada por completo, peça o divórcio agora."

Meu coração batia com tanta dificuldade que nem percebi quando Camila foi embora.

Fiquei sozinha no café por muito tempo, e só voltei para casa, atordoada, quando a noite caiu. Ao abrir a porta, tive a surpresa de ver Bernardo sentado no sofá, com um cigarro na boca.

Hoje não era dia de visita obrigatória, nem uma data especial.

Por que ele voltaria?

Ele teria vindo especialmente por minha causa?

Apresssei o passo em direção ao sofá, com o coração acelerado de forma incontrolável.

No segundo seguinte, o homem ergueu o olhar, com uma expressão afiada o suficiente para me atravessar.

Meu peito se apertou e, então, vi Bernardo apagar o cigarro com impaciência:

"O que eu mais detesto é essa sua cara de quem está prestes a morrer."

As palavras foram como água gelada, apagando instantaneamente qualquer rastro de alegria em mim.

Baixei a cabeça, humilhada, e então ouvi o som seco de papéis sendo jogados sobre a mesa de centro.

Bernardo ordenou:

"Assine logo!"

Olhei para o documento e as palavras "Acordo de Divórcio" saltaram aos meus olhos.

O ar ao redor pareceu esfriar dez graus de uma só vez. Fiquei paralisada, com a mente em caos. Tentei falar, mas minha voz estava embargada de amargura.

Passados alguns segundos, engoli em seco com dificuldade e encarei o homem à minha frente: "Você quer se divorciar de mim por causa da Camila Lins?"

Bernardo olhou para meus olhos marejados e, por algum motivo, o sarcasmo que estava na ponta de sua língua não saiu. Ao ver o silêncio dele como uma confirmação, meu coração doeu violentamente outra vez.

"Se eu também ficasse grávida... você não se divorciaria?" Perguntei em voz baixa, como em uma última tentativa desesperada.

Desta vez, Bernardo fechou o semblante e avisou com frieza: "Se você quer que duas vidas terminem de uma só vez, então engravide."

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Do lado de fora da janela, o vento frio rugia. Ele gelava toda a casa e também esfriava completamente o meu coração.

Com o coração totalmente gélido, acabei ficando mais lúcida.

Nunca entendi com tanta clareza e certeza como agora: Bernardo Silva jamais me amaria.

Sendo assim, por que não viver com um pouco de dignidade antes de morrer?

Mesmo que ele me odiasse, seria melhor do que ser uma estranha sem qualquer conexão.

Ergui o olhar para Bernardo e recusei pela primeira vez: "Eu não aceito o divórcio. Além disso, o vovô jamais permitiria que Camila Lins se tornasse a nora da família Silva; do contrário, você pode esquecer as ações da empresa".

"Você está me ameaçando?"

A raiva transbordava no olhar gélido de Bernardo, que me encurralou contra a parede.

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Olhando para aquele homem de rosto sombrio, de repente sorri, embora meus olhos estivessem marejados: "Como eu ousaria te ameaçar? Eu estou te implorando..."

Tomei coragem e envolvi o pescoço dele com meus braços, enquanto lágrimas escorriam pelo canto dos meus olhos:

"Eu só quero que você seja meu marido de verdade por um mês. Depois disso, farei qualquer coisa que você quiser".

Bernardo me empurrou com irritação:

"Você é uma mulher simplesmente irracional". Dito isso, ele se virou e saiu.

Caí no chão gelado, observando suas costas frias, sentindo um vento gelado soprar da minha garganta até o fundo do meu coração.

"Cof, cof..."

Cobri a boca, mas não consegui conter o sangue que escorria lentamente por entre meus dedos...

Meu corpo estava se degradando mais rápido do que eu imaginava.

No dia seguinte, tive que ir ao hospital.

Meu médico assistente, Dr. Felipe Souza, insistiu mais uma vez: "Fique internada para o tratamento. Se continuar assim, você não aguentará nem mais meio mês..."

Balancei a cabeça: "Não é necessário, apenas me receite alguns analgésicos".

Eu ainda esperava pela resposta de Bernardo; essa era, provavelmente, a última expectativa da minha vida...

Uma hora depois, após pegar os remédios e sair da farmácia, dei de cara com Bernardo e Camila Lins.

Por um instante, senti como se minha respiração fosse parar. Camila, de forma provocativa, entrelaçou o braço no de Bernardo, com um olhar de triunfo.

Apertei os analgésicos em minha mão e, antes que eu pudesse dizer algo, Bernardo me acusou injustamente:

"Alice Torres, você chegou ao cúmulo de nos seguir até o hospital! Você realmente levou a perseguição ao extremo!"

De repente, minha resiliência foi completamente destruída.

O quanto Bernardo me odiava para achar que tudo o que eu fazia era errado?

Se era assim, então farei como ele deseja e irei até o fim no erro.

Ergui a cabeça, escondendo a dor em meus olhos, e caminhei calmamente até Bernardo: "Não estou me sentindo bem agora. Acompanhe-me para casa imediatamente".

Bernardo agiu como se tivesse ouvido uma piada e nem sequer me olhou nos olhos: "Louca".

Enquanto me insultava, continuou caminhando com Camila. No entanto, ao passarem por mim, segurei o braço dele.

Mostrei meu celular fazendo uma ligação para Bernardo, com uma determinação nunca vista antes:

"Já liguei para o Vovô Ricardo. É melhor você pensar bem se quer ou não me acompanhar até a Mansão Silva".

O rosto de Bernardo tornou-se subitamente sombrio como gelo, e seus olhos negros me fuzilaram:

"Alice Torres, você realmente se superou!"

Dito isso, ele largou Camila e caminhou para fora do hospital.

Guardei o celular e, sob o olhar de puro ódio de Camila, segui Bernardo. Pela primeira vez em três anos, ganhei de Camila, mas não consegui sorrir nem um pouco.

Pouco depois, na Mansão Silva, Bernardo e eu entramos na sala um atrás do outro, mantendo uma grande distância, como inimigos.

Vovô Ricardo, sentado em sua poltrona de jacarandá, olhou insatisfeito para Bernardo:

"Finalmente voltaram, mas por que agem de forma tão distante? Quando é que vou poder segurar um bisneto nos braços?!"

Parei abruptamente, baixando o olhar com amargura. Eu mal tinha mais alguns dias de vida, como poderia ter um filho...

Enquanto pensava nisso, a voz de Bernardo soou subitamente:

"Ela já está grávida".

Ergui a cabeça bruscamente, com os olhos arregalados, olhando para Bernardo que se aproximava. Por que ele estava mentindo?

Em seguida, vi Bernardo se inclinar levemente e dizer em um tom que apenas nós dois pudéssemos ouvir:

"Eu ficarei com você por um mês, mas você deve fingir que está grávida para ajudar o filho que Camila está esperando a se tornar o herdeiro de toda a fortuna da família Silva!"

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