"Cinzas do Passado: O Renascimento de Clarice" Capítulo 21
Isabella ficou paralisada por um instante, e logo um brilho de esperança surgiu em seus olhos: — Arthur, você finalmente...
— Me perdoe — Arthur a interrompeu. Seu olhar era calmo, mas carregava um distanciamento que fez o coração dela esfriar. — Eu deveria ter deixado tudo claro para você muito antes.
O sorriso no rosto de Isabella congelou.
— Muito antes de eu... — Arthur fez uma pausa, como se estivesse resgatando um ponto no tempo distante e nublado. — Muito antes de eu mesmo perceber, eu já me apaixonara por ela.
Isabella sentiu como se tivesse sido atingida por um raio. Ela recuou abruptamente, arregalando os olhos em descrença: — O que você disse? Arthur! Ficou louco?! Você a ama? Aquela vagabunda que causou a morte do seu irmão?!
— Não fale dela desse jeito. — A voz de Arthur tornou-se subitamente gélida e seu olhar ficou afiado. — Sobre o que aconteceu com meu irmão, foi ela quem chamou a polícia. Mas quem a violou foi o meu irmão. O erro foi dele, não dela.
Isabella reagiu como se ouvisse a maior piada do mundo, sua voz tornando-se estridente: — Arthur! Você tem noção do que está dizendo?! Por causa de uma morta, você vai desistir de vingar seu próprio irmão?! Você ainda a defende?! E eu? Eu esperei por você todos esses anos! Eu te amei por tanto tempo! O que eu sou para você?!
— Isabella — Arthur levantou-se e caminhou até a janela, ficando de costas para ela. Sua voz era grave. — Pela consideração que tenho por termos crescido juntos, eu lhe peço desculpas. Mas sobre aquela vez no hospital, você jogou água fervente nela de propósito. No banquete, você incentivou a Letícia e as outras a humilharem-na, e até a drogou... Você realmente achou que eu não sabia?
O rosto de Isabella empalideceu instantaneamente.
— Eu... — ela abriu a boca, tentando se defender.
— Já chega. — Arthur virou-se e olhou para ela. Não havia nenhum calor em seu olhar, apenas um tédio gélido. — Saia. Não quero ver você de novo. A partir de hoje, todas as parcerias entre o Grupo Isabella e as empresas Pei estão encerradas.
— Você... — Isabella tremia de raiva, e as lágrimas transbordaram. — Arthur! Você vai se arrepender! Você com certeza vai se arrepender!
Ela avançou, agarrando documentos, o porta-canetas, porta-retratos... tudo o que conseguia alcançar sobre a mesa de trabalho, arremessando tudo loucamente ao chão!
— Você quer procurá-la?! Pois procure! Vou quebrar tudo o que é dela! Quero ver como você vai encontrá-la! — ela gritava de forma histérica, como uma fera enfurecida.
Arthur apenas observava com frieza, até que ela agarrou o único objeto que restava sobre a mesa: um pequeno e simples enfeite de gato de cerâmica. Clarice o havia comprado em uma banca de rua logo que se mudaram para a mansão; era barato, mas ele se lembrava de que ela sorrira muito feliz naquele dia, dizendo que parecia um gato que ela tivera na infância.
— Solte isso. — A voz de Arthur não era alta, mas carregava uma pressão gélida e inquestionável.
Isabella foi intimidada pela ferocidade repentina que emanou dos olhos dele. Sua mão tremeu e o gato de cerâmica escorregou. Arthur avançou rápido e o pegou antes que atingisse o chão.
O gatinho estava intacto. Ele o segurou com cuidado na palma da mão, acariciando levemente a superfície fria da porcelana com o polegar. Então, ergueu a cabeça e o olhar que dirigiu a Isabella era cortante como gelo.
— Pedi para que os seguranças a acompanhassem para fora por respeito ao nosso passado — disse ele pausadamente. — Agora, caia fora.
Isabella, aterrorizada pelo instinto assassino em seu olhar, recuou dois passos. Finalmente percebeu que o Arthur à sua frente não era mais o amigo de infância que a tolerava e protegia. Ela saiu correndo, tropeçando e chorando.
Arthur baixou a cabeça, olhando para o pequeno gato de cerâmica em sua mão. Era um dos poucos vestígios que ela deixara. Ele caminhou em meio à bagunça de cacos no chão e se agachou. Ignorando os fragmentos afiados, começou a recolher, um por um, os pequenos objetos que pertenciam a Clarice.
Uma caneta-tinteiro velha que ela usara. Um romance que ela folheara, com um marcador de folha de ginkgo já seca entre as páginas. Uma caixa de vime onde ela guardava miudezas. Cada peça estava coberta de poeira e até havia sido pisoteada por Isabella. Mas ele as recolheu com cuidado, limpando-as com um lenço e guardando-as no fundo de uma gaveta, como se estivesse coletando o último suspiro da presença dela no mundo.
Após ser retirada do prédio da empresa pelos seguranças, Isabella sentiu-se perdida. Não acreditava que Arthur a trataria daquela forma. Ela foi procurar Bernardo.
O assistente de Bernardo barrou a entrada, educado porém distante: — Sinto muito, Srta. Isabella, o Sr. Bernardo não está. Ele deu ordens para não ver ninguém recentemente, especialmente a senhora.
Isabella ficou parada diante da empresa de Bernardo, observando a multidão passar. Pela primeira vez, sentiu um frio e um pânico dilacerantes. Arthur não a queria mais. Bernardo recusava-se a vê-la. A família dela, devido ao comportamento impudente de Isabella e à retirada súbita de capital e encerramento de parcerias por Arthur, mergulhou em uma crise gigantesca.
Seu pai ligou para ela, descarregando uma enxurrada de insultos, dizendo que ela ofendera Arthur e prejudicara todo o clã. Sem saída e movida por pânico e ciúme extremos, Isabella tomou uma decisão estupidamente fatal.
Ela aliou-se ao maior rival comercial de Arthur, um homem de idade que há muito cobiçava os negócios da família Pei. Usou segredos comerciais que ouvira e vira sem querer na presença de Arthur como moeda de troca, buscando apoio financeiro e o prazer de se vingar dele.
No entanto, ela subestimou Arthur. E subestimou a vigilância paranoica e o desejo de controle que ele desenvolveu após descobrir que Clarice poderia estar viva. O contato dela com o rival foi rapidamente detectado pelos homens de Arthur. As provas foram coletadas e registradas em tempo recorde.
Uma semana depois, Isabella foi levada de casa por agentes de crimes econômicos. As acusações eram: espionagem industrial, violação de segredo comercial e fraude financeira. As provas eram irrefutáveis e os valores envolvidos, astronômicos. A família dela tentou de tudo para protegê-la, mas Arthur estava determinado a fazê-la pagar.
No fim, Isabella foi condenada a dez anos de prisão.
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