"Cinzas do Passado: O Renascimento de Clarice" Capítulo 13
Arthur permaneceu em silêncio por um longo tempo.
Foi um silêncio tão prolongado que o sorriso no rosto de Isabella começou a vacilar.
Então, ele ergueu a mão, segurou gentilmente os dedos dela que envolviam sua cintura e, de forma lenta, porém firme, os afastou.
— Isabella — a voz dele soou baixa, carregada de um cansaço indescritível —, vá para casa agora.
Isabella ficou paralisada. Ela recuou um passo, olhando para ele sem acreditar: — ... Por quê? Arthur, o que você quer dizer com isso? Nós...
— Eu preciso de tempo — Arthur a interrompeu, levantando-se e caminhando até a janela panorâmica, ficando de costas para ela. Sua silhueta, sob a luz âmbar suave, parecia extraordinariamente solitária e distante.
— Eu preciso de... um pouco de tempo — ele repetiu, com a voz leve como um suspiro.
Isabella permaneceu onde estava, encarando as costas frias dele.
O sorriso terno desapareceu completamente, substituído por uma mistura de choque, mágoa e um traço imperceptível de pânico e fúria.
Ela mordeu o lábio inferior e, por fim, sem dizer mais nada, virou-se e saiu, batendo a porta com força ao partir.
O estrondo da porta ecoou pela mansão vazia, ressoando por um longo tempo.
Arthur continuou diante da janela, imóvel, como se aquele barulho não tivesse nada a ver com ele.
Alguns dias depois, Arthur viajou para a Europa por três dias para participar de uma videoconferência multinacional de emergência.
Assim que ele partiu, Isabella apareceu na mansão. Ela trouxe consigo várias pessoas e entrou na propriedade de forma arrogante.
— Joguem tudo isso fora — Isabella ordenou, apontando para vários objetos de decoração na sala que Clarice havia escolhido pessoalmente. Seu tom era de puro desprezo: — Isso é um soco nos olhos. Substituam pelos que eu trouxe.
— E estas cortinas, as cores são pálidas demais. Troquem por dourado champanhe.
— Todos estes utensílios na cozinha, troquem tudo. Usem aquele conjunto de porcelana que mandei fazer sob medida.
Como se fosse a dona da casa, ela comandava os funcionários para limpar cada vestígio deixado por Clarice na mansão.
Por fim, ela chegou à suíte principal. Ao olhar para a cama larga, um brilho de asco passou por seus olhos.
— Colchão, lençóis, travesseiros... toda a roupa de cama, quero tudo novo — ela instruiu. — As coisas velhas, joguem tudo fora. Não deixem sobrar nada.
Os trabalhadores que ela trouxe eram ágeis e logo empacotaram as roupas e pertences de Clarice, incluindo alguns livros que ela costumava ler e uma caixa de veludo onde guardava joias, jogando tudo em sacos de lixo pretos.
— Limpem tudo perfeitamente — Isabella disse satisfeita ao ver o quarto renovado, falando para sua assistente. — Quando o Arthur voltar, daremos uma surpresa a ele.
Três dias depois, Arthur retornou da viagem.
Ao entrar na mansão, ele percebeu imediatamente que algo estava errado.
A disposição da sala havia mudado. As cortinas foram trocadas. No ar, flutuava um perfume forte e desconhecido.
Ele franziu o cenho e subiu ao segundo andar. A porta da suíte principal estava aberta.
Ao entrar, viu que o quarto estava quase irreconhecível.
Os lençóis e colchas eram de um estilo luxuoso estranho, a penteadeira estava repleta de cosméticos caros que não pertenciam a Clarice e o cheiro de purificador de ar era pungente.
Ele abriu a porta do closet. Todas as roupas, sapatos e bolsas de Clarice haviam desaparecido.
No lugar deles, roupas e acessórios de Isabella ocupavam a maior parte do espaço.
O rosto de Arthur escureceu instantaneamente. Ele desceu as escadas e chamou o governante.
— Quem mexeu nas coisas do meu quarto? — sua voz era gélida.
O governante respondeu trêmulo: — Foi... foi a Srta. Isabella. Ela disse... disse que ajudaria a organizar tudo para o senhor...
— Onde estão as coisas da Clarice?
— A Srta. Isabella disse que... eram coisas velhas, que traziam má sorte, então... pediu aos empregados para empacotar e... jogar fora...
— Onde jogaram?! — a voz de Arthur subiu de tom repentinamente, carregada de uma fúria aterradora.
O governante estremeceu: — De-deve estar no ponto de coleta de lixo na porta dos fundos... o caminhão só virá buscar amanhã cedo...
Sem dizer mais nada, Arthur correu em direção à porta dos fundos. Num canto não muito longe dali, estavam empilhados vários sacos de lixo pretos gigantescos. Arthur avançou sobre eles, rasgando os sacos como um louco.
Lá dentro, estavam de fato os objetos familiares que pertenciam a Clarice: roupas amassadas, livros espalhados e algumas miudezas. Ele se ajoelhou no chão sujo, ignorando as aparências e a sujeira, procurando desesperadamente em meio ao que havia sido descartado como lixo.
Seus dedos foram cortados pela borda de um saco plástico, mas ele nem percebeu as gotas de sangue surgindo. Finalmente, no fundo de um dos sacos, ele sentiu um objeto pequeno, frio e duro. Com as mãos trêmulas, ele o retirou.
Era uma caixinha de veludo, pequena e discreta, já coberta de poeira e manchas. Ele a abriu. Estava vazia. Apenas no forro do fundo, bordado com fios de prata extremamente finos, havia duas letras quase imperceptíveis: C.L. (iniciais localizadas para Clarice).
Era a caixa onde ela guardava sua aliança de casamento. Ela ficara com o anel, usando-o no dedo quando foi transformada em cinzas pelo incêndio, junto com o "penhor" que ele lhe dera. E aquela caixinha insignificante, agora vazia, fora jogada ali como lixo.
Arthur apertou a pequena caixa de veludo com tanta força que as juntas dos seus dedos ficaram brancas.
Ajoelhado ao lado da pilha de lixo malcheirosa, ele baixou a cabeça, com os ombros tremendo levemente.
Depois de muito tempo, ele se levantou lentamente, ainda segurando a caixa.
Ao voltar para a mansão, encontrou Isabella descendo as escadas, atraída pelo barulho.
Vendo-o naquele estado deplorável e segurando a caixa velha e suja, ela hesitou por um segundo antes de sorrir e caminhar rapidamente até ele.
— Arthur! Você voltou! — ela disse alegremente.
— E então? Gostou de como redecoramos? Não sente que a casa inteira ficou mais iluminada? Eu já não suportava aquelas coisas velhas e, aproveitando que você não estava...
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