"O Amor que Perdi no Pôr do Sol" Capítulo 10
Mulheres com maquiagens vibrantes tentavam se aproximar dele a todo momento, mas eram afugentadas por seu olhar gélido. Henrique não conseguia entender; eles se amavam tanto, como puderam chegar a esse ponto? No meio da madrugada, seu melhor amigo, Lucas, chegou ao bar.
"Como você pôde beber tanto? O que aconteceu com você e a Alice?", Lucas perguntou, franzindo a testa.
Henrique contou pausadamente os eventos recentes. Após ouvir pacientemente, Lucas desferiu um soco violento no rosto dele.
"Você merece isso! Você sabia muito bem que ela não tem ninguém neste mundo, o universo dela era apenas você, enquanto o seu mundo está cheio de gente", Lucas exclamou. "Se você a conquistou, por que não a amou até o fim e foi responsável? Você deixou a Camila te cegar totalmente. O que aquela mulher tem de tão bom?" Lucas sabia o quanto Henrique lutara para ficar com Alice, e sua infidelidade era o insulto mais cruel que ele poderia cometer contra ela.
"A Camila não é boa, nem um pouco. Eu nunca me apaixonei por ela! Eu juro!", Henrique exclamou, arruinado. "Lucas... Lucas, ninguém mais acredita em mim. Nem você acredita?"
Lucas bufou: "Você diz que não se apaixonou, mas a traiu. Diz que não se apaixonou, mas deu a ela a cobertura no Residencial Alice".
"No começo, eu só achei que seria emocionante... nunca pensei que tudo viria à tona...", Henrique admitiu, tomado pelo arrependimento. Diante de seu amigo de infância, ele começou a esbofetear o próprio rosto repetidamente. Os estalos eram altos e secos. No fim da noite, Henrique desmaiou após sofrer uma intoxicação alcoólica e vomitar sangue. Lucas, não conseguindo apenas observar, levou-o para o hospital.
Henrique só recuperou a consciência na tarde do dia seguinte. Ao abrir os olhos, deparou-se com um cenário totalmente branco: travesseiros, lençóis e o teto. Sua boca estava extremamente seca e ele sentia uma queimação intensa no estômago e na garganta. Helena, sua mãe, e Lucas estavam ao lado da cama.
Assim que o viu acordar, Helena começou a reclamar, criticando-o por abandonar o trabalho e beber até parar no hospital. Henrique ficou atônito por um momento e, de repente, sussurrou: "Alice, eu queria aquela canja de peixe que você faz...". Enquanto falava, seus olhos se encheram de lágrimas. Henrique era forte e raramente adoecia, mas uma vez teve uma febre avassaladora. Alice tirou licença do trabalho apenas para cuidar dele e preparou uma canja de peixe fresca. Era um sabor que o fazia chorar de tão bom; era o sabor de um lar. Naquela época, vendo Alice exausta de preocupação, ele segurou sua mão e prometeu: "Vou cuidar de você pelo resto da vida". Mas, no fim, ele não apenas falhou em protegê-la, como foi o responsável por todas as tempestades no mundo dela.
Lucas nunca vira Henrique tão desolado. Ele não tinha como consolar o amigo; em sua visão sobre amor e casamento, Henrique estava apenas colhendo o que plantara.
Helena hesitou por um segundo e, tentando ser paciente, disse: "Uma canja de peixe é fácil, vou pedir ao chef da casa para preparar uma para você". Uma hora depois, a canja chegou. Helena tentou alimentá-lo, mas Henrique recusou-se a abrir a boca. Aquela não fora feita por Alice; não era o sabor que ele buscava. Sem paciência, Helena bateu a tigela sobre a mesa, chamando-o de inútil.
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Henrique empurrou a tigela de canja escaldante para o chão e permaneceu em silêncio.
"Peça ao meu pai para vir me ver. Em uma semana, farei a transição do trabalho para ele e irei embora", Henrique disse à mãe.
"Ir embora? Para onde?! Você acha que ainda é uma criança de três anos?!", Helena gritou, irritada. Ela sempre soubera que Alice era difícil de lidar e agora via o filho definhando por causa dela. Por isso, desde o início, fora contra o namoro e o casamento.
"Se vocês tivessem sido melhores com a Alice, talvez ela não tivesse partido sem olhar para trás no momento em que se decepcionou comigo...", Henrique disse entre soluços. Helena, nunca tendo visto o filho naquele estado, ficou sem reação. Após se acalmar, ele repetiu: "Chame o meu pai".
"Seu pai não vai permitir que você abandone a empresa. Além disso, você sabe para onde ela foi? O mundo é vasto, se ela não quer ser encontrada, como você a achará?", Helena disse friamente.
Henrique explodiu em desespero: "Eu não preciso da permissão dele! Se ele não vier, eu parto amanhã mesmo. Não me importo com o que aconteça com a empresa!". "Se eu não a encontrar em um dia, buscarei por uma semana. Se não encontrar em uma semana, buscarei por um mês. Se não encontrar em um mês, buscarei por um ano. Vou procurá-la até o dia da minha morte!".
A determinação de Henrique aterrorizou Helena. Deitado na cama do hospital, ele observou a lua pela janela, sem conseguir dormir. Sua mente voltava repetidamente para a noite em que Alice perdera o útero para salvá-lo. Ele estivera tão ansioso na época, mas ainda assim cometera o erro imperdoável. Ele mentira dizendo que subira a montanha para rezar por ela, quando na verdade comprara um amuleto qualquer em uma loja de conveniência e correra para os braços de Camila sob a tempestade. Foi naquela noite que ele teve sua primeira relação com Camila. A partir dali, tudo saíra de controle.
Henrique fechou os olhos com remorso. Somente agora, com a partida definitiva de Alice, ele percebia seu erro monumental. Ele achava que, por Alice não ter família ou amigos, ela estaria presa ao mundo dele para sempre. Mas Alice nunca fora alguém que aceitasse ser prisioneira; ela ficara apenas por amor. E, sem esse amor, ela partira em um piscar de olhos.
No dia seguinte, Henrique finalmente viu seu pai.
"Que bom que veio. Vou receber alta e irei com você até a empresa...", Henrique começou, tentando se levantar da cama. Antes mesmo de tocar o chão, ele recebeu um tapa violento do pai. A marca do tapa da noite anterior ainda estava lá; agora, novas dores sobrepunham-se às antigas.
"Covarde! Olhe o estado em que você ficou por causa de uma mulher!". "Se você não suporta perder a Alice, por que não pensou nisso antes? Alguém te obrigou a traí-la?!".
Henrique caiu de joelhos, segurando a calça do pai: "Pai, me mate de uma vez". "Se você me matar, eu não sentirei mais essa dor".
Ricardo, seu pai, permaneceu irredutível: "Divorcie-se logo da Alice e volte ao trabalho. Pare de fazer cena, os acionistas estão rindo de você".
"Eu não vou me divorciar dela nem que eu morra!", Henrique exclamou, obstinado.
"Eu falei com o diretor do hospital. Alice foi para a África do Sul. Você tem noção do perigo? Ela partiu sem a intenção de voltar viva. Ela não te quer mais, por que você se arriscaria por ela?", Ricardo tentou argumentar. Henrique não disse mais nada e, sem olhar para o pai, virou as costas e partiu.
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