"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 48: O Reencontro das Amigas
Capítulo 48: O Reencontro das Amigas
Ela enlaçou a cintura de Arthur e pediu com uma voz manhosa:
— Querido, eu preciso dar uma saidinha hoje à noite. Não se preocupe, eu vou cuidar muito bem de mim e do bebê.
Alice ergueu os dedos como se estivesse fazendo um juramento. Arthur franziu o cenho enquanto a avaliava.
— Tem certeza de que não quer que eu te acompanhe?
Ele tinha ouvido a conversa de agora pouco. Duas garotas saindo para jantar e ele, um homem feito, indo atrás... realmente não pegaria muito bem. Alice balançou as mãos rapidamente:
— Não precisa, de jeito nenhum! Eu não vou voltar tarde.
Ela finalmente ia se encontrar com Yolanda; se Arthur estivesse por perto, isso atrapalharia as duas de colocarem o papo em dia. Incapaz de resistir à insistência de Alice, Arthur acabou cedendo.
— Está bem. Lembre-se de me ligar se acontecer qualquer coisa. E outra: você tem que estar em casa antes das nove.
Alice assentiu obedientemente.
Ao anoitecer, em um restaurante de luxo. Alice estava de braços cruzados, encarando o menu com uma expressão de total descontentamento.
— Francamente, ela teve a coragem de se atrasar...
Alice já estava encarando aquele cardápio há quase meia hora. Yolanda tinha tido o desplante de se atrasar, e o estômago de Alice já estava roncando de fome. Momentos depois, uma garota de cabelos curtos e corte moderno, vestindo um conjunto esportivo branco, aproximou-se. Ela deu batidinhas na mesa de Alice:
— Com licença, este lugar está ocupado?
Alice esboçou um sorriso falso profissional, prestes a recusar. Mas, ao ver o sorriso largo e os dentes branquíssimos da garota, ela paralisou por dois segundos. Em seguida, desferiu um soco de brincadeira:
— Finalmente nos encontramos e você ousa se atrasar! Tínhamos combinado que quem atrasasse seria o cachorro da vez!
A garota de cabelos curtos levou a mão ao peito de forma exagerada e fez uma careta para Alice.
— Tudo bem, eu admito, eu sou o cachorro! Au, au, au!
Alice acabou rindo; não tinha como ficar brava com ela. Ela observou a amiga à sua frente, ficando um pouco distraída. Yolanda tinha emagrecido muito, não era mais aquela menina fofinha da infância. Os traços do rosto, porém, não mudaram quase nada; o canto da boca levemente erguido e os olhos grandes continuavam tão fofos quanto antes.
Yolanda afastou o cabelo da testa e lançou um olhar charmoso para a amiga.
— O quê? Não me reconhece depois de alguns anos?
Alice soltou uma risadinha suave.
— Yolanda, você mudou tanto.
Na memória de Alice, a Yolanda da infância era uma menina extremamente silenciosa. Ela falava baixo, vivia de cabeça baixa por timidez e frequentemente chorava quando os meninos a provocavam. Na maioria das vezes, era Alice quem intervinha para defendê-la.
Yolanda abriu um sorriso largo.
— Pois é, quem é que consegue ficar igual para sempre? Mas você, Alice, não mudou nada, continua linda como antes. Você não tem ideia... quando te vi da porta, fiquei pensando: "quem será essa beldade tão encantadora?". Não imaginei que fosse mesmo você!
Alice deu um empurrãozinho no braço dela.
— Para com isso, você sempre com esse papo doce.
Yolanda riu, esquivando-se da mão dela, e tirou uma caixa da bolsa. Sua expressão era cheia de mistério.
— Alice, veja o que eu trouxe para você.
Alice pegou a caixa e seus olhos se encheram de emoção.
— Uau! É o bolo de morango da
Little Cabin
! Você ainda lembra que eu amo isso!
A
Little Cabin
era a doceria favorita de Alice na infância. Os doces de lá eram divinos, especialmente o bolo de morango, que era o seu preferido absoluto. Quando eram pequenas, ela sempre levava Yolanda para comer lá. Mas, com o passar do tempo, faziam anos que ela não provava aquele bolo; ela quase tinha esquecido o sabor.
Yolanda estava ansiosa:
— Você sempre me levava lá, é claro que eu lembraria. Deu um trabalhão para conseguir comprar. Prove logo, veja se ainda tem o gosto da nossa infância.
Alice provou um pedaço e seus olhos brilharam.
— Que delícia!
— Sério?
Yolanda lambeu o canto da boca. Alice pegou um pedaço de bolo e enfiou na boca da amiga.
— Experimenta você também, tem o mesmo gostinho de antes.
— Ai, Alice! Você quase enfiou o bolo no meu nariz! — Yolanda começou a procurar desesperadamente por um lenço. — Eu sou uma moça, preciso manter minha imagem de lady, sabia?
Ao ver aquele jeito estabanado da amiga, os olhos de Alice arderam de forma inexplicável. Ela abriu os braços e deu um abraço apertado em Yolanda.
— Obrigada, Yolanda.
Afinal, depois de tantos anos, ela ainda lembrava de seus gostos e preferências. Yolanda encostou a cabeça no ombro dela.
— Eu senti muito a sua falta, Alice.
Nesses anos todos, sozinha em um país estrangeiro, ela enfrentou muitas dificuldades e injustiças. Sempre que estava triste, lembrava de Alice e daquela pequena figura que sempre a protegia. Alice limpou o canto dos olhos.
— Pois é, e você nem para me procurar. Achei que tivesse me esquecido há muito tempo.
Yolanda também se sentiu mal.
— Meus pais me mandaram para o exterior muito cedo para estudar e depois acabei ficando para trabalhar. Quando tentei te procurar, percebi que tinha perdido todos os contatos do país. Só pude esperar até voltar para te encontrar. Então, me desculpe, Alice. Mas pode ficar tranquila: agora que voltei para Haishi, não pretendo ir embora nunca mais.
Alice segurou a mão dela, rindo entre as lágrimas.
— É sério?
Yolanda arqueou as sobrancelhas.
— Claro que é! Fiquei fora todos esses anos e mal consegui voltar. Meus pais estão me mimando tanto agora que não vão me deixar sair de perto tão cedo. — Ela piscou os olhos em seguida. — Alice, já que faz tanto tempo que não nos vemos, que tal tomarmos uns bons drinks? Vamos beber até cair!
Alice massageou a barriga.
— Não posso. Nada de álcool. Estou esperando um bebê.
— O... o quê?!
Yolanda olhou para a barriga dela e depois a avaliou de cima a baixo.
— Não brinca, Alice! Você já vai ser mãe e eu continuo aqui, sozinha no mundo... o que vai ser de mim?
Alice ficou confusa.
— O que foi?
Yolanda coçou a cabeça, frustrada.
— Você não tem noção... meus pais ficaram loucos ultimamente. Estão tentando me arranjar namorado em todos os cantos do mundo, como se o fato de eu não casar fosse o fim do mundo.
Alice riu tanto que as lágrimas voltaram a cair.
— Hahaha... Yolanda, quem diria que você passaria por isso! Estou morrendo de rir!
Yolanda lançou um olhar de desprezo para ela.
— E você ainda diz que é minha melhor amiga... não tem um pingo de pena de mim.
Alice massageou as bochechas, que doíam de tanto rir.
— Mas olha, você não é mais nenhuma criança, já está na hora de arrumar um namorado.
Yolanda ergueu o queixo com orgulho.
— Você não sabe que eu sou uma "solteira de elite"? Homem nenhum me faz falta, eu não ligo para isso. Você não tem ideia de como a minha vida sozinha é maravilhosa.
— Você pode até estar feliz, mas seus pais estão desesperados.
Alice jogou um balde de água fria na amiga, e as sobrancelhas de Yolanda murcharam instantaneamente.
— É exatamente isso! Só de pensar em voltar para casa e ouvir o sermão interminável deles, minha cabeça já começa a doer.
Alice afagou a cabeça dela em um gesto de consolo.
— Nesse assunto eu não posso te ajudar. Desejo boa sorte, amiga!
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