"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 41: O Passado Obscuro de Hugo
Capítulo 41: O Passado Obscuro de Hugo
Sem saída, Alice teve que levar a caixa para o quarto e guardá-la no fundo do guarda-roupa.
Durante o almoço, Arthur não parava de colocar comida no prato de Alice. Ela já estava faminta e, como dizem que a fome é o melhor tempero, estava comendo com muito gosto. Clara, ao ver o irmão tão prestativo, cerrou os lábios em uma linha reta. Ela estendeu sua tigela na direção de Arthur.
— Arthur, eu quero comer aquele ali — disse ela, apontando para o frango xadrez à frente dele.
Arthur nem sequer levantou os olhos.
— Se quer comer, pegue você mesma.
Clara, indignada, enterrou os hashis na tigela e resmungou:
— É sempre assim... ganha uma esposa e esquece da irmã...
A mãe de Clara deu-lhe uma batida com os hashis na mão.
— O que você está resmungando aí, sua garota teimosa? Sempre que te peço para arrumar um namorado, você balança a cabeça como um boneco de mola. Agora está com inveja?
A Sra. Qin, ao lado, apenas sorria discretamente.
— Mãe! Até nessas horas você vem com cobrança de casamento? Céus! Me deem um descanso! — Clara exclamou dramaticamente.
— Faço isso para o seu bem! Se não se apressar agora, o que vai fazer daqui a alguns anos se não conseguir casar? Aliás, Arthur, você não tem nenhum rapaz de confiança para apresentar à Clara? Não confio muito no critério dela para escolher sozinha.
Clara revirou os olhos em sinal de protesto.
Arthur levantou a cabeça.
— Tenho um.
— Quem?
— O Hugo.
Nessas horas, não custava nada indicar um bom amigo. A Sra. Qin logo concordou:
— É verdade, eu conheço o Hugo. É um rapaz muito centrado e educado.
Clara largou os hashis, com os olhos arregalados.
— O quê? Você está falando daquele Hugo que, quando era criança, enfiou a cabeça dentro do vaso sanitário?
Como ela sempre perseguia Arthur na infância, naturalmente conhecia Hugo; os três eram muito próximos na época. Alice quase engasgou com a comida; não imaginava que Hugo tivesse um passado tão "peculiar". A mãe de Clara ficou horrorizada.
— Menina! Estamos comendo! Pare de falar de vaso sanitário! Tenha um pouco mais de compostura! — Em seguida, ela olhou para a Sra. Qin com preocupação. — Mas, ouvindo assim... enfiar a cabeça no vaso não parece ser coisa de alguém muito inteligente, não é?
Enquanto isso, em seu escritório, Hugo soltou vários espirros seguidos sem motivo aparente. Ele coçou a cabeça, intrigado: "Que estranho, quem será que está falando de mim agora..."
Ao ouvir o nome de Hugo, Clara protestou na hora:
— Nem pensar! Ele sempre foi um bobão, lerdo demais. Arthur, como pode sugerir ele para mim? Você quer acabar com a minha vida?
Arthur, mantendo a expressão impassível, continuou comendo. Vendo que ninguém lhe dava atenção, Clara voltou a comer, descontando toda a sua frustração na comida.
Após o almoço, Clara arrastou Alice para um passeio no jardim, com Arthur seguindo-os logo atrás. Clara disse com um ar travesso:
— Cunhada, que tal irmos ao shopping amanhã?
Alice hesitou. Não era falta de vontade, mas ela ainda tinha muitos esboços de design para terminar. Percebendo a hesitação e olhando de soslaio para Arthur atrás delas, Clara aproximou-se e sussurrou:
— Cunhada, se você for comigo amanhã, eu te conto histórias de quando o Arthur era criança. Posso garantir que ele tem muitos micos acumulados.
Alice acenou positivamente, subitamente interessada. Clara cochichou em seu ouvido:
— Por exemplo, quando ele era pequeno, as pessoas achavam que ele tinha paralisia facial porque ele estava sempre de cara fechada. Ou então, aquela vez que ele caiu no mesmo buraco de lama por três dias seguidos voltando da escola.
— Hahahaha! — Alice riu tanto que sua barriga começou a doer.
— E tem mais... — Clara começou a tagarelar sem parar, como uma represa que se rompeu.
No entanto, no segundo seguinte, ela sentiu um par de mãos grandes erguendo-a no ar.
— E tem mais: Clara, você está querendo levar uns cascudos? — A voz sombria de Arthur ecoou atrás dela.
Clara esperneou no ar:
— Cunhada! Alice! Socorro! Controla o meu irmão!
Alice segurou o braço de Arthur rapidamente.
— Arthur, o que você está fazendo? Solte a Clara agora, não a assuste.
Arthur colocou a prima no chão e, segurando a mão de Alice, começou a puxá-la de volta para casa.
— Querida, vamos entrar. Não dê ouvidos às bobagens que ela diz...
Alice, sendo arrastada, olhou para trás com um pedido de desculpas silencioso para Clara. A prima gritou:
— Cunhada! Não esqueça do shopping amanhã!
Alice fez um sinal de "OK" com a mão antes de desaparecer de vista.
Durante toda a tarde, Arthur trabalhou em seu escritório. Alice sentou-se no sofá do cômodo com seu notebook, focada em seus desenhos originais. O chão ao redor do sofá ficou coberto de folhas de rascunho, a ponto de não haver onde pisar. Arthur olhava para trás de vez em quando e via que Alice não mudava de posição; pelo visto, ela era tão obstinada com o trabalho quanto ele.
Ao entardecer, Alice massageou o pescoço dolorido e levantou o olhar. Vendo a bagunça de papéis, ela soltou um suspiro de alívio por Arthur ser rico, senão ela nem teria como pagar por tanto papel. Arthur levantou-se, tirou-a do meio da papelada carregando-a no colo e, depois de ajudá-la a organizar tudo, desceram para jantar.
No banheiro, mais tarde, Alice olhou para a camisola em suas mãos e sentiu o rosto arder.
— Que coisa, viu... — murmurou.
A camisola era branca, de alcinhas, com rendas delicadas nas bordas. O busto tinha um detalhe em laço e as costas eram abertas, além de ser extremamente curta. Alice fechou os olhos, envergonhada. Como sairia dali vestida assim?
As palavras de Clara ecoaram em sua mente: "Cunhada, você precisa ser mais ousada!".
Alice hesitou por um momento e tomou uma decisão: "Vou usar!".
Afinal, era para o seu marido, ninguém mais veria. Além disso, depois do mal-entendido de ontem, ela sentia que precisava compensá-lo.
Minutos depois, Alice saiu do banheiro. Ela estava deslumbrante, exalando o perfume suave do banho, com as bochechas coradas. Arthur estava de costas e não a viu de imediato. Ela pigreou propositalmente. Arthur virou-se e, por um instante, ficou estático. Seu olhar mudou rapidamente de surpresa para um misto de desejo e provocação.
— Querida, você está...
Alice ficou ainda mais vermelha sob o olhar dele.
— Bem... este é o presente que a Clara me deu. Ficou bom?
Arthur a observou por alguns segundos e soltou uma risada leve.
— Querida, essa roupa realmente combina com você.
Suas pupilas escureceram com o desejo. Ele se levantou, envolveu a cintura de Alice em um abraço firme e a puxou para si. Em seguida, as luzes se apagaram e o quarto foi preenchido apenas pelo som das batidas do coração e pelo clima de romance...
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