"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 33: É só mimalia e pronto
Capítulo 33: É só mimalia e pronto
Ele correu para segurar o braço de Alice.
— Querida, não bata mais! Não é um fantasma, é apenas um funcionário!
O "enforcado" massageou as nádegas enquanto se levantava lentamente do chão. Ele tirou o capuz, revelando hematomas ao redor dos olhos.
— Ai, ai... nossa, mocinha, você pesa a mão, hein? Ai, minha bunda...
Alice levou um susto e curvou-se apressadamente em um pedido de desculpas.
— Mil desculpas, sinto muito mesmo... Eu achei que tinha encontrado um fantasma de verdade...
— Uma mocinha tem que ser delicada, sabia? Senão você vai acabar assustando o seu namorado e ele vai fugir!
— Sim, sim! Serei delicada, muito delicada... — Alice baixou a cabeça, admitindo o erro com uma voz tímida.
— Está bem, continuem o passeio. Eu vou lá tratar dos meus ferimentos.
O ator saiu de cena mancando até sumir de vista.
Alice deu um tapinha na própria testa, morta de vergonha. Que mico monumental! Ela se virou para olhar para Arthur. Ele estava de braços cruzados, com um sorriso brincalhão nos lábios.
— Querida, eu não sabia que você era tão poderosa assim!
Alice ficou com o rosto nublado de embaraço...
Os dois saíram do parque e caminharam por uma estradinha arborizada. O tempo estava fresco e agradável; ambos os lados da estrada estavam repletos de lilases roxos, e a fragrância suave pairava no ar, como se o próprio oxigênio tivesse um sabor adocicado. Arthur pegou a câmera e tirou várias fotos lindas de Alice.
No meio das flores, Alice erguia levemente a cabeça, com uma aparência delicada como a primeira gota de orvalho da manhã. Seus fios negros flutuavam sobre a testa, e o vestido branco era erguido pelo vento, assemelhando-se a uma pétala alva bailando no ar. Arthur pressionou o obturador, registrando aquele momento maravilhoso.
Enquanto Alice estava distraída, Arthur entrou em uma floricultura próxima.
— Senhor, que tipo de flores deseja escolher? — A vendedora corou levemente; o rosto belo daquele cliente era atraente demais.
Arthur percorreu a loja com o olhar, mantendo um tom de leve distanciamento.
— Quero um buquê para dar à minha esposa.
— Senhor, sua esposa deve ser muito bonita. Com um marido tão atencioso, ela certamente é muito feliz. — Ela apontou para um arranjo na vitrine. — Este é o nosso buquê mais vendido. O senhor pode dar uma olhada; é perfeito para presentear uma esposa.
Arthur assentiu e a funcionária começou a embalar as flores. Na estrada, Alice ainda tirava fotos com sua própria câmera quando Arthur tocou seu ombro e revelou o buquê que escondia nas costas.
— Querida, isto é para você.
Sob a luz do sol, as rosas cor-de-rosa pareciam frescas e vibrantes, decoradas com pequenas estrelas e pérolas. Alice arregalou os olhos, surpresa, e suas bochechas ganharam um tom rosado.
— É para mim?
Arthur sorriu de canto.
— Para quem mais seria? Eu só tenho uma esposa.
Alice recebeu as flores e seus olhos chegaram a marejar. Ela havia fantasiado com essa cena inúmeras vezes em seus sonhos, mas nunca ousara esperar que seria com Arthur. Ele levantou a mão, e a polpa quente de seu dedo acariciou o canto dos olhos dela.
— Bobinha, por que está chorando?
Alice limpou os olhos rapidamente.
— É que eu fiquei emocionada demais.
Arthur a envolveu pelos ombros e continuaram caminhando. O homem alto e elegante, a garota charmosa e adorável carregando um buquê de rosas cor-de-rosa... Os pedestres lançavam olhares de profunda inveja. Alice estava radiante; ela fez um sinal com o dedo, e Arthur inclinou-se levemente, olhando para ela em silêncio.
— O que foi?
— Querido, eu tenho mais um desejo. Quero fazer uma tatuagem. Não gosto da cicatriz no meu ombro, é muito feia.
Arthur apertou o ombro onde ficava a marca.
— Não é feia. Eu gosto dela.
Alice segurou a mão dele, manhosa.
— Mas eu quero muito fazer.
Arthur estreitou os olhos.
— Tem certeza que quer ir?
Alice assentiu, com os olhos grandes cheios de expectativa. Arthur afagou a cabeça dela.
— Já que você quer, então eu vou tatuar junto com você.
Tatuar juntos?
Alice hesitou por um segundo, mas logo um sorriso se espalhou por seu rosto e uma doçura tomou conta de seu coração. Ela sabia que Arthur nunca gostara de tatuagens ou cabelos tingidos; até suas roupas eram quase sempre de cores sólidas e sem adornos. Ela nunca imaginou que, um dia, Arthur faria uma tatuagem por causa dela.
Dito isso, Arthur pegou o celular e fez uma ligação. Sua expressão voltou a ser séria e seu tom de voz tornou-se gélido. A conversa foi rápida; ele disse apenas duas frases e desligou. Ao olhar para Alice, o gelo em seus olhos derreteu, tornando-se novamente doce como água. Ele segurou a mão dela.
— Vamos, pedi para o Sr. Zhang reservar um horário com a Ran.
Ran era a tatuadora mais famosa de Haishi. Sua técnica era primorosa, e os clientes que a procuravam eram incontáveis. Arthur a escolheu justamente por ser uma mulher; ele não suportaria a ideia de um homem tatuando sua esposa.
Logo, o carro chegou ao estúdio de Ran. Uma garota de cabelo curto azulado e visual muito
cool
os recebeu; ela era jovem e tinha uma personalidade aberta.
— Presidente Arthur, Jovem Madame, que tipo de tatuagem desejam?
Arthur passou o catálogo para Alice, indicando que ela fizesse a escolha. Alice folheou por muito tempo sem encontrar nada que a satisfizesse. Até que, na última página, duas carpas de estilo
shui-mo
(pintura em nanquim) chamaram sua atenção. As carpas pareciam pinceladas de arte, cercadas por leves ondulações de água, dando a impressão de que realmente nadavam. Ela mostrou o catálogo a Arthur.
— Querido, eu gostei desta.
O olhar de Arthur escureceu levemente.
— Então será esta.
Com o desenho definido, a tatuadora começou os preparativos. Primeiro a limpeza, depois a transferência do decalque e, quando as agulhas começaram de fato, houve uma leve pontada de dor. Alice franziu o cenho, mas como fora ideia dela, estava determinada a aguentar. Arthur, enquanto era tatuado, não teve reação alguma; sua outra mão estava até mexendo no celular.
Em pouco tempo, o trabalho terminou. No ombro de Alice, havia uma pequena carpa em tons de violeta e azul; sobre sua pele branca e macia, a carpa parecia nadar com uma elegância sensual. Arthur tatuou uma carpa em tons de azul-petróleo escuro, formando um par com a de Alice. Seu ombro era largo e musculoso, tornando a tatuagem extremamente estilosa e máscula.
Fora do estúdio, Arthur massageou levemente o ombro de Alice.
— Está doendo?
— Está tudo bem, não dói.
Depois de um dia inteiro de diversão, ambos estavam exaustos. Alice mal conseguia manter os olhos abertos. Eles voltaram para a mansão Qin. O tempo de folga sempre voa. Num piscar de olhos, o dia de voltar às aulas chegou.
Pela manhã, Alice estava enterrada sob as cobertas e se recusava a levantar. Arthur a chamou várias vezes, sem resposta. Alice murmurou:
— A culpa é sua... você me cansou tanto ontem à noite que agora o sono não é suficiente. — E ainda jogou um travesseiro nele.
Arthur pegou o travesseiro no ar, com um sorriso contido e uma expressão de falsa inocência.
— Querida, como isso pode ser culpa minha?
Como Alice ainda se recusava a levantar, Arthur não teve outra escolha: começou a vesti-la e depois a levou no colo até o banheiro para lavar o rosto. Afinal, era a esposa dele, o que ele poderia fazer? É só mimalia e pronto!
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