"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 25: Quem te deu coragem?
Capítulo 25: Quem te deu coragem?
No shopping, Arthur levava Alice pela mão e entraram em uma loja de grife.
— Vá escolher algumas roupas que você goste.
Alice assentiu e começou a percorrer a loja, com a vendedora seguindo-a respeitosamente. Ao parar diante de um vestido curto rosa, seus olhos brilharam instantaneamente. Ela pegou a peça e entrou no provador.
Pouco depois, Alice surgiu diante de Arthur usando o vestido rosa. Ela estava com um coque despojado e juvenil; o corte justo do vestido realçava perfeitamente suas curvas, e suas pernas pareciam finas e brancas. Ela exalava uma aura jovial e radiante, fazendo até a vendedora tecer elogios.
Arthur, porém, franziu o cenho ao ver o visual.
— Este não serve. Troque por outro.
Alice fez um beicinho; ela realmente tinha adorado aquele vestido.
— Por quê?
Arthur fez um sinal com o dedo chamando-a. Alice aproximou-se obedientemente e ele sussurrou em seu ouvido:
— Você não pode usar esse. É curto demais.
— Mas não foi você quem disse para eu escolher o que eu gostasse? Você está limitando minha liberdade de vestir, isso é uma ditadura absoluta!
Arthur arqueou as sobrancelhas.
— Mesmo assim, não serve.
Alice, com o rosto desanimado, teve que tirar o vestido. Ela voltou a procurar e um vestido longo de tule branco chamou sua atenção. O vestido era elegante e minimalista, adornado com pequenos brilhantes na barra, combinando perfeitamente com o gosto dela.
Alice estendeu a mão para pegá-lo, mas outra mão alcançou a peça ao mesmo tempo. Ao olhar para o lado, viu Bárbara parada ali de forma arrogante, acompanhada por um homem levemente rechonchudo, também tentando pegar o vestido.
As duas se encararam e reconheceram-se imediatamente. Alice suspirou mentalmente: "O mundo é mesmo pequeno". Encontrar sua inimiga logo em um momento de compras... todo o seu bom humor desapareceu num instante.
Ao ver Alice, um olhar perverso brilhou nos olhos de Bárbara; ela não esquecera que, da última vez, Alice a transformara em um "frango molhado".
— Ora, se não é a Jovem Madame da família Qin. Que coincidência.
Alice a ignorou e virou-se para a vendedora.
— Por favor, poderia pegar este vestido para mim?
— Espere! Eu escolhi este vestido primeiro! — interrompeu Bárbara.
A vendedora começou a suar frio.
— Senhorita, a Senhorita Alice realmente selecionou a peça primeiro, então...
— O que importa quem selecionou primeiro? Eu vi antes, então é meu! Embrulhe agora!
— Mas...
A vendedora estava em um dilema; as duas eram clientes de alto nível e ela não podia se dar ao luxo de ofender nenhuma delas. Alice soltou uma risada de desprezo.
— "Você viu primeiro, então é seu"? Que tipo de regra é essa? Por acaso tudo o que os seus olhos tocam passa a ser sua propriedade?
O homem ao lado de Bárbara pronunciou-se com uma voz grosseira:
— Pare de falar bobagem! Se a minha Bárbara disse que é dela, é dela! Rápido! Embrulhe para nós!
Aquele homem rechonchudo chamava-se Ricardo, um novo rico que estava perseguindo Bárbara desesperadamente nos últimos tempos. Bárbara encostou-se nele, deu-lhe um beijo de recompensa e olhou triunfante para Alice.
— Obrigada, querido.
Ricardo exibiu uma expressão de satisfação e sua atitude tornou-se ainda mais arrogante.
— Eu já disse, vendedora, o que está esperando? Embrulhe logo!
Alice sentiu um arrepio de repulsa. Ela estava genuinamente enojada com aquela cena. Inicialmente, ela pensou em desistir do vestido, mas já que Bárbara estava sendo tão baixa, ela decidiu que lutaria pela peça de qualquer jeito.
— Eu vou ficar com este vestido. Se vocês querem modelos parecidos, por favor, sigam em frente e virem à direita.
— Sua pirralha! Está querendo levar uma surra hoje?!
Ricardo enfureceu-se. Ele fechou o punho, pretendendo dar uma lição naquela mulher que não conhecia o próprio lugar. No segundo seguinte, uma mão forte interceptou com firmeza o soco que ele desferia. Arthur surgiu atrás de Alice, com uma expressão assustadoramente fria.
Ele segurou a mão de Ricardo e a torceu na direção oposta. Ricardo imediatamente começou a grunhir de dor. O tom de Arthur era glacial, exalando um perigo cortante:
— Quem te deu coragem para tentar dar uma lição na minha mulher?
Arthur aplicou mais força e um estalo nítido foi ouvido. Ricardo soltou um grito alto, o rosto empalideceu e ele sentiu como se o mundo estivesse girando. Bárbara, parada ao lado, tremia da cabeça aos pés, sem ousar dizer mais uma palavra. Ao ver Ricardo naquele estado, ela cobriu o rosto, sentindo que ele a fizera passar a maior vergonha da vida.
Arthur jogou Ricardo no chão como se descartasse um saco de lixo sujo.
— Suas despesas médicas serão pagas pelo Grupo Qin. — Ele pegou um lenço, limpou as mãos e olhou para Alice. — Gostou deste aqui?
— Sim, gostei — Alice assentiu.
— Prove para eu ver.
Alice pegou o vestido e entrou no provador. Logo, ela surgiu segurando a saia, caminhando lentamente. Com o rosto radiante como uma flor de pessegueiro e a barra do vestido flutuando suavemente, ela parecia um anjo que caíra na terra. Ela deu uma voltinha diante de Arthur; mesmo sem joias, sua beleza natural era avassaladora.
— Arthur, ficou bom?
Arthur ficou hipnotizado, demorando a recobrar os sentidos.
— Ficou lindo.
Alice enlaçou o braço dele com um sorriso doce.
— Já que ficou lindo, não fique mais zangado, está bem? — Ela sabia que, há pouco, Arthur perdera a paciência de verdade.
Arthur afagou a cabeça dela, com os olhos transbordando ternura; aquela garotinha estivera preocupada com ele o tempo todo.
— Está bem, não estou mais zangado.
Ao lado, Bárbara sentia-se humilhada ao olhar para Alice. Honestamente, se ela mesma usasse aquele vestido, dificilmente causaria o mesmo impacto. Ela rangeu os dentes de raiva, seu rosto tornou-se sombrio e ela saiu pisando duro da loja. Ricardo, segurando o braço ferido, correu atrás:
— Bárbara, espere por mim!
Bárbara o ignorou, apressando o passo, e os dois logo sumiram de vista.
Alice continuou passeando pela loja, escolheu várias roupas e foi para o caixa. Arthur colocou um cartão preto sobre o balcão.
— Use este.
Após o pagamento, Alice tentou devolver o cartão, mas Arthur não estendeu a mão.
— Fique com ele. — Ele não queria que sua esposa se preocupasse com dinheiro; isso partiria seu coração. Alice não insistiu mais e guardou o cartão na bolsa.
Os dois desceram pela escada rolante até o primeiro andar. Uma confeitaria chamou a atenção de Alice, que puxou Arthur para dentro. Arthur nunca frequentava confeitarias; sua dieta era rigorosamente regrada.
Alice sentou-se à mesa e pediu várias opções. Logo, a mesa estava repleta de bolinhos e doces diversos. Os olhos dela brilharam; aquelas sobremesas eram sua maior paixão! Ela comia com satisfação, enquanto Arthur, que não gostava de doces, pediu apenas um café. Ao vê-la com o canto da boca sujo de farelos de bolo, Arthur exibiu um sorriso charmoso.
Ele passou a ponta do dedo pelo canto da boca dela.
— Coma devagar.
Alice assentiu, seus olhos giraram e um sorriso travesso surgiu em seu rosto.
— Arthur, vamos brincar de uma coisa?
— Que brincadeira?
Alice cobriu os olhos dele com as mãos.
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