"A Noiva Substituta do Magnata" Capítulo 21: Vamos nos divorciar
Capítulo 21: Vamos nos divorciar
Alice respirou fundo, tendo tomado sua decisão. Ela levantou a cabeça e olhou fixamente para o homem à sua frente.
— Arthur, daqui a dez dias, vamos nos divorciar. Mas eu quero que você me dê dez milhões de reais.
Sua mãe ainda estava em tratamento no hospital; ela precisava garantir fundos suficientes para os custos médicos, não importava o que acontecesse.
— Não se preocupe, após o divórcio, eu irei embora e nunca mais cruzarei o seu caminho.
Um brilho de incredulidade passou pelos olhos de Arthur.
— Divórcio?
A fúria borbulhou em seu íntimo e ele cerrou os punhos instintivamente. O que ela pensava que ele era? Inúmeras mulheres lá fora dariam tudo para entrar na família Qin, então por que ela estava tão ansiosa para deixá-lo?
Ver Alice envolvida com outro o deixava louco de raiva. No entanto, a simples ideia de nunca mais vê-la fazia seu coração se apertar, como se lhe faltasse o ar.
— Nestes dez dias, desempenharei meu papel de Jovem Madame Qin. Na manhã do décimo dia, estarei esperando por você na porta do cartório.
O tom de Alice era desprovido de qualquer calor. Após dizer isso, ela saiu do carro imediatamente. A aura ao redor de Arthur tornou-se cada vez mais gélida, e a temperatura dentro do veículo despencou para o ponto de congelamento. O Sr. Zhang não conteve um calafrio.
"Ferrou! Ouvi tantos segredos do Presidente... será que vou ser executado?", pensou o assistente, apavorado. Após um longo silêncio, ele perguntou cautelosamente:
— Presidente, para onde vamos agora?
Demorou muito para Arthur responder:
— Para um bar.
No bar, sob luzes difusas, Arthur recostou-se no sofá, observando friamente a agitação da pista de dança. Algumas mulheres sedutoras tentaram se aproximar, mas foram afugentadas pela pressão sombria que ele exalava.
— E então? Brigou com a sua "esposinha"? — Lucas não aguentou e brincou.
Ele mal tinha acabado de limpar a bagunça no shopping e, antes mesmo de entrar em casa, Arthur o ligou chamando-o para um bar, o que o deixou boquiaberto. Arthur o ignorou, continuando a beber seu vinho tinto com o rosto inexpressivo.
— Arthur, não beba sozinho. O que aconteceu de verdade?
Arthur demonstrou impaciência; achava Lucas barulhento demais.
— Ela quer o divórcio.
— O quê? Divórcio? A coisa está feia assim? — Lucas arregalou os olhos. Embora não conhecesse Alice profundamente, percebia que ela era uma mulher determinada; se ela pediu o divórcio, devia estar no seu limite. — Arthur, seja honesto comigo: você se apaixonou por ela?
Arthur olhou para a taça em sua mão, refletindo sobre a pergunta de Lucas. Ultimamente, nem ele mesmo entendia seu estado. Sempre que algo envolvia Alice, suas emoções perdiam o controle, como se ela o estivesse conduzindo pelo nariz — algo que nunca acontecera antes.
Os olhos de Lucas brilharam com perspicácia.
— Pare de fingir, Arthur. Você engana os outros, mas não a mim. Agora que ela quer te deixar, se você não fizer nada para recuperá-la, será tarde demais!
Arthur ponderou por um momento.
— O que eu faço?
— Ah! — Lucas soltou um suspiro dramático. — Viu só? Nessas horas você depende de mim! Eu sou o mestre da sedução, conheço todos os truques. Pela minha experiência, se você não quer o divórcio, primeiro tem que aprender a mimá-la e fazê-la feliz. Com essa sua cara de gelo o dia todo, ninguém aguenta!
Ele inclinou-se e sussurrou algo no ouvido de Arthur, gesticulando com as mãos.
— Primeiro, você faz assim...
Na mansão.
Alice organizava silenciosamente seus pertences. Ela tinha pouca coisa; bastou uma pequena mala de mão para guardar tudo. Ela colocou o cartão preto sobre a mesa de Arthur. Já que decidira pelo divórcio, era melhor separar as coisas claramente.
Logo chegou o dia do banquete de aniversário do Sr. Ricardo. Na frente dos convidados, Arthur e Alice ainda atuavam como um casal apaixonado, mas assim que voltavam para o quarto, não trocavam uma palavra sequer.
No portão da mansão, Wilson apareceu com presentes, tentando entrar, mas o Tio Wu o barrou.
— Sinto muito, Sr. Wilson, mas os patrões deram ordens explícitas para não deixar entrar pessoas desmancha-prazeres.
O rosto de Wilson escureceu instantaneamente.
— Que tipo de conversa é essa? Eu vim parabenizar o Ricardo! Você é apenas um mordomo, quem você pensa que é? Saia da frente!
Ele trouxera Bárbara à força para pedir desculpas e celebrar o aniversário, mas foi barrado antes mesmo de entrar. Bárbara estava com uma expressão de total indiferença; se o pai não tivesse ameaçado congelar seus cartões, ela jamais estaria ali. Cecília também interveio:
— Tio Wu, deixe-nos entrar. O que aconteceu foi um mal-entendido! Veja, viemos especialmente para nos redimir!
O Tio Wu baixou levemente a cabeça, mantendo a postura respeitosa, mas suas palavras foram firmes:
— Sr. Wilson, por favor, retirem-se e não voltem mais. Nossa Jovem Madame acabou de se recuperar e não deseja vê-los. Se insistirem, terei que chamar a segurança.
— Você...! — Wilson levou a mão ao peito, com os lábios tremendo de raiva. Cecília se assustou e o amparou.
Wilson, porém, afastou o braço da esposa.
— Esquece! Se não querem, não entramos. Vamos embora!
Enquanto a família se retirava cabisbaixa, uma bacia de água fria caiu repentinamente do segundo andar, encharcando Bárbara da cabeça aos pés. Suas roupas ficaram coladas ao corpo e sua maquiagem impecável escorreu pelo rosto. Ela ficou em um estado lamentável.
— Minha roupa nova que comprei ontem! Quem foi o cego que fez isso?! — gritou ela, furiosa.
No segundo andar, Alice estava encostada na janela, segurando a bacia.
— Foi você! — Bárbara rangeu os dentes.
— Sim, fui eu — Alice deu de ombros. — Você devia estar grata por ser água fria e não fervendo. E, a propósito, o visual de "frango molhado" combina muito com você!
— O que você disse?! Ahhh!! — Bárbara quase enlouqueceu de ódio. Alice fechou a janela, ignorando os gritos lá fora.
Alice desceu para a cozinha. Ela decidiu preparar pessoalmente uma tigela de "Macarrão da Longevidade" para o sogro. Desde sovar a massa até cozinhá-la, ela fez tudo manualmente. Com dois ovos fritos, alguns vegetais e cebolinha, o prato estava pronto.
Durante o almoço, enquanto todos parabenizavam o Sr. Ricardo, Alice serviu a massa.
— Pai, fiz este Macarrão da Longevidade para o senhor. Desejo que sua vida seja longa e repleta de felicidade.
Em meio a tantos presentes caros, o macarrão parecia simples, mas era o que mais demonstrava sinceridade. Ricardo ria de orelha a orelha.
— Minha nora é realmente a mais atenciosa! Mas, Alice, se você puder me dar um neto, eu ficarei ainda mais feliz, hahahaha!
Os convidados riram e concordaram. O sorriso nos lábios de Alice tornou-se pálido. Aquele desejo do Sr. Ricardo, ela temia que jamais pudesse realizar.
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