"O Cativeiro do Amor Tóxico" Capítulo 9
Sem poder sair, sem vida social e sem celular, aquela mansão nada mais era do que uma gaiola banhada a ouro.
Maya vivia atormentada pela preocupação com Luan. Ela não tinha uma noite de sono tranquila, o que a fez perder peso rapidamente e debilitar seu estado mental. Sem o aparelho, estava completamente isolada do mundo exterior. Agora, nem sequer conseguia se concentrar na leitura; passava os dias olhando para o pequeno pedaço de céu através da janela, perdida em seus pensamentos.
Essa rotina se arrastou por duas semanas. Até que, em uma noite, Dante apareceu na mansão — algo raríssimo — e decidiu jantar com ela.
De repente, um barulho veio do lado de fora. Maya seguiu o som e viu Giovanni sendo contido por um grupo de seguranças no portão principal. Com os olhos injetados de sangue, ele gritava com todas as suas forças:
— Dante, seu animal! Como teve coragem de esconder dela que o Luan morreu? E ainda mandou cremá-lo em segredo?!
Maya sentiu como se tivesse sido atingida por um raio. Suas pernas fraquejaram e ela quase desabou no chão. Instintivamente, ela olhou para Dante, mas ele apenas continuava cortando seu bife com uma indiferença gélida.
— Tirem ele daqui! — ordenou ele, irritado.
Após a ordem, o silêncio voltou. Dante não disse mais nada. Maya, tentando conter o pânico que subia pelo peito, perguntou com a voz trêmula:
— Onde está o Luan? Você me prometeu que o salvaria!
Dante pressionou os lábios, aproximou-se e a envolveu em um abraço. Sua voz era profunda:
— Não te contei porque o médico disse que sua gravidez está instável. Você não pode passar por fortes emoções agora. Sobre a cremação, deixei tudo nas mãos da Nara. Ela vai cuidar de tudo. Apenas foque em cuidar do bebê.
Maya desvencilhou-se do abraço dele com violência. Com os olhos vermelhos, soltou um grito desesperado:
— Não encosta em mim! Foi você e ela que mataram o Luan! E agora querem apagar os vestígios do crime!
Ela soluçava sem parar. Ao tentar encarar Dante, as lágrimas embaçavam sua visão, fazendo o rosto dele parecer uma máscara distorcida e estranha. A paciência de Dante também se esgotou, e ele retrucou rudemente:
— A morte do Luan foi um acidente. O que a Nara tem a ver com isso? Maya, não pense que pode caluniar os outros só porque está grávida!
Maya mal conseguia respirar de tanto chorar; ela se apoiou na mesa de jantar para não cair. Naquele momento, ela finalmente entendeu que dez anos de história não passavam de nada perto de alguns meses de novidade. Sua única família havia partido.
A expressão de vazio e desespero no rosto de Maya incomodou Dante profundamente. Ele reprimiu o desconforto e tentou acalmá-la, com uma paciência forçada:
— Não fique assim. Faz mal para o bebê.
Claro. Nada era mais importante do que esse filho que ele pretendia dar à Nara. Maya fixou o olhar em Dante, sem qualquer vestígio de afeto, seus olhos pareciam ter perdido o foco.
— Quero cuidar do funeral dele pessoalmente.
— Eu vou com você — respondeu Dante, mecanicamente.
Mas Maya balançou a cabeça: — Não precisa se incomodar, Sr. Rocha. Eu mesma cuidarei do funeral do meu sobrinho.
Dante, irritado pela frieza dela, rebateu: — Um funeral custa dinheiro. Você por acaso tem algum?
As palavras dele foram como um tapa de realidade no rosto dela. Que patético; ela não conseguia vingar o sobrinho e nem sequer tinha dinheiro para o enterro. Dependia financeiramente do próprio carrasco. Valeu a pena se entregar tanto por todos esses anos? Maya fazia essa pergunta a si mesma repetidas vezes, e a resposta era sempre "não".
Após um longo silêncio, ela ergueu a cabeça e disse com a voz rouca:
— Então, ficarei grata pela sua ajuda, Sr. Rocha.
Embora sua voz soasse calma e sem emoção, aquilo apenas serviu para aumentar a irritação de Dante.
Dante a levou pessoalmente ao crematório e não se afastou dela por um segundo. Maya não demonstrou nenhuma reação durante o trajeto, permanecendo em silêncio absoluto até que o funcionário entregou em suas mãos a pequena urna de madeira de sândalo.
Ao tocar a caixa fria, as lágrimas voltaram a cair sem controle sobre a madeira. Ela abraçou a urna contra o peito, soluçando:
— Não tenha medo, a tia está aqui... Eu nunca mais vou te deixar sozinho.
Imagens do sorriso de Luan inundavam sua mente; ele correndo para abraçá-la e chamando por ela. Aquele garotinho que já estava quase alcançando um metro e quarenta agora cabia na palma de suas mãos.
— Foi culpa minha... — O coração de Maya parecia estar sendo retalhado.
O choro de desespero ecoava na pequena sala e nos ouvidos de Dante. Ao ver o colapso dela, ele pegou um cigarro no bolso, impaciente. Olhou para a mulher que mal conseguia respirar de tanto soluçar, suspirou e guardou o cigarro de volta.
Ela chorou até que sua garganta não emitisse mais som. Só então as lágrimas pararam. Dante a envolveu pela cintura e a levantou do chão.
— Já chorou o bastante. Vamos.
Maya olhou para ele com os olhos inchados e vermelhos, mas seu olhar era tão frio quanto o gelo.
— Dante, assim que esse filho nascer, nunca mais quero te ver nesta vida.
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