"Sob o Sol Proibido: A Vingança do Espectro" Capítulo 11
Quando Dante arrombou a porta do quarto com um chute, Beatriz tinha acabado de desligar o telefone. O sorriso vitorioso ainda nem havia sumido de seu rosto quando Dante a agarrou pelo pescoço, levantando-a da cadeira!
— Foi você quem mandou matar a Clarice — a voz dele era um sussurro vindo das profundezas do inferno. — Ela acabou de te dar o próprio corpo, e você manda dispersar a alma dela... Beatriz, você é cruel.
O rosto de Beatriz ficou vermelho instantaneamente; ela tentava desesperadamente afastar os dedos dele: — Não... não fui eu... foi o mestre... ele sozinho...
— Ainda não admite? — Dante a arremessou violentamente contra a parede!
Beatriz caiu no chão, segurando o pescoço e tossindo convulsivamente enquanto as lágrimas jorravam: — Realmente não fui eu... Dante, acredite em mim... como eu poderia prejudicar a irmã...
Dante a encarou por alguns segundos e, de repente, sorriu. Um sorriso de arrepiar os cabelos.
— Ótimo. — Ele pegou o celular e discou um número. — Tragam o mestre aqui. Agora.
Dante puxou uma cadeira e sentou-se bem na frente de Beatriz. O quarto mergulhou em um silêncio mortal. Vinte e cinco minutos depois, passos apressados ecoaram no corredor. Dois capangas entraram empurrando o mestre.
— Chefe, o homem está aqui.
Dante levantou-se e parou diante do mestre. — Foi você quem matou a Clarice?
O mestre tremeu da cabeça aos pés e olhou instintivamente para Beatriz no chão. Ela tentava desesperadamente sinalizar com os olhos.
— Olhe para mim. — Dante apertou o queixo do mestre, forçando-o a virar o rosto. — Diga a verdade e eu não te mato. Diga uma mentira... e eu farei você implorar pela morte.
Os lábios do mestre tremiam. — Foi... foi a senhorita Bia... — Ele finalmente desabou, com a voz embargada. — Ela me mandou fazer isso... disse que me daria cinco milhões... eu fui ganancioso...
Beatriz gritou: — Você está mentindo! Eu nunca—
— Eu tenho a gravação! — o mestre berrou. — Todas as vezes que ela ligou, eu gravei! Está no meu celular!
Dante olhou para o subordinado, que imediatamente revistou o mestre, pegou o aparelho e deu o play em um áudio:
"Aquela mulher morreu? A alma já se dispersou? Tem certeza de que limpou tudo? Não deixe rastros... o dinheiro já foi depositado..."
A gravação terminou. Dante virou-se lentamente para Beatriz. Ela estava paralisada no chão, pálida como papel.
— Agora, — ele caminhou passo a passo em direção a ela — o que você tem a dizer?
— Eu... eu... — Beatriz rastejou e abraçou as pernas dele. — Dante, eu errei! Foi por amor... tive medo de que, se ela voltasse, você não me quisesse mais... eu perdi o juízo...
Dante a olhou de cima. — Você mandou matá-la. Ela acabou de te salvar, e você a matou.
— Não! Eu só... eu só queria que ela desaparecesse por um tempo... não queria matá-la de verdade...
— Chega.
Dante a chutou para longe. —阿豪 (Tiago). — chamou o subordinado. — Sim, chefe. — Cuide disso.
Beatriz rastejou loucamente de volta: — Você não pode me matar! Estou grávida do seu filho! Dante, é o seu sangue!
Dante parou. Ele olhou para o ventre levemente saliente de Beatriz. Por um longo tempo.
— Você tem razão — ele disse calmamente. — A criança é inocente.
Os olhos de Beatriz brilharam de esperança. Mas a frase seguinte a jogou no abismo:
— Então você viverá até o dia em que o bebê nascer. Mas cada grama de sofrimento que a Clarice passou, você sentirá também.
As pupilas de Beatriz se contraíram. — Não... você não pode...
Dante empertigou-se: — Tranque-a com o mestre no porão. Preparem o sangue de cão preto, o chicote e as cinzas de talismã. Tudo o que a Clarice viveu, repitam com ela. Sem faltar nada.
Os gritos de Beatriz ecoaram pela mansão enquanto ela era arrastada: — Dante! Você enlouqueceu! Sou a mãe do seu filho!
No porão, Beatriz foi amarrada ao tronco de tortura. O mestre, encolhido em um canto, assistia a tudo. Dante pessoalmente pegou o chicote embebido em sangue de cão preto. O primeiro golpe atingiu o ombro de Beatriz — exatamente sobre a cicatriz.
— Este golpe é pelos pais da Clarice.
Beatriz gritou. O segundo golpe atingiu as pernas. — Este é pelo Bernardo.
Terceiro golpe, quarto golpe... O chicote coberto de cinzas queimava a pele dela. Ela implorava por misericórdia, dizendo que o bebê não aguentaria. Dante agia como se estivesse surdo. Quando ela desmaiou, coberta de sangue, ele jogou o chicote de lado e caminhou até o mestre.
O mestre estava paralisado de terror. Dante agachou-se: — Agora é a sua vez.
— Por favor... me poupe... — o ancião chorava. — Sou velho... não aguento isso...
Dante sorriu: — Tudo bem, serei rápido. Tiago, a faca.
Ele recebeu um punhal e encostou a lâmina na garganta do mestre. — Uma vida por outra. Você matou a Clarice, eu mato você. É justo.
A lâmina pressionou a pele, fazendo surgir gotas de sangue.
— Espere! Espere! — o mestre urrou. — Ela não morreu! A Clarice Costa não morreu!
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