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"O Preço da Traição: Uma Nova Chance na Vida" Capítulo 12

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Na manhã seguinte, ignorando os protestos de Isabela Rios, Augusto Amaral pegou o primeiro trem de volta ao vilarejo.

Ele passara a noite em claro. As lembranças de Beatriz Farias tornavam-se cada vez mais nítidas; os momentos felizes que viveram no campo, antes soterrados, agora despertavam com o desaparecimento dela.

Em um transe de nostalgia, Augusto lembrou-se subitamente da noite em que Isabela se casou com seu irmão mais velho. Naquela ocasião, embriagado e caminhando à beira do rio, ele ouvira alguns rapazes comentando que pretendiam pedir a mão de Beatriz em casamento.

Tomado por uma fúria juvenil, ele deu uma surra nos sujeitos e, na manhã seguinte, foi à casa dos Farias pedir a mão dela primeiro. Ele sempre acreditou que fizera aquilo apenas para provocar Isabela; mas, agora, começava a questionar: seria apenas isso?

Durante os anos de casados, Augusto se habituara à presença constante de Beatriz. Às vezes, tinha pesadelos em que ela sumia de sua vida e acordava com uma dor lancinante no peito. Ele se sentia perdido, mas recusava-se a chamar aquilo de amor. Convencia-se de que amava Isabela e que o que sentia por Beatriz era apenas o peso do hábito.

Mais tarde, ele partiu para Brasília com Isabela para se estabelecer. Sob a sedução e as manipulações dela, ele concordou em forjar sua morte em combate para "recomeçar do zero" e desfrutar de uma vida de elite ao lado da cunhada.

"Augusto, você nasceu para grandes feitos. Como pode se deixar prender a um lugarejo como Água Doce?"

"Ou será que você me despreza por eu já ter sido casada e ter um filho?"

Isabela chorava lágrimas de crocodilo, fazendo o coração de Augusto fraquejar até que ele cedesse. De forma confusa e egoísta, ele abandonou tudo no vilarejo — sua mãe, sua esposa e seu filho — para viver o sonho urbano com Isabela.

Nas madrugadas em que perdia o sono, ele chegava a pensar em Beatriz, mas logo se acalmava dizendo que era apenas falta de costume. Ele repetia para si mesmo, como um mantra, que amava Isabela. Até agora. Agora que Beatriz realmente desaparecera.

Ao ouvir as palavras da enfermeira no hospital, Augusto percebeu o quanto estava apavorado. Ele achava que ela era apenas uma coadjuvante em sua biografia, mas agora via que ela estava entranhada em sua própria existência.

Enquanto olhava a paisagem pela janela do ônibus, ele só conseguia ver o sorriso de Beatriz. Imagem por imagem, como um filme em câmera lenta. Ele não ousava imaginar o que faria se algo realmente acontecesse a ela.

Suspirou profundamente e tomou uma decisão: ele a encontraria a qualquer custo. Explicaria tudo, pediria perdão e faria de tudo para compensá-la por todos os anos de sofrimento. Augusto pensava, com uma arrogância cega:

Ela vai me perdoar.

Afinal, eles cresceram juntos, eram namorados de infância. Ela sempre foi tão doce, tão submissa... bastaria um pouco de carinho e algumas palavras mansas para que ela voltasse correndo para os seus braços.

Ele começou a fantasiar um futuro de reconciliação: teriam mais uma filha para completar a família, viveriam felizes. Ele trabalharia duro na capital, e ela ficaria em casa cuidando dos velhos e das crianças. Que vida perfeita!

Quanto mais pensava, mais ansioso Augusto ficava. No instante em que o ônibus parou, ele praticamente correu para dentro de sua antiga casa. Ao olhar ao redor, viu apenas sua mãe.

Augusto perguntou, decepcionado: "Onde está a Beatriz?"

Ao ouvir o nome, Dona Margarida começou a esbravejar: "Fugiu! E eu vou lá saber para onde aquela infeliz foi? Você, seu moleque irresponsável, foi para a cidade e deixou mulher e filho nas minhas costas? Acha que eu, uma velha, tenho que dar conta de tudo? Tentei ligar para você e não consegui, gastei meus trocados à toa na farmácia!"

Após dez minutos de insultos, ela parou para beber um gole de água e molhar a garganta.

"Você tem que trazê-la de volta! Entrou na família Amaral e agora acha que pode sumir? Que audácia! Ela tem que me servir com todo o respeito! E trate de trazer o Thiago de volta. Se ela quiser se esfregar com algum vagabundo por aí, o problema é dela, mas por que levou meu neto?"

Augusto estacou, pálido: "O que a senhora disse? A Beatriz não voltou para cá?"

Dona Margarida zombou: "Voltar? Ela saiu daqui há dias e nunca mais deu as caras! Deixou essa velha sozinha em casa! Quando ela voltar, eu juro que quebro as pernas dela! Fugir de casa? Dei muita liberdade para aquela sonsa!"

O rosto de Augusto ficou branco como papel. Ela não voltara? Então, para onde, em nome de Deus, Beatriz poderia ter ido?

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