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"O Favo​ & O Cão de Guarda​" Capítulo 12

正文开头

O mordomo ficou para lidar com o resto.

Eu levei Dante de volta para a mansão.

O médico, por coincidência, estava de folga naquele dia.

O corpo dele já não tinha mais força alguma.

Os cílios estavam úmidos.

Aquele olhar antes brilhante agora estava coberto por uma leve névoa.

Quando me olhava, havia um traço de confusão.

A pele inteira estava levemente avermelhada.

O pomo de Adão subia e descia.

Ele simplesmente deixava que meus dedos percorressem seu corpo.

Seu corpo queria mais contato.

Mas seus olhos apenas imploravam, em silêncio.

Tão obediente.

Tão vulnerável.

Sorri de leve.

— Você sabe o que tinha naquela bebida… e mesmo assim bebeu por mim?

— Estava tão preocupado assim comigo?

Ele enterrou o rosto no meu pescoço.

Respondeu baixo:

— Uhum…

Meus dedos deslizaram lentamente.

Ele soltou um suspiro contido, quase desesperado.

— Eu quero…

Os cílios tremiam.

Ele se aproximava, buscando minha mão.

— Quer o quê? Fala.

Toquei levemente.

— Quer um beijo?

A voz dele saiu baixa, rouca:

— …Quero.

Fingi não entender.

— Onde?

Ele mordeu o lábio.

Sem responder.

— Você tem tantos pontos sensíveis… se não disser, como vou saber?

Meus dedos apenas contornaram a nuca dele.

A respiração dele falhou.

Ele se aproximou ainda mais, escondendo o rosto.

As orelhas estavam vermelhas.

— Diz… onde você quer?

Os cílios abaixados.

O rubor descendo pelo pescoço.

A voz, baixa e tensa:

— …Quero te beijar.

Fiquei em silêncio por um instante.

E então sorri.

Tão inocente assim?

Bloqueei levemente a aproximação dele, provocando:

— Lobos não costumam escolher o melhor? E se um dia aparecer alguém mais gentil… alguém que saiba cuidar melhor de você… seu coração não vai mudar também?

Os olhos dele ainda estavam úmidos.

Mas havia uma firmeza obstinada ali.

— Não.

Ele ergueu o rosto.

— Dante sempre será leal à senhorita.

E então… se aproximou.

A cauda, que antes se agitava, agora se enroscou obedientemente na minha cintura.

Do lado de fora, a luz da lua era suave.

Envolvia nossas sombras entrelaçadas.

Todas as promessas de lealdade.

Todas as palavras sobre “para sempre”.

Se dissolveram naquele beijo puro e hesitante.

【Fim da história】

???? Pós-escrito

Para mim, dez anos sempre foram um marco importante.

Nos primeiros dez anos da minha vida, eu criei um lobo ingrato.

Nos dez anos seguintes, fui traída por ele— e, por acaso, encontrei um pequeno lobo ensanguentado naquela arena.

E o terceiro período de dez anos… passou a se repetir infinitamente nos meus sonhos.

Talvez… ter deixado Roberto viver tenha sido um erro.

Ele se uniu aos remanescentes.

E tentou me eliminar.

Era um dia comum.

Um carro preto veio em nossa direção em alta velocidade.

No instante em que a bala atravessou o vidro—

Dante se lançou sobre mim, por instinto, usando o próprio corpo para me proteger.

O caos tomou conta.

Mas mesmo assim, ele se arrastou, coberto de sangue, ficando diante de mim.

As balas vinham de todas as direções.

E atravessaram o coração dele com precisão.

O mordomo e os seguranças me puxaram para longe.

Foi a primeira vez que eu chorei.

— Dante! Volta!

Gritei o nome dele.

Ordenei.

Pela primeira vez… ele não me obedeceu.

Avançou sozinho.

Enfrentou todos os assassinos à frente.

Até que uma lâmina perfurou suas costas.

E o cravou contra a parede.

O sangue escorreu lentamente pelos lábios.

No último instante de vida, ele olhou para mim.

E sorriu.

De leve.

A ponta da cauda, manchada de sangue, se moveu com dificuldade.

Como naquele primeiro encontro.

Na arena escura, quando ele, coberto de sangue, balançou o rabo e disse que queria ir comigo.

As duas imagens se sobrepuseram.

Os lábios dele se moveram com dificuldade.

Entre lágrimas e um sorriso ingênuo,

ele disse:

— Dante… sempre será leal à senhorita.

O campo de treinamento nos arredores já estava abandonado.

O mato crescia até os tornozelos.

O mordomo me perguntou se eu queria outro metamorfo.

Eu apenas olhei.

Sem responder.

Eu sempre achei que lealdade era apenas uma estratégia de sobrevivência.

A traição de Victor me fez acreditar que nenhum deles jamais iria contra a própria natureza.

Até que…ele caiu ali, diante de mim.

Cumprindo sua promessa com a própria vida.

O pôr do sol era deslumbrante.

Eu estava sentada no jipe,olhando para aquele campo vazio.

E, por um instante,achei que vi—aquele pequeno lobo,recém-saído do treino,correndo em minha direção.

O cabelo escuro ao vento.

Ofegante.

Os olhos…sempre voltados apenas para mim.

O vento tocou meu rosto.

E, de repente—as lágrimas caíram.

Sempre que olho para a lua cheia,

sinto o cheiro de pinho no ar.

Talvez seja ilusão.

Ou talvez…ele ainda esteja aqui, de alguma forma.

Como prometeu nunca deixando a sua senhora.

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