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"Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança" Capítulo 18 — Me Ajuda a Resgatar Uma Criança

正文开头

Serena curvou os lábios num sorriso: "Como se fossem poucos os que me investigam."

"Esse é diferente." O homem estava em cima de uma torre alta, binóculo na mão, o olhar fundo e sério: "Quem está te rastreando é o Bruno."

"Merda." Serena soltou um palavrão.

Uma risada baixa e levemente irritante chegou pelo fone:

"Sere, eu sempre falei. Se seis anos atrás você tivesse me pedido ajuda, não estaria nessa encrenca."

"Heitor, não consigo me envolver com quem é praticamente da família, tá bom?" Serena disse.

Heitor suspirou: "Se eu sou capim, sou o mais bonito de todos."

"Para com essa vaidade." Serena ficou séria: "Quanto descobriram dessa vez?"

"Dessa vez tá complicado." Heitor disse: "Da última vez que você se machucou, alguns rastros não foram apagados a tempo, e eles chegaram até mim."

"Ah, então esse problema fica com você." Serena disse sem cerimônia. "E além disso, me ajuda a resgatar uma criança."

"Como assim?" Heitor teve um pressentimento ruim.

"Encontrei meu filho mais velho. Está com Rafael Duarte." Serena disse: "Me ajuda a tirá-lo de lá."

"Hm." Heitor perguntou com aquela leveza de quem não está nem um pouco levando a sério: "E a comissão seria... você se entregar?"

"Vai se catar." Serena ouviu passos se aproximando da porta e desligou na hora.

Mal guardou o celular, viu Rafaela entrar pelo corredor.

Coincidência ou não, Rafaela também estava de vestido preto naquela noite, com pedaços de strass espalhados pelo decote e um colar de diamantes no pescoço. Era evidente que tinha se arrumado com cuidado.

Pena que por mais bem vestida que estivesse, a presença não acompanhava.

Serena curvou os lábios. Naquela manhã, uma colega tinha ido perguntar a cor do seu traje para a festa, e era óbvio que estava fazendo o serviço de Rafaela.

Então Serena tinha dito de propósito que estava sem dinheiro para comprar vestido novo e tinha se virado com uma coisa básica preta que achou por aí.

E Rafaela tinha aparecido de preto de verdade.

Sem problema. Quando duas pessoas usam a mesma cor, quem sai mal é quem não tem o que sustentar.

Como esperado, quando Rafaela viu Serena, a expressão dela congelou num instante.

Não tinha dito que era uma coisa barata? Por que parecia uma peça de alta costura de alguma grife?

Serena sorriu para ela e puxou o braço dela com naturalidade: "Que coincidência, senhorita Sousa. A gente combinou no gosto."

Serena tinha uma força considerável. Rafaela não conseguiu se soltar, e foi arrastada assim pelo corredor até o salão do evento lá embaixo.

No momento em que as duas entraram lado a lado, o ambiente em volta ficou em silêncio por alguns segundos.

Quase todos os olhares passaram rapidamente por Rafaela e foram direto se fixar em Serena.

Ela estava linda demais. O preto elegante e misterioso, a rosa de folhas secas com aquela sedução singular, a pintinha vermelha no canto do olho, e um rosto de traços limpos e puros que não precisava de maquiagem nenhuma.

Rafaela olhou para o espanto nos olhos de todos ao redor e sentiu como se tivesse sido colocada num pelourinho público.

Se Serena era a princesa da festa, ela não passava da criada carregando o sapato.

E todo mundo estava completamente alheio ao ódio que ardia dentro dela, porque estavam todos aglomerados em volta de Serena.

Rafaela foi ignorada por completo. E ser ignorada era, de longe, a humilhação mais pesada que existia.

Enquanto isso, no salão Serena conversava e ria com desenvoltura, e do lado de fora do instituto, dois pequenos espionavam pela porta.

"Zarinha, a gente vai se grudar num adulto e entrar junto." Lorenzo cochichou para Zara.

Zara acenou com a cabeça obediente e apertou a mão do irmão com força.

Os dois escolheram um adulto na entrada e foram seguindo por trás com toda a naturalidade.

Mas no segundo seguinte, o segurança estendeu o braço bloqueando as duas crianças: "Crianças, o instituto não permite a entrada de menores."

O plano de se passar por familiares tinha dado errado. Lorenzo viu o adulto que eles estavam seguindo já ter sumido lá dentro, e uma ideia piscou na cabeça.

Ele podia se passar por Henrique. Afinal, eram idênticos.

Quem ia barrar o filho do dono do lugar?

Então, com toda a calma, o menino tirou a máscara do rosto.

O segurança reconheceu Henrique na hora, e o sorriso veio imediato: "Ah, é o senhorinho! Pode entrar, senhorinho!"

Lorenzo tomou a mão de Zara e entrou com aquele passo de quem manda no pedaço.

Naquele mesmo momento, Rafael chegou do lado da sede principal da empresa, bem na entrada do instituto.

"Hm, o senhorinho apareceu?" Gabriel, sentado na fileira da frente, franziu o cenho curioso.

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