"Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança" Capítulo 7 — Rafael Duarte Tem um Filho?
Rafael abaixou a cabeça de repente e mordeu o ombro de Serena.
"Você..." Serena tentou se soltar.
Mas ele a segurou com força, a mordida funda e deliberada.
Um instante depois, ele se endireitou devagar e limpou o canto da boca com calma, sem pressa nenhuma.
O corpo alto dele encobria Serena por completo: "Essa pinta é feia. Eu tirei pra você."
"Que absurdo!" Serena empurrou Rafael, mas ele não se moveu nem um milímetro.
O olhar dele era de desejo e de algo selvagem ao mesmo tempo. Ele segurou o queixo dela, e a voz saiu fria: "Da próxima vez, pensa bem em como vai apagar o fogo antes de acender."
"Então o Sr. Duarte está precisando de alguém para apagar o fogo?" Serena já tinha avistado Rafaela parada na porta.
Então ela enrolou os braços em volta do pescoço de Rafael: "A sua governanta não serve?"
"Bisbilhotando minha vida privada?" Os lábios de Rafael roçaram a testa de Serena.
Ele percebeu que o aroma suave de ervas que emanava dela estava entrando pelo nariz e despertando algo nele outra vez.
Que diabos. O que era essa mulher?
"A vida privada do Sr. Duarte eu prefiro não saber mesmo." Serena deu uma risinha leve.
Na porta, Rafaela não aguentou mais e entrou com passos largos.
Quando Serena falou em "governanta", ela já tinha chegado ao limite da raiva.
Mas segurou, esperando a resposta de Rafael.
O problema era que Rafael tinha falado colado em Serena, e ela não conseguiu ouvir nada.
Mas só de ver os dois assim, naquele calor todo, não precisava adivinhar o que tinha sido dito.
"Serena Viana, você é mãe de filhos, e fica por aí se enrolando com outro homem. Você gosta tanto assim de colocar chifre no seu marido?"
"A senhorita Sousa se preocupa tanto com o meu marido assim, será que está se entendendo com ele?"
"Você..." Rafaela não esperava que, depois de tantos anos, a língua de Serena tivesse ficado afiada daquele jeito.
Os olhos dela logo se encheram de lágrimas, e ela virou o rosto para Rafael:
"Rafa, eu sei que sou limitada, que não consigo te ajudar em muita coisa. Só me esforço para compensar o que falta, como naquela vez..."
Ela deixou a frase pela metade, mas Rafael sabia do que ela estava falando.
Algo que parecia pena ou gratidão se mexeu dentro dele.
Naquela época, para salvá-lo, Rafaela tinha provado cada erva antídoto que encontrava, até a boca ficar tão inchada que ela mal conseguia falar.
E ele tinha sido envenenado e ficado cego por um tempo. Ela cuidou dele, mas partiu silenciosamente na manhã em que ele recuperou a visão, sem deixar nem o nome.
A imagem que ficou na memória era a de uma menina simples e desapegada, completamente diferente da Rafaela de agora.
Mas o que havia entre eles naquela época não tinha testemunha. Ninguém sabia.
Então, teria sido a ambição que mudou uma menina assim?
"Não tem nada entre nós, não pensa besteira." Rafael forçou uma palavra de conforto.
Depois virou para Serena: "Senhorita Viana, está na hora de ir."
Rafaela sabia que não podia dizer mais nada. Ficou rangeando os dentes enquanto via os dois saírem.
Mas assim que Serena saiu pela porta, ela abriu a palma da mão.
Ali estavam dois fios de cabelo, da mesma cor do cabelo de Serena.
Rafaela discou um número: "Manda um pacote pra mim de forma anônima..."
Na mansão dos Duarte.
Rafael entrou com Serena pela sala quando viu uma empregada guiando um médico às pressas escada acima.
"O que está acontecendo?" Rafael perguntou.
"O senhorinho de novo..." A empregada viu Serena ali e se conteve instintivamente, sem terminar a frase.
Rafael já entendeu. O cenho se fechou: "Já vou lá."
Dito isso, virou para Serena: "Senhorita Viana, surgiu um imprevisto. Vou mandar o motorista te levar de volta."
Serena acenou com a cabeça, mas uma dúvida ficou rondando na cabeça dela.
Rafael Duarte. Ele tinha um filho?
Naquele momento, um barulho vindo lá de cima ecoou pela mansão, pesado e perturbador.
Uma empregada desceu correndo com a mão cobrindo a cabeça, sangue escorrendo pela testa.
Rafael não tinha mais tempo para se preocupar com Serena e subiu a escada em passos largos.
Mal chegou à porta do quarto no segundo andar, o médico saiu apressado e disse:
"Sr. Duarte, desta vez o Henrique está demais... os métodos convencionais já não funcionam. Eu recomendo sedativo."
"Não falaram que sedativo prejudica o desenvolvimento dele?" A voz de Rafael estava carregada.
"Já tentamos tudo o que era possível, desta vez..." O médico estava visivelmente sem saber o que fazer.
No silêncio que caiu sobre os dois, a voz de Serena soou ao lado deles:
"Deixa eu tentar."
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