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"A Traição da Prima Invejosa" Capítulo 5

正文开头

Amélia acabou sendo presa.

E ali, dentro da prisão, tornou-se alguém que qualquer um podia humilhar.

Na cela, a violência acontecia o tempo todo.

— Ei, novata, ajoelha e presta reverência pra nossa chefe!

Amélia não se moveu.

A resposta foi um chute violento no estômago.

Ela se encolheu de dor no chão, e a líder das presas puxou seus cabelos, forçando-a a levantar a cabeça.

— Olha só… ainda tem coragem de me encarar?

Sabendo que ela tinha medo de homens, elas fizeram de propósito.

Chamaram uma detenta de aparência masculina para provocá-la, que se aproximou, beijando e apalpando seu corpo com malícia.

— Calma, gatinha… o “irmão” aqui vai cuidar bem de você…

O corpo de Amélia começou a tremer violentamente.

O trauma voltou com força.

Ela entrou em crise novamente.

Mas o que recebeu em troca foram apenas risadas estridentes e cruéis.

…

A partir daí, todos os dias eram iguais.

Além das agressões e humilhações, ela ainda era obrigada a fazer trabalhos que nem eram dela.

Esfregar vasos sanitários de vários andares até vomitar.

Lavar roupas sujas até os dedos racharem e sangrarem…

À noite, quando voltava para a cela, não podia nem descansar.

Era obrigada a cantar para a “chefe”.

Se cantasse mal, era espancada de novo.

Apagavam pontas de cigarro em sua pele.

Cuspiam nela…

…

Uma vida pior que o inferno.

Depois de uma semana assim…

Amélia não aguentou mais.

…

Ela começou a escrever cartas.

Uma após a outra.

Desesperadamente.

Todas endereçadas a Leonardo.

Ela escreveu tudo.

As mentiras de Bianca.

A verdade.

Tudo.

Ela pensava…

Depois de vinte anos juntos, ele conhecia quem ela era.

Se ao menos ele lesse uma carta… ela poderia sair dali.

Era sua única esperança.

…

Mas uma semana depois—

O guarda jogou um monte de cartas diante dela.

— Para de escrever. Nenhuma foi aceita.

— Todas voltaram. Nem abriram.

Amélia olhou para aquelas cartas intactas.

Cobriu o rosto.

E riu.

Mas lágrimas salgadas escorriam entre seus dedos.

…

No dia do julgamento—

Amélia estava irreconhecível de tão magra.

Quando o juiz declarou:

“Prisão perpétua.”

Ela sequer teve forças para reagir.

…

De volta à prisão, um guarda que a conhecia suspirou e disse:

— Na verdade, você pegaria no máximo cinco anos.

— Mas o lado do Sr. Tavares pressionou.

— Disseram que a Srta. Bianca sofreu um aborto e um trauma psicológico grave.

— Então precisavam te punir severamente.

Amélia levantou a cabeça.

Olhou para o teto.

Piscou repetidamente, forçando as lágrimas a não cair.

Então… não era só que ele não acreditava nela.

Ele mesmo… a empurrou para o abismo.

…

Enquanto isso—

No escritório do presidente do Grupo Tavares.

O assistente hesitou ao relatar:

— Sr. Tavares… sua esposa recebeu prisão perpétua… isso não é pesado demais?

Leonardo nem levantou a cabeça.

Folheava os documentos com indiferença.

— É só uma lição.

Ele fez uma pausa e acrescentou:

— Não posso dar um nome oficial à Bia.

— Então pelo menos darei a ela um casamento grandioso como compensação.

— Depois do casamento, vá tratar da fiança da Amélia.

Era só um mês presa.

Depois ele a acalmaria… e tudo voltaria ao normal.

…

Um mês depois.

No refeitório da prisão.

A televisão transmitia notícias financeiras.

— “Segundo informações, o presidente do Grupo Tavares realizará um casamento de proporções históricas com a Srta. Bianca Ferreira…”

Na tela—

Leonardo colocava um anel no dedo de Bianca.

O olhar cheio de ternura.

Cheio de amor.

…

Amélia observava.

Segurando a colher.

E terminou, mecanicamente, o último pedaço de comida do prato.

…

Depois do jantar, durante o tempo de pátio—

Amélia foi sozinha até o pequeno bosque.

Ela pegou um fósforo.

Que havia escondido por muito tempo.

E acendeu as folhas secas.

O fogo se espalhou instantaneamente.

As chamas subiram alto.

— Sai daí! Você quer morrer?!

Os guardas gritavam desesperados.

Mas Amélia permaneceu ali.

Imóvel.

E balançou a cabeça com calma.

…

No instante em que a fumaça começou a consumir sua consciência—

Ela viu uma figura correndo em sua direção.

Alguém a puxou para um abraço.

A voz, familiar.

— Mel… não tenha medo.

— Eu cheguei.

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