"Promessa de Ódio, Sussurro de Amor" Capítulo 5
Ao abrir os olhos novamente, Sophia estava deitada em uma cama de hospital, com o corpo inteiro doendo como se estivesse desmontando. Ela já tinha perdido a conta de quantas vezes havia sido internada.
Foi então que o telefone tocou. Era o guarda da prisão a quem ela dava um "agrado": "Senhorita Sophia, sua mãe está recebendo um 'tratamento especial' aqui. Você ofendeu alguém importante?"
Sophia perdeu o fôlego, perguntando atônita: "O que você disse...?"
"Alguém deu ordens aos superiores para darem uma 'atenção especial' à sua mãe. Agora ela não está recebendo comida, está sendo alvo das outras presas e fica dez horas por dia no pátio, sob o sol!"
As palavras soaram como um raio em céu azul, fazendo-a sentir uma vertigem. A voz do telefone parecia se afastar.
A porta do quarto se abriu de repente. Vincent entrou.
Sophia ergueu o olhar lentamente para ele. De repente, tudo ficou claro. "Foi você."
Só Vincent poderia fazer algo assim. Além disso, ele ainda acreditava que ela tinha ameaçado Camila.
Não havia confusão ou surpresa no rosto de Vincent.
Ela olhou para ele como se nunca o tivesse conhecido, sua voz trêmula: "Minha mãe fez um grande favor à sua família. Você não pode fazer isso com ela. A saúde dela nunca foi boa. Ela não aguenta esse tratamento."
Vincent se aproximou, agarrou seu rosto com força. Seus olhos eram gelados. "Ela fez um favor à minha família, sim. Mas não à Camila. Se você tem alguma queixa, venha atrás de mim. Eu que devo pagar. Mas por que você teve que machucar uma pessoa inocente de novo?"
No final, parecia que seu rosto seria esmagado por sua mão.
Ela o encarou com olhos vermelhos, teimosa. "Eu não tirei fotos. Nunca ameacei a Camila. Se não acredita, verifique as câmeras da entrada do hotel..."
"Se não foi você, quem mais poderia ser? Camila tem um temperamento gentil, nunca brigou com ninguém. Só você." Ele a encarou friamente.
Não importava o quanto ela se defendesse, ele já havia decidido que era ela.
Sophia puxou os lábios num sorriso amargo. Uma lágrima escorreu do canto de seu olho, deslizando sobre o dorso da mão de Vincent.
O calor a fez estremecer, como se algo dentro dele tivesse sido queimado.
"Tudo bem. Eu errei. Diga a eles para deixarem minha mãe em paz. Eu vou ficar bem longe da Camila de agora em diante."
Ela se curvou, cedendo. Não queria mais lutar uma batalha inútil. Não adiantava nada. Ela só queria que sua mãe ficasse bem. Ainda precisava levá-la para longe dali.
Vendo-a se render, a mão de Vincent afrouxou a força, transformando-se num toque suave. Sua voz também se suavizou. "Eu também não queria machucar a tia Helena. Mas a Camila é inocente. Ela não vai mais aparecer em nossas vidas. Se você não quiser interagir com ela, não precisa. Mas não a machuque."
Sophia sentiu um beijo leve em sua testa. Ela assentiu, distante, como uma boneca obediente.
Mas, por mais obediente que fosse, não conseguiu salvar sua mãe.
A ligação da prisão veio no dia seguinte. No caminho para lá, ela não se lembrava de nada. Quando voltou a si, já estava no necrotério.
Sobre uma maca aberta, jazia sua mãe, silenciosa, pálida. Sophia desabou no chão, sua mão tremendo, hesitante em tocar.
Sua voz engasgada, lágrimas caindo sobre o rosto frio, incapazes de trazer de volta um único traço de calor. "Mãe... você não disse que ia embora comigo?... Acorda... Estávamos tão perto de partir... Por quê?... Por quê?..."
O guarda, ao lado, explicou com relutância: "Foi uma insolação. Quando descobrimos, já era tarde."
Naquele mesmo dia, Sophia cremou sua mãe. O funeral teve apenas ela.
Antes do funeral começar, ela ligou para Vincent dezenove vezes. Todas sem resposta. Ao desligar, viu o vídeo mais recente no feed de Camila.
Era de um show. E a pessoa ao lado dela, olhando para ela com ternura, era exatamente quem Sophia não conseguia encontrar em lugar algum.
No vídeo, o som era caótico, as luzes piscavam. Isso a fez lembrar de quando o convidara para o show de sua banda. Ele dissera: "Você sabe que não gosto de lugares cheios e barulhentos."
Mas agora, ele estava lá, acompanhando Camila em um show lotado. Sophia soltou um riso de autodepreciação. Não ligou mais.
Ela comprou um colar na funerária e, com as próprias mãos, colocou as cinzas de sua mãe dentro. "Mãe, vou levá-la embora..."
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