"Papai bilionário do bebê" Capítulo 2: Tem certeza que quer isso?
Eu podia sentir a música vibrando nos alto-falantes e o forte cheiro de suor. Olhando para a pista de dança, era como um mar de pessoas se esfregando e se beijando.
"Vou pegar uma bebida..." Eu digo para a Adriana que já me deixou, provavelmente para dançar com algum cara aleatório.
Eu caminho em direção ao bar e sento em um banquinho. "Eu vou tomar um Cuba Libre." Vou ficar bêbada hoje à noite e ninguém pode me parar.
Enquanto o bartender me entrega minha bebida, um cara bonitão senta no banquinho ao meu lado e pede uma Heineken.
Discretamente dou algumas olhadas enquanto tomo minha bebida.
Olhada: Ele tem uma barba por fazer que o deixa com uma aparência meio rústica.
Olhada: Pele bronzeada com uma cor natural; meio irrealista para Nova York, mas tanto faz.
Olhada: Cabelos castanhos com um estilo de "acabei de acordar"; mas funciona.
Olhada: Camisa branca de botões, pelo caimento parece que ele está em forma. Fico imaginando como seria lamber os músculos abdominais dele.
NÃO! Má ideia, Jess.
Olhada: Ele está me olhando! Abortar missão! Repito, abortar missão!
Bebo o restante da bebida.
Engasgo um pouco.
Morro de vergonha.
"Você está bem?"
Meu Deus, ele está falando comigo! O que diabos eu faço? Respire fundo, mantenha a calma.
"Hmm? Ah, sim, estou bem, só engoli errado." Jessica, idiota, as pessoas não têm canos! Ou têm? Vou pesquisar depois.
"Eu sou o Luke." Ele estende a mão para cumprimentar.
Seguro a mão dele, sorrio e digo meu nome: "Jessica."
Depois de muitas bebidas e horas de conversa, ele me pergunta se eu quero ir para o apartamento dele. Concordando, encontro a Adriana e aviso que estou indo embora.
"Ei, estou indo embora."
"Já? Ela faz um biquinho, "Mal tivemos tempo juntas."
"Yeah, na próxima vez, mas eu realmente preciso ir agora." Respondo, apontando para o Luke que ainda está me esperando.
"Oh, entendi. Então saia daqui e aproveite." Ela sorri, me expulsando. Atravesso a pista de dança lotada voltando para o Luke, na frente da porta.
"Você está pronta para ir?" Ele sorri; eu me derreto.
"Sim, me leve." Eu dou risadinhas tropeçando para fora do Inferno.
Cerca de quinze minutos depois, chegamos em um dos prédios de apartamentos mais caros de Nova York. "Você mora aqui?"
"Sim, legal né." Ele ri, nos levando até os elevadores. As portas se fecham, nos deixando sozinhos. Começo a dançar ao som da música do elevador, dando voltinhas e balançando os quadris, acho que até twerkei um pouco. Tropeçando, caio no peito do Luke. "Desculpa." Dou risadinhas.
Subindo nas pontas dos pés, me inclino para beijá-lo enquanto ele abaixa a cabeça em minha direção, nossos lábios se encontram em um beijo alcoolizado, nos separamos quando o elevador apita e a porta se abre. Ele me guia até a porta, soltando minha mão brevemente para abrir a porta de uma linda cobertura.
"Uau." Eu digo. Mal tenho tempo de me virar antes que Luke esmague os lábios nos meus, ambos recuando para trás, eu acerto o que parece ser uma porta e começo a tatear em busca da maçaneta sem parar o beijo. Finalmente encontrando a maçaneta, abro a porta e recuo até que as costas dos meus joelhos batam na cama, e acabamos rolando na cama.
"Você tem certeza que quer isso?" Luke pergunta, ofegante, entre beijos.
"Com certeza." Aquela única palavra com quatro sílabas foi tudo o que ele precisou para me levar ao céu e de volta.
Eu acordo com o som do chuveiro e a sensação de que minha cabeça vai explodir. Sonolenta, eu me sento na cama confortável, minha boca parece que engoliu várias bolas de algodão. Esticando os músculos, faço uma careta com o desconforto na minha região sul.
"Oh Deus, oh Deus, oh Deus, o que aconteceu ontem à noite?" Segurando o lençol ao redor do meu corpo, eu visto minhas roupas que estavam convenientemente colocadas na cadeira do canto.
Silenciosamente, abro e fecho a porta passando pela sala de estar até o hall de entrada, saio sem olhar para trás com meus saltos balançando na mão. Chego ao saguão sem interrupções e chamo um táxi.
Chego em casa e vou direto para o chuveiro. Tirando a roupa, ligo a água e entro, deixando a água bater rapidamente nas minhas costas, acalmando meus músculos tensos. A água logo fica fria, então desligo e me enrolo em uma toalha junto com o cabelo.
Vestindo calças pretas de yoga, uma blusa regata azul e minhas meias felpudas rosa, entro na cozinha/sala de estar e engulo dois comprimidos de Tylenol para ajudar com a náusea e dor de cabeça.
Lentamente, vou até o sofá e me jogo nele de costas, e então caio em um sono sem sonhos.
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