"O Ex Errou Feio: Minha Nova Chance de Felicidade" Capítulo 9
Era evidente…a tensão entre os dois homens estava prestes a explodir.
Rapidamente, puxei de leve a manga de Lucas, sinalizando para que ele não discutisse com Ricardo.
Não valia a pena.
Lucas virou a cabeça para mim…e respondeu em voz suave:
— “Fica tranquila.”
— “Enquanto eu estiver aqui… não vou deixar esse seu ex-marido te intimidar.”
Nosso pequeno gesto…não passou despercebido por Ricardo.
O rosto dele ficou ainda mais pálido.
Ele parecia à beira de desabar, como se mal conseguisse se manter em pé.
— “Cami… então é por causa dele que você não quer voltar comigo?”
Eu realmente não entendia…o que tinha acontecido com Ricardo para ele agir assim de repente.
O olhar dele…estava obsessivo.
Quase assustador.
Lembrei das palavras de Dona Teresa:
“Esse menino é teimoso… se não conseguir a resposta que quer, não desiste.”
Nesse momento…
Lucas voltou a falar.
— “Ricardo, não distorce as coisas só porque não conseguiu o que queria.”
— “Eu e a Camila nos conhecemos há três dias.”
— “Estamos jantando juntos porque somos parceiros dessa viagem de estudos.”
Ele fez uma pausa, firme:
— “Ela te recusou não por impulso, nem por vingança…”
— “foi uma decisão pensada, madura.”
Depois…um leve sorriso surgiu nos lábios dele — quase provocador.
— “Além disso… vocês já estão divorciados há meio ano.”
— “Ela ter outros pretendentes… não é o normal?”
— “O mundo não gira só em torno de você.”
— “A diferença é que você teve sorte… de ser escolhido por ela antes de todos nós.”
Ao ouvir aquilo…o rosto de Ricardo perdeu completamente a cor.
Ele não respondeu Lucas.
Deu apenas um passo na minha direção.
— “Cami… você me amou por seis anos…”
— “isso pode desaparecer assim, de repente?”
A voz dele saiu apressada, quase desesperada:
— “Agora eu entendo tudo que você se importava…”
— “eu não vou mais ultrapassar limites com nenhuma mulher…”
— “não vou mais te ignorar… nem te deixar sozinha…”
— “Eu sei que você é alérgica a margaridas… que tem intolerância à lactose…”
— “eu aceito você criar gatos e cachorros em casa…”
— “não vou mais exigir que você siga minha rotina…”
— “não vou mais deixar que você seja a única a se esforçar…”
— “Chega!!!”
Eu não aguentei mais ouvir.
Saí de trás de Lucas…e encarei Ricardo diretamente.
Minha voz estava fria.
— “Além da alergia… todas as outras coisas que destruíram nosso casamento…”
— “você sempre soube, não sabia?”
Ele ficou em silêncio.
Eu apertei levemente as mãos…mas minha voz ficou ainda mais calma.
— “Ricardo… antes eu não entendia.”
— “Por que você era gentil com todo mundo… menos comigo.”
— “Mas depois eu percebi…”
— “o erro começou comigo.”
Respirei fundo.
— “Quando eu me coloquei abaixo de você desde o início…”
— “para alguém que só recebia… isso parecia uma permissão.”
— “como se tudo que você fazia fosse aceitável.”
— “Mas não é assim.”
— “Amor… deveria ser igual.”
Olhei diretamente nos olhos dele.
— “Eu sou uma pessoa.”
— “Fui criada com amor pelos meus pais.”
— “Eu não permito que ninguém… use o nome de ‘amor’ para me machucar ou me pisar.”
— “Eu nunca dei esse direito a ninguém.”
Minha voz baixou…quase um sussurro.
— “…mesmo que eu tenha te amado muito… muito mesmo.”
Depois disso…virei-me para Lucas.
— “Vamos. Amanhã ainda temos atividade ao ar livre.”
Lucas apertou os lábios…
e caminhou ao meu lado.
Nenhum de nós olhou para trás.
Ricardo ficou ali…
parado.
Sozinho.
…
Quando voltamos ao hotel, eu estava prestes a abrir a porta do quarto…
quando Lucas me chamou:
— “Camila.”
— “Hm?”
Sob a luz suave do corredor…
ele me olhava com seriedade.
— “O que você disse agora há pouco…”
— “foi incrível.”
As orelhas dele ficaram levemente vermelhas.
E, de repente, ele começou a falar de forma meio hesitante:
— “…eu realmente te admiro.”
— “Se… se você realmente tem muitos pretendentes…”
Ele respirou fundo…e finalmente disse:
— “posso ficar em primeiro lugar?”
Ao ouvir aquilo…
eu não consegui me segurar — e caí na gargalhada.
Dessa vez, ri tanto que precisei me curvar, segurando a barriga…
até lágrimas surgirem no canto dos olhos.
Lucas ficou irritado.
Segurou meu braço e disse, meio emburrado:
— “Por que você tá rindo de novo?”
— “Eu tô falando sério! Passei um tempão criando coragem pra dizer isso!”
Olhei para o rosto dele…
as bochechas levemente infladas de indignação…
e só achei ainda mais fofo.
Respirei fundo e, tentando ficar séria, falei:
— “Quando a gente voltar…”
— “você vai comigo adotar um cachorrinho.”
— “Acho que você tem experiência.”
Lucas piscou, apontando para si mesmo:
— “Eu?”
— “Sim.”
Dessa vez, contive o riso e assenti com toda a seriedade do mundo.
Ele franziu levemente a testa, desconfiado:
— “Você tá falando sério?”
Eu ia responder…quando um professor conhecido se aproximou.
— “Professora Camila, professor Lucas! O que vocês estão conversando aí, tão felizes assim?”
A voz alta dele imediatamente chamou atenção dos outros.
Em poucos segundos…um grupo inteiro de professores veio até nós.
As vozes se misturavam, animadas:
— “Ouvi dizer que vocês dois foram jantar juntos! O que comeram? Jantar romântico à luz de velas?”
— “Nem perguntei ainda — como foi o clima no carro? Quer que eu troque com você na volta?”
Diante disso…eu e Lucas respondemos ao mesmo tempo:
— “Não precisa.”
Depois…nos olhamos.
E, nos olhos um do outro…havia um sorriso.
Ao verem isso, os professores começaram a provocar ainda mais.
Eu realmente não sabia lidar com esse tipo de situação.
Sem pensar duas vezes…empurrei Lucas gentilmente para o meio do grupo…e, em um movimento rápido, virei e fechei a porta do quarto.
Tudo em um só gesto.
Do lado de fora…as vozes animadas continuavam, agora focadas nele.
Não consegui evitar um pequeno sorriso.
Nesse momento…meu celular tocou.
Era Helena.
Não quis atender.
Bloqueei o número diretamente.
Mas, logo em seguida…outro número desconhecido ligou.
E depois outro.
Como se…ela não fosse desistir até que eu atendesse.
Suspirei profundamente.
No fim…atendi a ligação — já nem sabia de qual número era.
Do outro lado…por alguns segundos, só havia respiração pesada.
Então, a voz rouca de Helena surgiu:
— “Camila… hoje o Ricardo foi te procurar de novo, não foi?”
Eu não tinha a menor vontade de responder algo tão óbvio.
Simplesmente coloquei o celular de lado…e abri o computador para continuar meu trabalho.
Ela continuou falando…sem parar.
— “Eu não entendo como eu e o Ricardo chegamos a esse ponto…”
— “Você sabe? Depois daquele dia no café… ele disse que queria seguir caminhos separados…”
— “Disse que nunca mais queria me ver…”
— “Eu não entendo… lá no Reino Unido a gente ainda estava tão bem…”
A voz dela começou a tremer:
— “Camila… eu não sei o que fazer…”
— “Eu tô cheia de dívidas…”
— “Eu não posso perder o Ricardo…”
Digitei a última palavra no computador…peguei o celular…e perguntei, com calma:
— “Então… você tá me ligando pra pedir dinheiro?”
— “Ou quer algum tipo de conselho amoroso?”
Eu mesma fiquei surpresa…por ainda conseguir fazer uma piada naquele momento.
Do outro lado…
Helena ficou em silêncio por alguns segundos.
Então respondi:
— “Mesmo com o divórcio, eu recebi uma boa parte dos bens do Ricardo…”
— “Mas isso é o que me era devido.”
— “E eu já investi tudo.”
— “Então, infelizmente… não tenho dinheiro pra te emprestar.”
Fiz uma pausa.
— “Quanto a conselhos amorosos…”
— “acho que minha experiência não serve de referência pra você.”
— “Você ligou pra pessoa errada.”
Helena rapidamente se apressou em explicar:
— “Não, eu não tô pedindo dinheiro… nem isso…”
Interrompi diretamente:
— “Então o que você quer?”
Minha voz ficou mais fria.
— “Helena… essa é a última vez que eu digo.”
— “Eu e o Ricardo… não temos mais absolutamente nada.”
Respirei fundo.
— “E, como mulher…”
— “eu só posso te dizer uma coisa.”
— “Depender de homem não resolve nada.”
Fiz uma pausa…e finalizei, com tranquilidade:
— “Homens… são a coisa menos confiável desse mundo.”
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