"O Ex Errou Feio: Minha Nova Chance de Felicidade" Capítulo 6
Helena ficou atônita.
Levou alguns segundos até levar a mão ao rosto, ainda ardendo, e olhar para Ricardo com incredulidade.
— “Ricardo… você me bateu por causa dela?”
Diante de todos, Ricardo fechou os olhos por um instante.
Quando voltou a falar, sua voz estava carregada de cansaço:
— “Helena… nesses últimos um ano e meio, fui eu que não soube manter limites na nossa relação.”
— “Não envolva a Camila nisso.”
Depois, ele se virou para mim, com um tom mais suave:
— “Você pode ir. Eu resolvo o resto.”
Assenti levemente.
Mas, naquele momento, Helena perdeu completamente o controle.
— “Você não pode ir!”
Os olhos dela estavam vermelhos, lágrimas escorrendo sem parar.
— “Camila, hoje eu só quero uma resposta sua!”
— “Você já desistiu completamente do Ricardo? Já não o ama mais?”
— “Se você me disser a verdade, eu prometo que nunca mais vou te incomodar!”
Ao ouvir aquilo…
o coração de Ricardo pareceu ficar suspenso no ar.
Nossos olhares se encontraram por um breve instante…
e se desviaram logo em seguida.
Voltei a olhar para Helena, que estava à beira do colapso…
e balancei a cabeça, impotente.
— “Helena… se você continuar me incomodando, eu vou chamar a polícia.”
— “Mesmo que você não seja mais cidadã daqui, ainda pode ser detida.”
Fiz uma pausa, depois completei:
— “Quanto à sua pergunta… isso é assunto meu. Não tenho obrigação de te responder.”
Depois disso…
não quis mais olhar para nenhum dos dois.
Me virei e saí do café.
…
Eu não fazia ideia…
que depois da minha saída, os dois ainda teriam uma discussão muito mais intensa.
…
No estacionamento subterrâneo.
Helena parecia outra pessoa.
Descontrolada, quase como alguém à beira da loucura.
— “Ricardo, como você pode fazer isso comigo?!”
— “Você não dizia que me amava mais do que tudo?!”
— “Agora vocês já estão divorciados! Você prometeu ficar comigo no Reino Unido!”
Ricardo pressionou as têmporas, visivelmente incomodado.
De repente…
ele começou a achar Helena completamente irracional.
— “Helena, eu já disse várias vezes — para você e para todo mundo — que o que tivemos ficou no passado.”
— “O que senti por você… como a Camila disse, foi só apego ao primeiro amor.”
— “Foi um erro meu.”
Helena elevou a voz:
— “Um erro?! Como você pode dizer isso agora?!”
As lágrimas escorriam pelo rosto dela, tornando-a ainda mais frágil.
— “Você esqueceu o que disse naquele dia, quando a Camila apareceu no Reino Unido?”
— “Eu disse que ela não combinava com você… e você respondeu que não importava, que o importante era ser ‘adequada’!”
— “Você esqueceu que assinamos juntos o acordo de doação de corpos? Que prometemos ficar juntos na vida e na morte?”
— “Você esqueceu tudo isso?!”
Ricardo olhou para ela em silêncio.
Diferente de antes…
ele não enxugou as lágrimas dela.
— “Eu lembro.”
— “Mas já passou.”
— “Helena… as pessoas precisam seguir em frente.”
— “Agora que voltamos ao país, seu ex-marido não pode mais te machucar.”
— “E eu… preciso voltar para a minha própria vida.”
O tom dele suavizou de repente.
Nos olhos dele surgiu uma expressão rara —
como se estivesse lembrando de algo precioso.
— “Nesses seis meses longe da Camila… eu entendi muita coisa.”
— “Eu percebi que tudo o que eu sempre quis… era ter uma casa onde sempre houvesse uma luz acesa esperando por mim.”
— “Alguém sentado no mesmo lugar de sempre… me esperando voltar.”
— “E durante cinco anos… foi exatamente assim que a Camila viveu.”
— “Em silêncio, suportando solidão, tristeza… esperando por mim.”
— “Você sabe o quanto doeu perceber isso?”
A voz dele ficou mais pesada.
— “Na minha vida, eu sempre fui correto com todos.”
— “Meus pais, meus pacientes, meus amigos… até com você, minha ex.”
— “Eu fiz tudo da melhor forma possível.”
— “Mas só com a Camila…”
— “com a mulher que mais deveria ter sido amada e protegida…”
— “foi com ela que eu mais falhei.”
Ele olhou diretamente para Helena, sério:
— “Helena, não importa se a Camila ainda me ama ou não…”
— “não importa se ela vai me aceitar ou não…”
— “nós dois… não temos mais futuro.”
Ele falou, pausadamente:
— “Os arrependimentos da juventude… até aqui, já deixaram de ser arrependimentos.”
— “Entre nós… acabou.”
Ao mesmo tempo…
eu dirigia de volta para casa.
De repente, o carro começou a falhar no meio da estrada.
Franzi a testa.
Assim que ia ligar para o seguro para pedir reboque…
um
Mercedes G-Class
parou à minha frente.
Logo depois, um homem desceu do carro.
Ele era alto, bonito…
e tinha um ar naturalmente frio.
— “Precisa de ajuda?”
Instintivamente, fiquei alerta.
Dei um passo para trás, mantendo distância.
— “Já chamei o seguro.”
Ele assentiu levemente.
Arregaçou as mangas…
e abriu diretamente o capô do meu carro.
Depois de dar uma olhada rápida, disse com calma:
— “A bateria está fraca. Se você não se importar, posso dar um jeito. Dá pra você dirigir até em casa.”
Me aproximei um pouco, mantendo uma distância respeitosa.
— “E como faz isso?”
Ele aproximou o próprio carro do meu, quase encostando.
Depois começou a fazer alguns procedimentos que eu não entendia.
Em poucos minutos, bateu levemente as mãos e fechou o capô.
— “Pronto. Pode tentar ligar.”
Depois disso, afastou o carro dele um pouco.
Aquela rua era pouco movimentada,
apenas algumas câmeras de segurança observavam silenciosamente.
Entrei no carro, pisei no acelerador…
e consegui dirigir normalmente.
Passei pelo carro dele, abaixei o vidro e peguei o celular:
— “Obrigada… posso te transferir algum dinheiro como agradecimento?”
Dinheiro era a forma mais simples e direta de agradecer.
Mas ele recusou.
A expressão dele continuava calma:
— “Não preciso de dinheiro.”
— “Se a gente tiver destino, você pode me pagar um jantar na próxima vez.”
— “Se não… considere só uma boa ação.”
Assim que terminou de falar…
pisou no acelerador.
O G-Class desapareceu rapidamente da minha vista.
Guardei o celular.
Só pensei que tinha encontrado alguém gentil…
e não dei muita importância ao que ele disse.
Quando cheguei em casa, recebi outra mensagem de Ricardo:
【Sobre hoje… me desculpa. Não vou deixar a Helena te incomodar mais.】
Respondi apenas:
【Ok.】
Logo depois, ele enviou outra mensagem:
【A pergunta que a Helena fez hoje… posso saber a resposta?】
E acrescentou:
【Se você não quiser responder… tudo bem.】
Olhei para aquelas mensagens…
e suspirei levemente.
Achei que já tinha deixado tudo claro da última vez.
Se não queria ter mais nada com ele…
isso já encerrava qualquer possibilidade.
Mas, talvez, ainda não fosse suficiente.
Dessa vez, respondi com seriedade:
【Ricardo, eu sempre fui uma pessoa que sabe deixar ir.】
【No momento em que joguei fora nosso anel de casamento… eu deixei de te amar.】
【Naquela época, talvez ainda existisse apego. Mas já se passaram seis meses. Tudo já se acalmou.】
【Eu disse que, se você não falasse de casamento e não me incomodasse, poderíamos ser apenas amigos.】
【Se você não conseguir… então é melhor sermos estranhos. E, por favor, não me procure mais.】
Vi o status “digitando…” por um longo tempo.
No final, ele enviou apenas:
【Entendi. Não vou ultrapassar mais os limites.】
Depois do banho…
recebi uma notificação de depósito:
300 mil
.
Havia também uma observação:
【Dinheiro do presente de aniversário de casamento. Estamos quites.】
Ao ver as palavras “estamos quites”…
não devolvi o dinheiro.
Se ele queria pagar…
então que pagasse.
Afinal, foram
240 mil
.
E os outros
60 mil
…
podiam ser considerados uma compensação.
Seria tolice recusar dinheiro.
Não sou do tipo que finge dignidade diante de dinheiro.
Nesse momento…
uma nova solicitação de amizade apareceu no meu WhatsApp.
A foto de perfil era um gato de patas curtas, branco.
O nome… apenas um caractere:
“Yan”
.
Eu normalmente não aceitava desconhecidos.
Rejeitei sem pensar.
Mas, logo em seguida…
a pessoa enviou outra solicitação.
Dessa vez, com um simples:
【?】
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