"O Amor Que Eu Deveria Ter Deixado Pra Trás" Capítulo 3
A noite no centro da cidade estava especialmente agitada.
De olhos fechados, eu me deitava no sofá, sentindo a brisa leve que entrava pela janela, trazendo um frescor quase reconfortante.
Segurava uma taça de vinho, girando o líquido lentamente, enquanto observava os galhos do lado de fora balançarem com o vento.
E, sem perceber… meus pensamentos se perderam no passado.
Diego já me usou como ferramenta de vingança, me manipulou completamente.
E Lucas… para me defender, espancou Diego até deixá-lo gravemente ferido — por isso, acabou detido por três meses.
Eu fui motivo de piada para todos.
Mas Lucas enfrentou o mundo inteiro por mim… só para que eu não fosse humilhada.
Cada lembrança… ainda estava viva na minha mente.
E, no fim…
Aquele homem que me amava tanto… escolheu proteger outra pessoa.
O som do celular interrompeu meus pensamentos.
Uma solicitação de amizade no WhatsApp.
Dei apenas uma olhada e joguei o celular de lado.
Mas a notificação não parava de tocar.
Curiosa, acabei aceitando.
Quando abri a conversa… congelei.
A foto de perfil era Lucas abraçando Marina.
Alguns segundos depois, chegou uma mensagem:
— Helena, você devia me agradecer. Lucas já concordou em se divorciar de você.
Soltei uma risada fria:
— Se sentir superior por ser amante agora?
— Você ainda está usando um homem que eu já descartei, Marina.
— E, pelo que eu conheço dele… vocês não vão acabar bem.
Provocada, ela respondeu com uma foto:
— Lembra do seu aniversário? Sabe por que ele chegou tarde?
— Ele estava comigo.
— Foi a noite mais especial que tivemos juntos.
De repente, uma lembrança me atingiu.
Seis meses atrás… no meu aniversário.
Lucas tinha me ligado cedo, dizendo que voltaria mais cedo naquele dia.
Eu esperei o dia inteiro.
Mas ele nunca chegou.
Quando voltou… já era tarde.
Eu tinha adormecido no sofá. As velas na mesa já estavam quase todas derretidas.
Ele me abraçou, cheio de culpa, pedindo desculpas…
E depois me entregou uma caixinha.
Feliz, abracei sua cintura e beijei seu rosto.
Mas havia um perfume nele…
Um perfume que não era meu.
Quando perguntei, ele disse que era de uma colega de trabalho.
Nunca imaginei…
Que ele já estava me traindo naquela época.
E quem sabe quantas vezes ainda falou com ela pelas minhas costas…
Ignorei a provocação.
E bloqueei Marina.
No dia seguinte, recebi os papéis do divórcio.
Antes de irmos oficializar tudo, Lucas apareceu bêbado na minha porta.
Do outro lado da porta, sua voz estava embargada:
— Lena… me desculpa… me desculpa…
Eu me sentei no chão, cobrindo o rosto com as mãos… e chorei como nunca.
Naquela noite…
Ficamos assim, encostados na mesma porta… cada um de um lado.
Até às cinco da manhã.
Então ele recebeu uma ligação… e foi embora.
Quem mais poderia fazer Lucas sair àquela hora…
Senão Marina?
Lucas…
Talvez nunca tenha existido destino entre nós.
Você prometeu me amar para sempre…
Mas não conseguiu cumprir.
Uma semana depois, eu e Lucas nos divorciamos.
Naquele dia… Marina também estava lá.
Vestia minhas roupas.
E se agarrava ao braço de Lucas, sorrindo com arrogância.
— Srta. Helena, quando tiver tempo, venha buscar suas coisas.
Ela sorria… mas seus olhos estavam cheios de provocação.
Eu não respondi.
Apenas fui embora, sem olhar para trás.
Ao virar a esquina, ouvi a voz dela:
— Vamos, Lucas… vamos registrar nosso casamento.
Fiquei parada no vento frio…
O corpo tremendo involuntariamente.
— Lena… você está bem?
Diego apareceu atrás de mim e colocou um casaco sobre meus ombros.
Quando olhei para ele…
Não consegui mais segurar.
Chorei sem me importar com nada.
Ele colocou a mão no meu ombro, tentando me consolar:
— Não chora… ele não merece suas lágrimas.
Limpei o rosto e olhei para ele:
— Diego… com que direito você diz isso?
Ele recuou a mão, abaixando o olhar:
— Desculpa… eu só queria te consolar…
Minha expressão esfriou completamente:
— Eu aceitei abrir a cafeteria com você… não significa que te perdoei.
— Somos apenas parceiros de negócio.
— Fora isso… não se envolva na minha vida.
Depois disso, peguei um táxi e voltei para a cafeteria.
Ao entrar no carro, vi… nos olhos dele…
Uma tristeza silenciosa.
Mais tarde, Marina começou a me ligar várias vezes.
Mandando eu ir buscar minhas coisas — ou jogaria tudo no lixo.
No começo, eu não queria nada.
Mas depois… decidi ir.
Eu precisava recuperar meu ursinho de pelúcia.
Aquele… que minha avó me deu.
Respirei fundo.
E toquei a campainha.
Quem abriu a porta foi Marina, com um sorriso:
— Achei que você não viria.
Ela lançou um olhar…
E eu segui a direção.
Dizendo que eu podia pegar minhas coisas…
Mas tudo estava no lixo.
Inclusive… meu ursinho.
Por cima do ombro dela…
Eu vi.
Meu ursinho… pisoteado… destruído no chão.
Empurrei ela.
Fiquei parada ali, pálida.
—
PÁ!
Marina segurou o rosto:
— Você enlouqueceu?!
Eu a encarei, com os olhos em chamas:
— Foi você que fez isso?
Ela riu com desprezo:
— Quantos anos você tem? Ainda brinca com um brinquedo ridículo desses?
Naquele instante…
Todo o meu ódio explodiu.
Você podia jogar fora qualquer coisa minha.
Menos aquilo.
Agarrei o cabelo dela…
E começamos a brigar.
Talvez por causa da minha raiva…
Ela acabou em desvantagem.
Quando Lucas chegou…
Eu tinha acabado de empurrá-la no chão.
A cabeça dela bateu com força.
Lucas franziu o cenho e correu até nós, me empurrando.
Eu perdi o equilíbrio e bati contra um móvel.
Marina, fraca, caiu nos braços dele:
— Lucas… eu não fiz por mal… não queria quebrar o ursinho da Srta. Helena…
Ele a deitou no sofá, limpando o sangue da testa dela com uma toalha:
— Está tudo bem…
Depois, se levantou… e veio até mim.
— Helena… no que você se transformou?
— É só um brinquedo. Eu compro outro pra você.
— Precisa ser tão cruel assim?
Seu rosto era frio.
O olhar… sem nenhum sentimento.
O sangue escorria da minha testa.
Ele hesitou por um instante, querendo se aproximar…
Mas eu recuei.
— Você sabe… o quanto isso significa pra mim.
— Foi um presente da minha avó.
As lágrimas caíram.
Ele tentou me abraçar…
Mas eu me esquivei.
— Lucas… eu te odeio.
— Você prometeu que nunca me faria sofrer…
— E agora… você me destruiu completamente.
— Aquele Lucas que me colocava acima de tudo… onde ele está?
Ele me olhou, com os olhos cheios de emoção.
Por um instante…
Pareceu querer me puxar para os braços.
Mas… apenas fechou os punhos com força.
Eu saí correndo, chorando.
Lucas me seguiu até a porta.
— Lucas… está doendo…
A voz de Marina veio de dentro.
E ele…Parou.
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