"Depois de Tudo, Eu Renasci" Capítulo 8
Então…
Clara havia entendido tudo naquele dia.
Ela compreendeu cada palavra daquela conversa em italiano.
Já sabia—
Que ele e Isabela tinham registrado o casamento.
E que ele ainda pretendia esconder isso dela.
O coração de Leonardo entrou em pânico.
Ele sempre acreditou que estava controlando tudo perfeitamente.
Que conseguiria manter Clara e Isabela ao mesmo tempo.
Para ele—
Isabela era apenas uma obsessão do passado.
Uma insistência teimosa.
Ele se ressentia por ela tê-lo abandonado, e, quase de forma obsessiva, queria tê-la de volta, presa ao seu lado para sempre.
Mas ela…
Deveria permanecer escondida.
Desde que Clara não soubesse da relação entre eles—
Tudo estaria sob controle.
Afinal, desde o dia em que perdeu a visão…
A pessoa que ele amava era Clara.
Mas ele nunca imaginou—
Que ela tivesse aprendido italiano.
Que ela tivesse entendido tudo.
Que tivesse descoberto a verdade.
Mas…
Como ela podia ser tão cruel?
Ele apenas tinha um apego ao passado.
Apenas sentia pena de Isabela.
Como ela pôde—
Apagar tudo?
Desaparecer completamente do mundo dele?
Seus olhos se encheram de lágrimas.
A visão se tornou turva.
Ele se lembrou daqueles anos—
Clara ao seu lado.
Na escuridão absoluta—
A única coisa firme e calorosa era a voz dela.
— Não tenha medo, Leonardo. Eu sempre vou ficar ao seu lado.
— Sempre?
— Desde que você nunca me traia… então será para sempre.
Naquele momento—
Ele a havia abraçado com força.
A voz embargada:
— Eu nunca vou te trair, Clara… então está combinado. Você vai ficar comigo para sempre.
Mas…
Quando tudo mudou?
Foi quando Isabela começou a implorar repetidamente?
Ou quando ele viu, uma e outra vez, aquele rosto dela cheio de lágrimas e fragilidade?
Aos poucos—
Ele passou a achar natural que Clara estivesse sempre ali.
Começou a lembrar daquela que o havia abandonado.
E, por coincidência—
Ela estava em decadência.
Esperando que ele a salvasse.
Ele acreditava—
Que podia controlar tudo.
Que tinha tudo nas mãos.
Mas esqueceu de algo—
Clara podia não ter mais ninguém no mundo…
Mas nunca foi alguém que aceitasse tudo em silêncio.
Antes sofrer por dentro—
Ela escolheria ir embora de vez.
Ela o conhecia bem demais.
Sabia que, se ele descobrisse sua intenção de partir—
Faria de tudo para impedi-la.
Então—
Ela abandonou tudo.
Tudo mesmo.
Cada pista.
Cada possibilidade de ser encontrada.
Desapareceu completamente do mundo dele.
Ao entender tudo isso—
Leonardo reprimiu a revolta que crescia em seu peito.
— Clara… isso é impossível. Eu não vou te deixar ir!
Ele repetia o nome dela inúmeras vezes.
Os olhos cheios de saudade.
— Clara… eu errei. Eu não deveria ter te tratado assim por causa de outra mulher.
— Faça o que quiser comigo… me bata, me odeie, me despreze… tanto faz.
— Mas… não vá embora. Não me deixe.
Ele se desculpou inúmeras vezes.
A voz já rouca.
Mas—
A pessoa que deveria ouvir…
Não estava mais ali.
Nenhuma palavra adiantava.
— Clara Azevedo… eu vou te encontrar.
— Não importa onde você esteja… vamos nos encontrar de novo.
Os olhos dele endureceram.
Determinados.
Ele jamais a deixaria ir.
Clara…
Só podia ser dele.
Ele se ajoelharia.
Pedira perdão.
Faria qualquer coisa para que ela o perdoasse.
Mas jamais permitiria que ela o abandonasse.
Com os olhos tremendo—
Ele abriu a galeria do celular.
Encontrou uma foto dela.
E, como um ritual quase sagrado—
Beijou a tela.
Quando o avião pousou em Melbourne, já era de madrugada.
No controle de imigração, o agente folheou seus documentos e fez algumas perguntas de rotina:
— Srta. Clara Azevedo, quanto tempo pretende permanecer na Austrália?
— Olá, recebi uma oferta de emprego de uma empresa em Melbourne. Já providenciei o visto de trabalho, então, por enquanto, pretendo ficar aqui por dois anos.
Ao ouvir seu inglês fluente, o agente não fez mais perguntas.
Carimbou o passaporte e a liberou.
Clara agradeceu educadamente, pegou sua bagagem e deixou o aeroporto.
Com um celular novo nas mãos, ela pesquisou a localização do hotel e chamou um carro.
O motorista era um chinês-australiano.
Ao vê-la, começou a conversar imediatamente.
Em um país estrangeiro, ouvir seu idioma materno trouxe uma sensação inesperada de conforto.
Durante o trajeto, a motorista lhe contou várias coisas sobre a vida em Melbourne—
Dicas, cuidados, lugares úteis.
Clara ouviu tudo com atenção.
Ao chegar ao hotel, antes de se despedirem, trocaram contatos.
A motorista a ajudou a levar a bagagem até o elevador e então partiu.
Clara abriu a porta do quarto com o cartão.
Ao ver o ambiente limpo e organizado—
A tensão que vinha carregando finalmente se dissipou.
Ela arrumou suas coisas.
Desceu para jantar.
Tomou um banho.
E, ao deitar-se na cama macia—
Adormeceu quase instantaneamente.
Dormiu profundamente a noite inteira.
No dia seguinte, já eram duas da tarde quando acordou, ainda sonolenta.
Ao olhar ao redor—
O quarto desconhecido lhe causou uma leve estranheza.
Levou alguns minutos—
Até perceber, de fato—
Que já havia deixado seu país.
E agora estava em um lugar completamente novo.
Melbourne estava em pleno verão.
O clima quente.
Ela escolheu alguns vestidos leves, se trocou e saiu.
Após almoçar, pegou um carro até a região próxima da empresa.
Queria ver o apartamento que havia reservado com antecedência.
O proprietário chegou pontualmente e lhe entregou as chaves.
Depois de entrar—
Clara percorreu o espaço, observando cada detalhe.
Anotou mentalmente tudo o que precisava comprar.
E chamou um serviço de limpeza.
À noite, voltou com suas malas e se instalou de vez.
Nos dias seguintes—
Comprou diversos itens essenciais.
Aos poucos, o apartamento vazio foi ganhando vida.
Enquanto organizava tudo—
Também mantinha contato com a colega de apartamento que chegaria em alguns dias.
Gradualmente—
Foi se adaptando à nova rotina.
Como cozinhava muito bem—
E havia várias universidades por perto—
Ela, que ainda era jovem, acabou naturalmente se enturmando com um grupo de estudantes internacionais.
Fez amizade com duas vizinhas.
Elas a levavam para passear—
Apresentavam restaurantes—
Mostravam pontos turísticos.
Trabalhando durante o dia—
E aproveitando o tempo livre ao lado delas—
Clara passou a levar uma vida tranquila.
E, de certo modo—
Até agradável.
Certa manhã—
Um barulho veio da porta.
Ainda com os olhos sonolentos, Clara saiu do quarto.
Viu uma jovem, de pouco mais de vinte anos, puxando uma mala.
Ela sorriu timidamente:
— Oi… você é a Clara? Eu sou Sofia Sun, sua colega de apartamento.
Clara então se lembrou—
A colega havia mencionado que chegaria naquele dia.
Ela se aproximou rapidamente para cumprimentá-la.
Ajudou com as malas.
Apresentou cada espaço do apartamento.
Em apenas uma manhã—
As duas, que antes só conversavam pela internet, já estavam bem próximas.
À tarde, saíram juntas para fazer compras no supermercado.
Sofia ainda era estudante—
E começaria as aulas em poucos dias.
Então, Clara preparou um jantar caprichado.
E convidou alguns amigos que havia conhecido anteriormente para uma pequena reunião.
Com o passar do tempo e a convivência diária, a relação entre todos se tornou visivelmente mais próxima e afetuosa.
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