"Depois de Tudo, Eu Renasci" Capítulo 6
Ao chegar em casa, Clara pegou uma mala e começou a arrumar o restante de seus pertences.
Trabalhou até a madrugada.
Leonardo ainda não havia voltado.
E, desta vez…
Ela não se importou.
Na manhã seguinte, Clara foi até o departamento de imigração para retirar todos os seus documentos.
No caminho de volta, comprou uma passagem para aquela mesma tarde.
Quando o carro parou diante da casa, ela viu um Maybach estacionado no pátio.
Seu coração apertou.
Ela acelerou os passos.
Assim que entrou no quarto—
Viu Leonardo ao lado da mala.
Parecia prestes a abri-la.
Num impulso, soltou a primeira frase que veio à mente:
— Você não estava com a Isabela? Por que voltou?
Leonardo ficou imóvel.
Virou-se lentamente.
E, no instante em que levantou o olhar—
Havia irritação em seus olhos.
Ele caminhou até ela, a voz carregada de exaustão:
— Clara… o que você está imaginando agora? Eu já disse, entre mim e a Isabela não existe mais nada.
Não existe mais nada?
Mas você até registrou casamento com ela…
Para protegê-la.
Clara sorriu.
As lágrimas vieram junto.
Mas ainda assim—
Ela não o desmascarou.
— Então… fui eu que entendi errado.
Ao ver que ela não parecia desconfiar de nada, Leonardo relaxou um pouco.
— Hoje à noite haverá um jantar de família. Meus pais já concordaram… você pode ir comigo.
Clara ficou paralisada.
Os pais dele…
Concordaram?
Vendo a expressão dela, Leonardo acariciou seus cabelos e lhe entregou um cartão.
— Clara, não se preocupe. Um dia, vou fazer com que eles te aceitem de verdade… para que você possa estar ao meu lado, abertamente. Estou um pouco cansado agora… vou descansar. Que tal você sair com o secretário para escolher alguns vestidos?
Clara ficou olhando o cartão por um longo tempo.
Então o pegou.
— Descanse. Eu vou sozinha.
Leonardo pressionou as têmporas e assentiu.
Clara guardou os documentos recém-retirados na bolsa.
Leonardo deitou-se na cama.
E adormeceu profundamente.
Ela ficou olhando para o rosto dele—
Tão semelhante ao de quando tinha dezessete anos.
Por um instante, ficou perdida.
Ergueu a mão pela última vez—
E deslizou suavemente da testa dele até o contorno do rosto.
Talvez, mesmo dormindo, ele tenha sentido.
Segurou a mão dela.
E murmurou baixinho:
— Isa… não faz isso…
Ao ouvir aquele nome—
Clara sorriu em silêncio.
Retirou a mão.
Pegou a mala.
E desceu as escadas.
A casa estava em silêncio.
Os empregados descansavam.
Ninguém percebeu sua partida.
No caminho para o aeroporto—
Clara bloqueou e apagou todos os contatos de Leonardo.
Depois—
Excluiu todas as suas redes sociais.
O aeroporto estava movimentado.
Gente indo e vindo.
Ela olhou para o painel eletrônico.
E fez sua última ligação.
— Senhora Vasconcelos… já estou no aeroporto. Vou embarcar em breve.
Do outro lado, Dona Helena não conseguiu esconder a satisfação.
— Ótimo. Desde que você não apareça no jantar de hoje, o restante do dinheiro será transferido para sua conta. Então… adeus.
Clara ouviu o anúncio de embarque.
E balançou a cabeça levemente.
— Não, senhora Vasconcelos… não é adeus.
— É para nunca mais nos vermos.
Ela desligou.
Jogou o celular no lixo.
E seguiu em direção ao portão de embarque.
Sem hesitar.
Sem olhar para trás.
O sono de Leonardo não foi tranquilo.
Entre sonhos confusos, ele reviveu fragmentos do passado—
Aquela fase sombria, perdida e dolorosa voltou à tona.
Mas, desta vez…
A garota que sempre esteve ao seu lado já não estava mais ali.
— Clara…
Ele murmurou o nome, com as sobrancelhas franzidas.
Preso no pesadelo, seu peito subia e descia com intensidade.
No sonho—
Ele tateava no escuro, tentando encontrar aquela pessoa que deveria estar ao seu lado.
Mas, por mais que chamasse—
Tudo ao redor era silêncio.
Um silêncio sufocante.
Tomado por um medo avassalador—
Ele abriu os olhos de repente.
A testa coberta de suor.
As cortinas bloqueavam completamente a luz.
O quarto estava mergulhado na escuridão.
Seu coração batia descompassado.
Por um instante, ele não sabia distinguir sonho de realidade.
Sentou-se na cama.
A voz trêmula:
— Clara?
Silêncio.
Ele chamou novamente:
— Clara!
Ainda assim—
Nenhuma resposta.
Ele se levantou às pressas, quase tropeçando, e tateou até acender a luz.
O quarto foi imediatamente inundado pela claridade.
Só quando viu tudo com clareza—
Conseguiu respirar um pouco melhor.
O pânico do pesadelo começou a se dissipar.
Leonardo pressionou a testa.
Mas, ao perceber que não havia ninguém ali—
Ficou parado, atônito.
Clara…?
Onde estava Clara?
O coração, que mal havia se acalmado, voltou a disparar.
Ele abriu a porta abruptamente.
A mansão estava estranhamente silenciosa.
Apenas alguns empregados limpavam a sala.
Ao vê-lo sair do quarto, todos o cumprimentaram.
— Onde está a Clara?
A pergunta saiu quase desesperada.
— A Srta. Clara? Não a vimos… ela não deveria estar descansando com o senhor?
Leonardo ainda ia dizer algo—
Quando o celular em seu bolso tocou.
Ele abriu a mensagem instintivamente.
Era um áudio de Isabela.
A voz, suave e carente:
【Leo… a luz da minha sala queimou. Estou sozinha em casa… você pode vir me ajudar?】
Leonardo franziu a testa.
Estava prestes a recusar—
Quando outra mensagem chegou:
【Eu sei que hoje você vai levar a Srta. Clara para o jantar na família… mas vou passar a noite sozinha… sem luz…】
A frase ficou incompleta.
Substituída por um leve choro.
Ele ficou em silêncio por um segundo.
Depois disse aos empregados:
— Se a Clara voltar, me avisem. Tenho algo para resolver e preciso sair.
Jogou essa frase no ar—
Voltou ao quarto, trocou de roupa rapidamente, pegou as chaves do carro e saiu.
Ao chegar na casa de Isabela—
Assim que abriu a porta—
Viu-a deitada de lado no sofá.
Vestia apenas um robe leve.
A pele clara do colo ficava parcialmente exposta.
Ao ouvir o barulho, ela abriu os olhos, ainda com expressão sonolenta.
— Leo… você veio…
Parecia extremamente feliz.
Levantou-se e correu até ele—
Jogando-se diretamente em seus braços.
O corpo macio pressionou-se contra o dele.
Um calor súbito percorreu seu corpo.
— Por que está vestida assim? E se pegar um resfriado?
Ele a envolveu por instinto.
Deixando que ela se aninhasse completamente contra ele.
— Eu fiquei com medo… se você não viesse… eu teria que passar a noite sozinha…
A voz dela, baixa e frágil, ecoou contra seu peito.
Quase automaticamente, ele respondeu:
— Então venha comigo hoje à noite… volte comigo para a casa da família.
Mas, no instante em que as palavras saíram—
Ele se arrependeu.
Estava prestes a corrigir—
Quando ela já havia levantado a cabeça.
Os olhos levemente vermelhos, brilhando de expectativa:
— Sério… Leo?
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