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"Depois de Tudo, Eu Renasci​" Capítulo 2

正文开头

Capítulo 2

Do outro lado da ligação, Dona Helena Vasconcelos ficou eufórica no mesmo instante ao ouvir aquelas palavras.

— Então você finalmente caiu na real? Ainda bem. Você é só filha de empregada, como poderia ser digna do herdeiro da família Vasconcelos? Onde você está? Venha agora mesmo, vamos assinar o contrato.

Ao ver o endereço que a outra mulher enviou, ansiosa demais para disfarçar, Clara soltou um sorriso amargo e parou um táxi.

Quando chegou ao café, Dona Helena lhe fez muitas perguntas.

Clara respondeu a todas, uma por uma, e só então viu surgir no rosto da outra um ar satisfeito. Em seguida, a mulher tirou um contrato da bolsa e o empurrou em sua direção.

— Está tudo preto no branco. Depois da assinatura, não tem volta. Assim que você assinar, metade do dinheiro será transferida para sua conta. A outra metade será enviada no dia em que você for embora. Mas deixe bem claro: depois que receber, você nunca mais poderá aparecer diante do Leonardo. Entendeu?

Ao olhar o valor da indenização, absurdo de tão alto, os cílios de Clara tremeram levemente.

Ela naturalmente não voltaria a aparecer.

Nem nesta vida, nem na próxima, queria tornar a ver Leonardo Vasconcelos.

Por isso, sem hesitar, pegou a caneta e assinou o nome com firmeza.

Só então Dona Helena finalmente relaxou. Guardou o contrato, levantou-se e, antes de partir, ainda fez uma última advertência:

— Dou a você apenas duas semanas. Se vai mudar de nome ou sair do país, isso é problema seu. Mas trate de dar um jeito para que o Leonardo nunca mais consiga encontrar você.

— Entendi, Dona Helena. Fique tranquila.

Depois de vê-la ir embora, Clara também voltou para casa.

Fazer com que Leonardo nunca mais a visse era algo simples.

A família Vasconcelos tinha raízes militares e políticas, uma linhagem delicada e rígida: por três gerações, ninguém da família podia emigrar.

Bastava ela se mudar definitivamente para outro país, e Leonardo jamais tornaria a vê-la.

Ela passou quase a noite inteira pesquisando sobre imigração para o exterior, até que, por fim, decidiu se mudar para a Austrália.

Assim que tomou a decisão, Clara pegou o celular para ver as horas, mas se deparou com uma notificação nova nos stories.

Quando abriu, viu um mosaico de nove fotos postado por Isabela Montenegro.

Nas três de cima, Isabela aparecia sorrindo, abraçada a um buquê de rosas. No centro, havia três fotos da certidão de casamento. Nas três de baixo, mãos entrelaçadas, dedo com dedo, num gesto íntimo demais para ser inocente.

Clara sabia muito bem: se Leonardo queria esconder o casamento, jamais permitiria que Isabela publicasse aquilo.

Mas ela publicou.

E ainda por cima deixou visível apenas para Clara, como uma provocação descarada.

Clara, com toda a lucidez amarga que ainda lhe restava, curtiu a publicação.

Mal saiu da tela, recebeu uma mensagem de Leonardo.

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— Clara, vou viajar a trabalho. Não volto nesses próximos dias.

Ela respondeu apenas com um “tá bom” e largou o telefone antes de ir tomar banho.

Na manhã seguinte, Clara acordou cedo para dar entrada no processo de imigração.

Como estava com pressa, pediu atendimento prioritário.

O funcionário prometeu que tudo ficaria pronto em quinze dias. Só então ela conseguiu respirar um pouco mais aliviada.

Ao entrar no carro, viu outra atualização de Isabela.

Desta vez, metade do corpo de Leonardo também aparecia na foto.

Os dois estavam de mãos dadas, visitando a casa nova, e no fim tinham escolhido uma mansão em Baía do Sul.

Como no dia anterior, Clara curtiu.

No terceiro dia, ela foi até a empresa pedir demissão.

Quando voltou para casa carregando suas coisas, viu nos stories que Isabela já havia vestido o traje de noiva. O diamante em seu dedo anelar brilhava com arrogante ostentação.

Clara curtiu de novo, como de costume, e então se enfiou debaixo das cobertas.

No quarto dia, assim que acordou, viu outra atualização.

Desta vez, a câmera mostrava as fotos de casamento penduradas na casa dos recém-casados.

Clara ficou olhando por um bom tempo até voltar a si.

Mais uma vez, curtiu.

Depois, se maquiou, saiu e foi jantar com alguns amigos próximos para se despedir.

Ao entardecer, voltou carregando várias caixas e começou a jogar fora tudo que tivesse qualquer relação com Leonardo.

Os presentes que ele lhe dera, as escovas e copos de casal, as fotos dos dois juntos...

Nada ficou.

Tudo foi parar no lixo.

Quando terminou, já era tarde da noite.

Ela estava prestes a apagar a luz e ir dormir quando Leonardo voltou de repente.

Assim que entrou no quarto e viu o ambiente estranhamente vazio, ele parou, surpreso, e franziu a testa.

— Por que está faltando tanta coisa em casa?

— Eu já não gostava mais. Joguei fora. Depois compro coisas novas.

Leonardo assentiu. Tirou o casaco e o jogou no sofá, mas seu olhar logo foi atraído pelas caixas ao lado.

— Você pediu demissão?

Depois de uma breve pausa, ele viu algo sobre a mesa de centro.

— E por que tirou o registro da família da gaveta de repente?

Clara explicou tudo uma a uma, enquanto guardava os documentos na bolsa.

— Eu estava muito cansada, queria descansar um tempo, então pedi demissão. E o documento... é porque preciso resolver alguns trâmites.

Ao vê-la tão calma, Leonardo não pensou muito no assunto. Apenas a puxou para os braços e falou com voz suave:

— Esses dias estive muito ocupado e não pude ficar com você. Daqui a dois dias é seu aniversário. Amanhã eu levo você a um leilão para escolher alguns presentes, tudo bem?

Clara não recusou.

No dia seguinte, mal os dois se sentaram no salão, Clara viu Isabela.

Ela caminhou sem qualquer cerimônia até os dois e se sentou ao lado de Leonardo.

Durante toda a noite, Leonardo permaneceu inclinado na direção de Clara, falando com ela, sem sequer lançar um olhar à mulher ao lado.

Quando o leilão terminou, ele também não ficou ali por muito tempo. Segurou a mão de Clara e desceu com ela.

Antes de irem embora, Clara foi ao banheiro.

Ao sair, viu Isabela encurralada por um grupo de homens no vão da escada, alvo de risadas debochadas.

— Ora, se não é a grande senhorita Montenegro! Naquela época você abandonou o Leonardo depois que ele salvou sua vida, e agora foi parar nesse estado. Não é castigo, não?

— Ouvi dizer que seu pai quer te casar com um velho que já está com um pé na cova. Ainda bem que você continua bonitinha. Que tal ficar com a gente? A gente vai saber te tratar com todo carinho...

A segunda metade da frase foi interrompida abruptamente.

Leonardo desceu as escadas com o rosto tomado por uma expressão sombria e, sem a menor hesitação, acertou um chute violento em um daqueles playboys insolentes.

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