"Juramento de Sangue: A Herdeira do Clan" Capítulo 5
8
Os olhares deles se voltaram para mim ao mesmo tempo.
Eu levantei o celular na mão.
Depois de viver três anos nesta cidade…
Era a primeira vez que eu saía daquele canto esquecido e aparecia diante deles.
Embora esse “deles” fosse apenas Eduardo e Helena.
Mas para mim…
Já era o suficiente.
— Clara…
— Você… você estava aqui?
Helena correu em minha direção como uma louca.
Era exatamente como eu havia corrido para meu mestre.
Como eu havia corrido para os ossos da minha mãe.
Desviei rapidamente.
Mesmo assim, ela conseguiu agarrar meu tornozelo.
Ela caiu de joelhos diante de mim com um baque.
Apontou para Eduardo, que estava coberto de sangue, e implorou com a voz tremendo:
— Clara… por favor… salve o Eduardo… eu imploro…
Olhei para Eduardo, agora irreconhecível, e um pequeno sorriso apareceu em meus lábios.
Dei uma risada leve.
— Tia Helena… a senhora não está confundindo as coisas?
— Eu sou apenas uma golpista, lembra?
— Estamos em um hospital. Em vez de pedir ajuda aos médicos, a senhora quer que uma golpista o salve?
— A senhora ficou senil?
Helena claramente não esperava essa resposta.
Mas reagiu rapidamente.
Ela franziu a testa e puxou Eduardo pelo braço.
O simples toque fez Eduardo soltar um grito de dor terrível.
Mesmo assim, Helena o arrastou até mim.
— Eduardo… peça desculpas para Clara!
— Clara… me desculpa…
Antes mesmo de Helena terminar de falar, Eduardo já a interrompia.
Ele se arrastou até meus pés de joelhos.
Atrás dele ficou um rastro de sangue assustador.
— Clara… foi tudo culpa minha…
— Eu não deveria ter sido enganado por aquela maldita da Bianca…
— Eu te amo… Clara…
— Por favor… me salva…
— Eduardo Montenegro… eu posso te salvar.
Quando ouviram isso, os olhos dele brilharam com esperança.
— Sério? Então diga! Qualquer condição!
— Clara, qualquer coisa que eu possa fazer… farei!
Imitando o tom que ele usou comigo no passado, respondi calmamente:
— Bata a cabeça no chão. E peça desculpas.
Assim que terminei de falar, Eduardo bateu a cabeça no chão com força.
Uma grande mancha de sangue apareceu no piso.
Helena observava com o coração apertado, segurando a própria roupa com força.
Mas ela não ousou dizer uma palavra.
Depois de uma série de batidas pesadas…
Eduardo levantou a cabeça lentamente.
— Clara… já bati cem vezes… já chega?
— Não.
Respondi friamente.
Ele achou que não tinha batido forte o suficiente e tentou bater a cabeça novamente.
Eu estendi o pé e o parei.
— A quantidade está certa.
— Agora… devolva meu mestre.
— E devolva os ossos da minha mãe.
— Clara…
— Não me chame assim!
Eu gritei.
— Eu quero meu mestre de volta!
— Quero os ossos da minha mãe de volta!
— Clara… me desculpa…
Sentei-me em uma cadeira e olhei para o relógio no meu pulso.
— Eduardo Montenegro.
— Ainda faltam dezoito horas, quarenta e três minutos e doze segundos para o dia acabar.
— Se você não cumprir minhas exigências…
— Cada segundo que passar será mais doloroso que o anterior.
Os olhos de Eduardo foram tomados por um desespero absoluto.
Ele não disse mais nada.
No longo corredor do hospital, só se ouviam os gritos de dor dele e as súplicas desesperadas de Helena.
Eu permaneci sentada.
Observando silenciosamente.
Até que o sangue de Eduardo se esgotou…
E ele morreu.
Quando saí do hospital, enviei uma mensagem para todas as mulheres do meu clã que haviam se casado com homens da família Montenegro.
“Irmãs… chegou a hora de partir.”
Naquela mesma noite, a notícia de que
todos os homens da família Montenegro haviam morrido repentinamente
dominou as manchetes.
Com o objeto deixado pelo meu mestre, reassumi o comando do clã.
E a primeira decisão que tomei depois disso…
Foi cancelar definitivamente os casamentos entre nosso clã e a família Montenegro.
No passado, os antepassados da família Montenegro haviam dado alguns punhados de arroz aos nossos anciãos durante um período de fome.
Por gratidão…
Meu povo dedicou cem anos de suas vidas a proteger aquela família.
Agora…
Essa dívida estava paga.
(Fim)
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