"Juramento de Sangue: A Herdeira do Clan" Capítulo 3
Capítulo 2
5
— Eduardo…!
O grito de Helena ecoou instantaneamente por todo o salão.
No momento em que Eduardo caiu, as pernas dela também cederam e ela desabou no chão.
— Eduardo, não assuste sua mãe… levante-se…
Ela chorava desesperadamente enquanto se arrastava até ele, sacudindo seu corpo sem parar.
Bianca, que momentos antes estava radiante de orgulho, também ficou atônita com o que acabara de acontecer.
Ela recuou um passo, cambaleando.
Virou-se rapidamente para olhar o eletrocardiograma na tela gigante.
Não havia nenhuma anormalidade.
O gráfico continuava normal.
Observando o rosto pálido de Helena e o corpo imóvel de Eduardo no chão, Bianca acenou rapidamente para alguém na multidão.
— Subam aqui! Rápido!
Pelo visto, ela havia preparado tudo cuidadosamente para aquele dia.
Em poucos segundos, vários médicos de jaleco branco correram para o palco.
Bianca arrancou o equipamento de monitoramento do corpo de Eduardo e o jogou para um colega.
— Verifique se o equipamento apresentou algum erro!
Depois disso, ela puxou Helena gentilmente para o lado.
— Tia Helena, por favor, acalme-se. Meus colegas estão aqui, vamos examiná-lo primeiro.
Helena agarrou a mão dela, tremendo dos pés à cabeça.
— Bianca… você disse que conseguiria protegê-lo… você disse que o corpo dele estava saudável…
— Veja… veja o que aconteceu com ele…
— Sim, sim… não se preocupe. Nada vai acontecer.
Bianca tentava acalmá-la enquanto trocava olhares urgentes com seus colegas.
Os médicos rapidamente começaram a examinar Eduardo.
Um aparelho após o outro foi conectado ao corpo dele.
Mas, à medida que os exames continuavam…
O rosto dos médicos ficava cada vez mais sombrio.
— Bianca…
Um médico de meia-idade, aparentemente o líder da equipe, chamou-a e a puxou discretamente para o lado.
Ele baixou a voz e murmurou em seu ouvido:
— Os equipamentos não mostram nenhuma anormalidade. Mas ele não acorda.
— E a respiração dele… está ficando cada vez mais fraca…
— O quê?! Como isso é possível?!
Bianca gritou involuntariamente.
Percebendo que havia levantado demais a voz, tentou se controlar.
Mas já era tarde.
Porque o médico estava tão nervoso que não percebeu que o sistema de som conectado aos equipamentos havia transmitido a conversa para todo o salão.
Instantaneamente, o silêncio absoluto se transformou em caos.
As pessoas começaram a discutir em pânico.
— Meu Deus… será que essa maldição é real?
— Os médicos que estão examinando Eduardo são do hospital mais famoso da cidade! Como é possível que ainda não encontrem nada?
— Exato! O pulso dele está cada vez mais fraco! Se ninguém descobrir o motivo, ele vai morrer!
— Sempre disseram que os homens da família Montenegro morrem antes dos trinta. Eu achava que era só história… mas agora parece verdade!
Entre as vozes agitadas da multidão, Helena já estava completamente pálida.
Ela caminhou cambaleando até Bianca.
Então levantou a mão e deu um tapa violento no rosto dela.
— Sua desgraçada! Foi você que fez isso com meu filho!
Ela apontou para o corpo de Eduardo no chão.
— Se ele tivesse se casado com Clara, com certeza teria superado essa maldição! Foi você que fez meu filho mudar de ideia!
— Vá buscar Clara imediatamente! Agora!
— Só ela pode salvá-lo!
Bianca claramente não esperava levar um tapa diante de tantas pessoas.
Ela sempre fora criada com luxo.
Seu rosto ficou instantaneamente rígido.
Mas Eduardo estava ali, inconsciente no chão.
Além disso, no dia do casamento ela havia feito aquela promessa diante de todos.
Ela não podia discutir com Helena naquele momento.
Respirou fundo e tentou falar calmamente:
— Tia Helena, eu sei que a senhora está desesperada. Mas o estado de Eduardo não é tão grave quanto parece.
— Talvez seja porque aqui os equipamentos médicos são limitados. Não conseguimos monitorar completamente o corpo dele.
— Não se preocupe. Já chamei a ambulância do hospital. Quando chegarmos lá, vamos descobrir o que está acontecendo.
— Confie em mim.
Enquanto ela falava, a ambulância já havia chegado à porta.
Antes que Helena pudesse dizer mais alguma coisa, Eduardo foi colocado na maca e levado às pressas.
6
Observando tudo de um canto discreto, eu soltei uma risada fria dentro de mim.
Segui a multidão e saí silenciosamente do hotel.
Na rua, peguei um táxi e pedi ao motorista para seguir a ambulância.
Embora Bianca tivesse aparentado calma diante de Helena…
A velocidade da ambulância já havia revelado o pânico em seu coração.
Pouco depois de sairmos do hotel, meu celular começou a tocar freneticamente.
Olhei para a tela e sorri.
Era Helena.
Pelo visto, ela também não confiava tanto assim em Bianca.
Coloquei o telefone no modo silencioso e observei a tela acender e apagar repetidas vezes.
As luzes piscando pareciam o próprio coração desesperado de Helena naquele momento.
Quando percebeu que eu não atendia, ela começou a enviar mensagens.
“Clara, onde você está? O que aconteceu no casamento foi culpa do Eduardo. Ele já sabe que errou. Por favor, pelo bem da relação centenária entre nossas famílias, venha ao hospital.”
“Clara, você viveu aqui por três anos. Eu sempre tratei você bem. Mesmo que seja por consideração a mim… não guarde rancor do Eduardo.”
Eu li aquelas mensagens longas e soltei um riso frio.
Nos últimos dias, o escândalo entre mim e Eduardo havia tomado conta das notícias.
Eu não acreditava que uma mãe pudesse não saber.
Mas ela apenas assistiu tudo em silêncio.
Agora que o desastre havia chegado…
Ela finalmente se lembrava de mim.
Achava que algumas palavras bonitas poderiam comprar a vida do filho.
Ridículo.
Fechei os olhos.
O vento passava pelos meus ouvidos.
O rosto pálido do meu mestre.
Os ossos da minha mãe desenterrados.
E as palavras de despedida dos meus irmãos e irmãs do clã quando deixei a montanha.
Tudo passou pela minha mente como um filme.
Lágrimas escorreram silenciosamente pelos cantos dos meus olhos.
Dentro do meu coração, repeti inúmeras vezes:
“Fiquem tranquilos… Clara já cresceu.”
“Desta vez… deixem que eu proteja vocês.”
A ambulância parou bruscamente diante do hospital.
Desci do táxi a alguns metros de distância.
Observei os médicos correrem desesperadamente enquanto empurravam Eduardo para dentro do hospital.
Logo o levaram diretamente para a sala de emergência VIP no último andar.
No corredor do último andar, vi de longe Bianca andando de um lado para o outro em total nervosismo.
Helena estava sentada no chão, completamente desamparada.
Médicos e enfermeiros entravam e saíam sem parar.
Entre eles estavam alguns dos especialistas mais famosos da medicina da cidade.
Mas todos entravam confiantes…
E saíam com expressões cada vez mais pesadas.
Quando o terceiro especialista saiu da sala de cirurgia, Bianca finalmente não aguentou mais.
Ela correu até ele e agarrou seu braço.
— Professor Huang… o que está acontecendo lá dentro?
Sua voz tremia.
— Eu monitorei o corpo do Eduardo com os equipamentos mais avançados do hospital. Os dados não mostravam nenhuma anormalidade.
— O departamento técnico acabou de confirmar que os aparelhos estão funcionando perfeitamente.
— Então… por que ele continua inconsciente?
O médico ficou em silêncio por alguns segundos.
Os olhos de Bianca começaram a se encher de lágrimas.
— Professor… por favor, diga-me a verdade.
— O paciente não é apenas um paciente… ele é meu noivo. Eu estudei com o senhor por tantos anos…
O médico suspirou profundamente.
— A situação é muito mais grave… e…
— E o quê?!
— Estranha.
Ele balançou a cabeça.
— Em trinta anos de medicina, nunca vi um caso como esse.
— Todos os indicadores médicos estão perfeitamente normais.
— Mas o corpo dele está morrendo.
— A pele está começando a apodrecer a uma velocidade visível a olho nu. Até os órgãos internos estão assim.
— E o mais estranho é que… os exames continuam normais.
— Não conseguimos iniciar nenhum tratamento.
— É como se as lesões tivessem consciência própria… desviando dos nossos exames e se espalhando a uma velocidade assustadora.
— Professor…
Bianca olhava para ele com incredulidade.
Sua voz tremia.
— O senhor é uma autoridade da medicina…
— Eu sei.
Ele suspirou novamente.
— Como médico, dizer isso é irresponsável.
— Mas Bianca… com os métodos médicos atuais…
— Não temos nenhuma solução.
— Mãe! Está doendo!
Um grito agudo ecoou da sala de cirurgia, interrompendo a conversa.
O professor Huang virou-se bruscamente.
— Ele acordou!
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TerminadoCapítulo 3
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