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"Juramento de Sangue: A Herdeira do Clan​" Capítulo 1

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Capítulo 1

1

A família Montenegro carregava uma maldição: todos os homens da linhagem morriam antes de completar trinta anos.

A única forma de quebrar essa maldição era casar-se com alguém do meu clã.

Mas no dia do meu casamento com Eduardo Montenegro, ele rasgou o contrato de noivado diante de todos e cancelou a cerimônia — tudo por causa da mulher que sempre ocupou o primeiro lugar em seu coração.

Ignorando as tentativas de persuasão dos mais velhos da família, ele me encarou com ódio e disse friamente:

— Clara Valente, você não passa de uma mentirosa gananciosa! Durante quase cem anos, seu clã enganou a família Montenegro, tirando nosso dinheiro e nossa dignidade. Mas comigo isso acaba. A vida boa de vocês termina agora!

Bianca Andrade segurava o braço de Eduardo e me olhou com um sorriso cheio de desprezo.

— Ainda está parada aí por quê? Some daqui logo.

Ela ergueu o queixo com arrogância.

— Comigo aqui, uma doutora em medicina, Eduardo não só vai passar dos trinta… ele pode viver até cento e trinta anos!

Lembrei-me do pulso quase imperceptível que havia sentido naquela mesma manhã ao segurar o pulso de Eduardo.

Soltei uma risada fria dentro de mim.

Muito bem.

No dia do seu trigésimo aniversário, veremos quem está certo.

E esse dia… estava muito próximo.

Eu me virei para ir embora, mas Helena Montenegro correu até mim e segurou minha mão.

— Clara, não vá!

Ela então se virou para o filho, o rosto endurecendo de repente.

— Eduardo, peça desculpas para Clara agora mesmo. Pare de agir como uma criança!

Ao ver que ele continuava segurando a mão de Bianca com firmeza, Helena abaixou a voz, mas suas palavras ficaram ainda mais severas.

— Você sabe muito bem por que, geração após geração, os homens da família Montenegro precisam se casar com alguém do clã Valente! Trinta anos atrás, seu tio desobedeceu essa regra e, no dia em que completou trinta anos, foi esmagado por um caminhão!

— E seu terceiro tio? No dia em que rompeu o noivado, ele estava tão confiante quanto você está hoje. E o que aconteceu? Assim que terminou de soprar as velas do aniversário, começou a sangrar pelos sete orifícios do rosto e morreu na hora!

— Faltam apenas três dias para o seu aniversário. O que você está fazendo agora é brincar com a própria morte. Peça desculpas para Clara imediatamente...

— Já chega, mãe!

Eduardo a interrompeu com impaciência nos olhos.

— O acidente do tio foi apenas um acidente, e o outro morreu de ataque cardíaco. O que isso tem a ver com essa maldição absurda?

Ele apontou para mim e soltou uma risada cheia de desprezo.

— Casamento? Maldição? Isso tudo não passa de um golpe feito sob medida para enganar a família Montenegro!

— Só de olhar para ela eu sinto nojo. Se insistirem em me fazer casar com essa mulher, nem preciso esperar até os trinta anos… eu me mato agora mesmo!

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De repente, Eduardo tirou uma faca do bolso e a encostou no próprio pescoço.

Bianca caiu de joelhos diante de Helena com um baque.

— Tia Helena, por favor, confie na ciência desta vez!

Ela chorava enquanto falava.

— Instalei um sistema de monitoramento no corpo do Eduardo. A saúde dele está perfeita!

— Faltam apenas três dias para ele completar trinta anos. Nós vamos provar pessoalmente que essa história de maldição e casamento é apenas uma farsa! Eu me esforcei até conseguir um doutorado em medicina por ele… tudo por este dia. Por favor, dê uma chance a mim… e ao Eduardo!

— Mãe, se você não concordar…

Eduardo pressionou a lâmina com mais força.

O sangue vermelho escuro escorreu por seu pescoço, manchando o terno de noivo que eu mesma havia escolhido para ele.

— Eu concordo!

Helena gritou, a voz tremendo.

Ela avançou e arrancou a faca da mão dele, depois olhou para mim com profunda culpa.

— Clara… me desculpe…

— Não tem problema.

Eu a interrompi e forcei um pequeno sorriso.

— Na verdade, eu também espero que a senhorita Bianca consiga quebrar essa maldição maldita.

— Assim as garotas do meu clã finalmente poderão ser livres.

Virei-me e saí rapidamente.

Atrás de mim, ouvi a voz de Eduardo cheia de desprezo:

— Golpista imunda! Só de olhar para você já fico enojado. Some da minha frente!

Corri para fora do salão do casamento.

Assim que atravessei a porta, uma dor violenta subiu pela garganta.

— Ugh…

Cuspi um grande bocado de sangue negro.

Na verdade, eu deveria ter permanecido nas montanhas por mais alguns anos treinando antes de descer.

Mas três anos atrás, quando Eduardo me viu pela primeira vez, ele segurou minha mão com um olhar sincero e confessou seus sentimentos.

Era a primeira vez que eu experimentava o amor.

Cada palavra dele… eu acreditei.

Naquela época, ao sentir seu pulso, eu já havia percebido a fraqueza do seu corpo.

Preocupada com ele, ajoelhei diante do meu mestre por sete dias e sete noites, implorando permissão para descer da montanha.

Quando finalmente fui para o lado de Eduardo, percebi o quão terrível era aquela maldição.

Com meu cultivo ainda fraco, só conseguia manter sua saúde consumindo a própria essência do meu sangue.

Todas as noites eu suportava dores lancinantes nos órgãos internos até o amanhecer.

Naquele tempo, eu acreditava que valia a pena sacrificar qualquer coisa pelo homem com quem passaria o resto da vida.

Mas nunca imaginei…

Que o amor que ele dizia sentir era apenas um truque para obter algo novo — o meu corpo.

Sequei o sangue do canto da boca.

Com o coração cheio de uma dor fina e constante, deixei o hotel.

Achei que tudo finalmente tinha terminado.

Mas quando voltei para onde morava, fiquei paralisada.

O corredor inteiro estava coberto de tinta vermelha, com palavras escritas por toda parte:

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“Golpista!”

“Charlatã!”

“Vadia!”

E o pequeno apartamento que eu havia decorado com tanto carinho…

Já estava sendo devorado por um incêndio violento.

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Dentro daquele quarto estavam todos os sutras e talismãs que eu havia escrito com meu próprio sangue ao longo dos anos.

Como uma louca, corri em direção às chamas sem pensar em mais nada.

Mas assim que dei um passo à frente, as labaredas saltaram sobre mim.

Metade da pele do meu corpo foi queimada, revelando carne viva.

Quando lágrimas caíram sobre aquela carne exposta, uma dor aguda atravessou meu corpo.

Atrás de mim, Eduardo apareceu abraçando Bianca.

Ele não sei quando tinha chegado ali.

Seu olhar caiu sobre meu braço dilacerado, e um sorriso zombeteiro apareceu em seus olhos.

— Ora, pensei que você fosse tão poderosa. Então também sente dor?

Eu cerrei os dentes.

— Eduardo Montenegro, com que direito você queimou minhas coisas?! Nestes três anos, se não fosse por isso, você já estaria morto!

— Chega!

Ele avançou e agarrou meu pescoço com força.

— Pare de falar dessas porcarias nojentas! Só de olhar para isso eu sinto repulsa!

Seus olhos estavam cheios de crueldade.

— Não só vou queimar tudo. Vou fazer o mundo inteiro conhecer a verdadeira face dessa charlatã!

Antes que eu pudesse reagir, dezenas de repórteres invadiram o corredor estreito.

Câmeras e microfones foram empurrados contra meu rosto.

— Senhorita Valente, durante três anos você enganou a família Montenegro e recebeu uma grande quantia de dinheiro. Não sente nenhum remorso?

— Isso é fraude, um crime! Você sabe disso?

— Ainda queria casar com o jovem mestre Montenegro? Que mulher desprezível! Uma prostituta!

Uma mulher da multidão agarrou meu braço já destruído pela queimadura.

Uma dor lancinante percorreu meu corpo.

Caí encostada na parede.

Inúmeros chutes e socos começaram a cair sobre mim.

Enquanto isso, Eduardo abraçava a cintura delicada de Bianca e saía dali rindo.

Naquela mesma noite, meu nome estava entre os assuntos mais comentados.

“Ex-noiva da família Montenegro revela-se uma golpista! Em apenas três anos enganou a família em quase um milhão!”

“A maldição centenária da família Montenegro finalmente foi desmentida pela senhorita Bianca Andrade! A ciência vence a superstição!”

Vestindo meu vestido de noiva queimado e rasgado, saí cambaleando pela rua.

Queria comprar roupas para trocar, mas meu cartão bancário havia sido congelado.

Do outro lado da linha, uma voz mecânica dizia:

— Senhora Valente, devido à suspeita de fraude em sua conta, precisamos congelar seus fundos. Agradecemos sua compreensão.

Peguei o pouco dinheiro que ainda tinha no bolso e tentei encontrar um lugar barato para passar a noite.

Mas assim que me aproximei de uma pequena pensão, a dona cuspiu em mim.

— Você é aquela golpista das notícias, não é? Fora daqui!

Eu não comia nada desde o dia anterior.

As feridas no meu corpo já estavam infeccionando.

Toquei minha testa ardendo em febre.

Mas minhas pernas simplesmente não conseguiam mais se mover.

Caí ao lado de uma lixeira em um beco.

Pessoas que passavam por ali me reconheciam.

Algumas jogavam ovos podres.

Outras despejavam restos de comida diretamente nas minhas feridas.

Fechei os olhos.

Senti saudade da montanha tranquila.

Saudade do meu mestre.

Mas eu sabia…

Que ainda não podia ir embora.

Amanhã seria o aniversário de Eduardo.

Quando ele me agarrou pelo pescoço mais cedo, senti claramente seu pulso — completamente caótico.

Eu precisava ver aquele momento.

Pensando nisso, apoiei-me na parede e tentei continuar andando.

Mas assim que dei um passo, tudo ficou escuro.

E eu desmaiei.

Acordei com o cheiro familiar de ervas medicinais.

Ignorando a dor que tomava todo o meu corpo, sentei-me com dificuldade.

Meu mestre estava ali, aplicando remédio nas minhas feridas.

— Mestre… ainda não posso voltar…

Ele olhou para mim com profunda compaixão enquanto tratava minhas feridas já infeccionadas.

— Eu sei. Você quer esperar até o aniversário dele…

Antes que terminasse de falar, uma confusão surgiu do lado de fora.

A porta foi arrombada com um chute.

Mais de dez homens invadiram o quarto.

Eles me imobilizaram.

O líder tirou uma faca do peito.

E a cravou diretamente no coração do meu mestre.

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