《Após o Aborto, Eu Deixei o CEO Obcecado》Capítulo 13

Capítulo 18

No castelo, no

País A

, Helena Xavier foi se acostumando aos poucos com aquela nova rotina.

O castelo era enorme.

Na maior parte do tempo, só havia

ela e Edward

ali.

Edward gostava de silêncio, então, sempre que os empregados terminavam a limpeza, desapareciam imediatamente.

Até hoje Helena não entendia de onde aquelas pessoas surgiam… nem para onde iam depois.

Na sala havia um

piano Steinway

.

Depois de cada refeição, ela costumava tocar uma música.

E, quase sempre, naquele exato horário, Edward aparecia atrás dela.

Com um sorriso tranquilo, ele a cumprimentava:

— Helena, pode tocar mais uma?

Nesses momentos, Edward parecia perfeitamente normal.

Educado, gentil, seguro.

Nada nele lembrava alguém com algum problema psicológico.

Helena também pensava assim.

Mas naquela noite…

Ele teve uma crise.

Lá de cima veio o som violento de algum objeto pesado caindo no chão.

Helena se assustou e correu imediatamente para o quarto de Edward.

No meio do caminho, porém, recuperou a razão.

Naquele tipo de situação, o certo seria chamar ajuda primeiro.

Do quarto vinham gritos roucos e dolorosos de um homem.

Helena parou.

No fim, como se tivesse se rendido ao próprio destino, bateu à porta.

— Senhor Edward… você está bem?

Depois de alguns instantes, a porta se abriu.

A primeira coisa que Helena viu foram os

olhos verdes

dele, carregados de desculpas.

— Perdão… eu te assustei.

Helena lançou um olhar rápido para dentro do quarto.

Havia sinais evidentes de destruição por toda parte.

Edward moveu levemente o corpo, bloqueando sua visão.

— Helena… você está bem?

Helena tocou o próprio cabelo, constrangida.

— Eu fiquei com medo de que tivesse acontecido alguma coisa, por isso subi.

Edward ficou em silêncio por alguns segundos.

Depois perguntou:

— Você tem medo de mim?

Helena foi pega de surpresa.

Na verdade, ela nunca havia pensado seriamente sobre aquilo.

Tirando o fato de ser misterioso, Edward sempre se mostrava educado e refinado.

Ela balançou a cabeça.

— Você é meu paciente. Por que eu teria medo de você?

Dessa vez, Edward sorriu com sinceridade.

Então contou a ela que perdera o controle porque sua mãe queria obrigá-lo a entrar em um casamento arranjado.

Quando ele recusou, ela ameaçou se matar.

Depois de ouvir tudo, Helena tocou de leve o nariz.

— Se não houver mais nada… eu vou voltar para o meu quarto.

De repente, Edward segurou sua mão.

— Helena… você pode se casar comigo?

No mesmo instante, Helena ficou em choque.

Edward parecia completamente sincero.

— Acho que me apaixonei por você à primeira vista.

— Você aceitaria se casar comigo?

Helena simplesmente fugiu.

Voltou correndo para o quarto e só conseguiu dormir quando o céu já começava a clarear.

Na manhã seguinte, bem cedo, deixou apenas um bilhete e foi embora.

Mas, ainda naquele mesmo dia, viu Edward novamente no instituto.

Assim que Helena empurrou a porta, um homem de jaleco branco se virou para olhá-la com uma expressão quase magoada.

— Helena… por que você foi embora tão cedo de manhã?

Helena não sabia como responder.

Então perguntou com cuidado:

— Edward… você se lembra do que aconteceu ontem à noite?

Edward piscou algumas vezes.

— Eu te pedi em casamento.

Helena ficou sem palavras.

Então, lembrando-se de que ele era estrangeiro, tentou explicar com delicadeza:

— Edward, para nós, orientais, normalmente não se pede alguém em casamento antes de realmente conhecer essa pessoa.

Ela escolheu as palavras com cuidado.

— Isso… não faz parte da nossa tradição.

Edward piscou de novo.

Apoiou lentamente o queixo na mão e a observou com aqueles olhos verdes fixos.

— Helena, acredite em mim. Eu não estou brincando.

— Mas você não me conhece.

Edward discordou imediatamente.

— Eu sei que você adora hot pot apimentado, mas sempre separa cuidadosamente os grãos de pimenta.

— Sei que no seu terraço existem dezessete vasos de rosas e que você rega todas às sete da manhã.

— Sei que você toma leite sem açúcar, mas coloca uma colher de mel.

— E que seus olhos sempre ficam vermelhos quando assiste a filmes tristes.

Ele continuou, olhando diretamente para ela:

— Sei que você gosta de alimentar gatos de rua e que seus preferidos são os laranjas.

— Sei que você vai à igreja uma vez por semana.

— E sei que começou a aprender piano por influência do seu pai.

Quanto mais ouvia, mais Helena sentia um frio percorrer o corpo.

— Você investigou a minha vida.

Edward se calou.

Mas ainda tentou se justificar em voz baixa:

— Eu só me preocupei com você.

Helena se irritou de verdade.

— Eu não preciso da sua preocupação.

Os olhos de Edward escureceram imediatamente.

Ele abaixou a cabeça, parecendo um gato ferido.

Helena respirou fundo e falou seriamente:

— Edward, bisbilhotar a privacidade de alguém é algo muito desrespeitoso.

Edward pareceu ainda mais abatido.

Então murmurou, cheio de queixa:

— Mas você não é qualquer pessoa.

— Você é minha futura esposa.

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