《A Despedida de Solteiro em que Ele Chorou por Outra Mulher, e Eu Liguei para o Amor da Vida Dele》Capítulo 9

Ao ver a expressão estranha em seu rosto — misturada com dor, desespero e obstinação — senti apenas confusão.

E também nenhuma vontade de entender.

— Lucas Xavier — falei calmamente. — Eu não quero participar do jogo que você e sua mãe estão jogando.

— Não quero ser mais uma peça descartável para vocês usarem.

— Se não fossem aqueles cinquenta milhões… eu não teria ficado ao seu lado nem por um minuto.

Olhei para ele com tranquilidade.

— Você já conseguiu o que queria.

— Minha família foi destruída.

— Meu pai ficou paralítico.

— Minha mãe e eu tivemos que fugir para o exterior.

— E você também conseguiu se livrar do destino de se casar comigo.

— Não era exatamente isso que você queria?

— Então… não está tudo perfeito?

A calma em meus olhos parecia feri-lo profundamente.

Os olhos de Lucas ficaram vermelhos.

As veias em sua testa saltaram.

Ele se levantou cambaleando.

— Perfeito?!

— Você acha que isso é perfeito?!

Ele respirava de forma irregular.

— Não!

— Não está nada bem!

— Você deveria me odiar!

— Deveria querer me matar!

— Deveria tentar destruir minha família e me fazer sentir o mesmo desespero que você sentiu!

Ele deu um passo à frente.

— Depois poderia me pisar, me humilhar, fazer comigo o que quisesse!

— Mas como você pode ficar tão calma?!

— Como pode dizer que está tudo bem?!

Seus olhos estavam quase enlouquecidos.

— Volte comigo!

— Eu te dou a chance de se vingar!

— Quero sentir sua dor!

— Quero sentir o desespero de ser destruído por alguém que ama!

Olhei para ele, franzindo a testa.

— Se quer enlouquecer, faça isso sozinho.

— Não me arraste para isso.

Então virei e fui embora rapidamente, com medo de que ele me seguisse.

De repente, ouvi sua risada atrás de mim.

— Helena Nogueira… eu estava errado.

— Eu realmente estava errado.

— Fui estúpido.

— Fui arrogante.

— Não consegui reconhecer meus próprios sentimentos.

— Eu achava que recusar o casamento com você provaria que eu era livre.

Ele continuou, a voz tremendo.

— Mas esqueci uma coisa.

— Quando eu tinha dezoito anos… eu já tinha dito que gostava de você.

— Amar você nunca precisou de liberdade.

Ele chamou suavemente:

— Helena…

— Como podemos voltar ao que éramos antes?

— Eu não quero… perder você.

— Volte comigo.

— Por favor.

Parei por um segundo.

Mas não senti nenhuma amargura sobre o destino cruel ou coincidências trágicas.

Apenas achei aquilo… ridículo.

Eu não sabia que tipo de loucura havia tomado conta dele.

Depois de fazer tantas coisas horríveis…

Agora vinha falar de amor.

Olhei para ele pela última vez.

— Nosso passado acabou no momento em que você se apaixonou por Luna aos vinte e dois anos.

— Não finja ignorância.

— Querer liberdade não apaga o que você fez comigo.

Respirei fundo.

— Se tivermos que ter algum tipo de relação daqui para frente…

— prefiro que seja a de completos estranhos.

Depois disso, fui embora sem olhar para trás.

O olhar destruído dele desapareceu da minha vista.

Talvez por ter sido rejeitado.

Depois daquele dia, Lucas não apareceu novamente.

Ouvi dizer que, depois que fui embora, sua perna piorou.

Como não recebeu tratamento a tempo, teve febre e acabou desmaiando.

Quando acordou, os homens enviados por Dona Teresa o levaram de volta.

Desde então, deixei de prestar atenção em qualquer coisa relacionada a Lucas Xavier.

Minha vida voltou ao eixo.

Eu cuidava do meu pai com minha mãe.

E usei o dinheiro restante para começar um pequeno negócio no exterior.

Seis meses depois, meu pai finalmente conseguiu ficar de pé.

Ainda cambaleando, mas já podia dar alguns passos.

Minha pequena empresa também começou a crescer lentamente, graças a alguns contratos modestos.

Mais de um ano depois…

Meu pai voltou a andar normalmente.

E minha empresa conseguiu fechar algumas parcerias importantes na China.

Depois de concluir uma viagem de trabalho, voltei ao país com meus pais.

Passamos alguns dias viajando e relaxando.

Alugamos um pequeno apartamento temporário perto da casa onde costumávamos morar.

Um dia, enquanto íamos ao supermercado comprar comida…

Encontramos Dona Teresa Xavier.

Ela já não tinha a elegância e a riqueza de antes.

Usava um vestido barato e um casaco gasto.

Quando nos viu, tentou esconder o constrangimento.

Mas o ressentimento em seus olhos era impossível de disfarçar.

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